CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Holding em testamento: saiba como essa estratégia pode organizar a sucessão patrimonial

Publicados

AGRONEGOCIOS

O que é uma holding familiar

A holding familiar é uma pessoa jurídica criada para administrar e proteger o patrimônio de uma família, facilitando a transmissão de bens aos herdeiros e simplificando procedimentos como inventário.

Ao invés de manter imóveis e ações no nome de indivíduos, esses ativos são integralizados no capital social da holding, permitindo:

  • Proteção patrimonial: separa os bens pessoais das responsabilidades operacionais da empresa;
  • Gestão centralizada: a administração dos ativos familiares fica concentrada;
  • Planejamento tributário: possibilidade de reduzir impostos sobre aluguéis, vendas e sucessão.
A função do testamento

O testamento é um instrumento legal e revogável que permite ao titular declarar sua última vontade sobre a distribuição de bens após sua morte. Ele garante que a parte disponível do patrimônio (50% no Brasil) seja destinada a pessoas específicas, respeitando a legítima dos herdeiros necessários (descendentes, ascendentes e cônjuge).

Como a holding e o testamento se conectam

O conceito de “holding em testamento” surge da interação entre holding familiar e testamento. Ao criar a holding, o titular transforma seus bens em quotas ou ações da empresa, que passam a ser objeto do testamento.

Leia Também:  Agronegócio reforça importância na economia com saldo positivo de empregos em agosto

O testamento, então, pode ser usado para:

  • Dispor sobre as quotas da holding;
  • Definir regras de governança e sucessão da administração da empresa;
  • Beneficiar pessoas específicas com a parte disponível do patrimônio.

Limites e cuidados

Embora a holding facilite a sucessão e, muitas vezes, reduza a necessidade de inventário, ela não abrange toda a totalidade do patrimônio. Bens não integralizados na holding e a metade legítima dos herdeiros necessários ainda precisarão ser formalmente inventariados.

Dessa forma, a estratégia de holding em testamento deve ser cuidadosamente planejada, respeitando a legislação vigente, para definir a destinação das quotas da holding e estabelecer regras claras para administração e sucessão dos bens familiares.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

Publicados

em

O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

Leia Também:  Agronegócio reforça importância na economia com saldo positivo de empregos em agosto

O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

Leia Também:  Ministro Fávaro participa do 1º Congresso Prefeitos do Agro em Sorriso

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA