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9ª Brasil Sul Milk Fair será realizada em Chapecó com foco em inovação e negócios na cadeia do leite

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De 14 a 16 de outubro, Chapecó (SC) será palco da 9ª Brasil Sul Milk Fair, realizada em paralelo ao 14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL). O encontro promete movimentar produtores, técnicos e empresas do setor leiteiro, consolidando-se como um dos principais espaços de inovação e networking da cadeia do leite no Brasil.

A feira é promovida pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e pela Epagri, reunindo marcas ligadas a nutrição animal, genética, manejo, automação e tecnologia.

Mais do que exposição: troca de experiências e conexões

Segundo o presidente do Nucleovet, Tiago Mores, a feira vai além da exposição comercial:

“É um espaço que complementa a programação científica do Simpósio, permitindo que produtores, técnicos, veterinários, agrônomos, zootecnistas e estudantes ampliem sua rede de contatos e discutam de forma prática os temas apresentados nas palestras”, destacou.

Nas edições anteriores, o evento foi palco para lançamentos de produtos, soluções de biossegurança e tecnologias voltadas ao bem-estar animal. Para 2025, a expectativa é de manter esse perfil inovador, com novidades que contribuam para a produtividade e sustentabilidade da pecuária leiteira.

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Feira será vitrine de lançamentos e parcerias

De acordo com Claiton André Zotti, presidente da comissão científica, a Milk Fair tem se consolidado como ponto de encontro estratégico:

“A feira é um momento em que as indústrias parceiras apresentam suas tecnologias e serviços aos consultores e produtores rurais. Essa troca de experiências e negócios tem sido um diferencial do evento”, ressaltou.

Com esse formato, a feira reforça sua posição entre as principais do país no segmento de bovinocultura de leite, atuando como catalisadora de negócios, parcerias e inovação.

Inscrições abertas no segundo lote

As inscrições para o 14º SBSBL estão no segundo lote até 2 de outubro. Os valores são:

  • R$ 530,00 para profissionais;
  • R$ 400,00 para estudantes.

Esse ingresso garante acesso a toda a programação, incluindo o 14º SBSBL, a 9ª Milk Fair, o 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte e o 2º Simpósio Catarinense de Pecuária de Leite à Base de Pasto.

Outras modalidades de inscrição:

  • Participação apenas no 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte e na 9ª Milk Fair: R$ 170,00 (até 2 de outubro).
  • Acesso exclusivo à 9ª Milk Fair: R$ 50,00 (no 2º lote).
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Grupos acima de 10 inscritos no SBSBL recebem códigos-convites bonificados. Profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e universidades têm condições diferenciadas.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.nucleovet.com.br. Associados ao Nucleovet devem se inscrever diretamente na secretaria da entidade. Contatos: (49) 9 9806-9548 ou [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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