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Circuito Cria 2025: Scot Consultoria percorre o Brasil para mapear estratégias e desafios da produção de bezerros
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A Scot Consultoria iniciou mais uma etapa de sua expedição pelo país com o projeto Circuito Cria 2025, que percorre seis estados — Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — para mapear os principais desafios e estratégias adotadas por produtores na fase de cria, considerada o alicerce da pecuária de corte.
O levantamento busca entender como o manejo, a nutrição, a reprodução, a genética e a sanidade influenciam toda a cadeia produtiva, impactando diretamente a oferta de bovinos de corte no Brasil.
Ciclo pecuário em transição exige novas estratégias dos produtores
Após o ciclo de baixa nos preços em 2023, a pecuária brasileira vive um momento de ajustes. A queda no valor da arroba levou parte dos pecuaristas a reduzir o rebanho e descartar fêmeas, enquanto outros optaram por reter matrizes, apostando na valorização futura dos bezerros.
Essa fase de transição exige adaptações estruturais e gerenciais que garantam sustentabilidade, eficiência e competitividade ao setor.
Projeto amplia visão da cadeia com foco na base da produção
Inspirado no Confina Brasil, projeto lançado em 2020 que retrata sistemas de recria e terminação, o Circuito Cria nasceu da necessidade de olhar para o início da cadeia produtiva. A iniciativa acompanha, em tempo real, o comportamento dos criadores brasileiros e os impactos de suas decisões no ciclo pecuário.
O foco é compreender quais práticas têm se mostrado mais eficazes e como o uso de tecnologia, planejamento e gestão influencia a resiliência dos sistemas de cria.
Três etapas para compreender o ciclo completo da pecuária de cria
O Circuito Cria é dividido em três fases anuais, cada uma acompanhando uma etapa do ciclo produtivo dos bezerros:
- 2024 – Origem da Pecuária: fase dedicada ao planejamento reprodutivo e às tecnologias aplicadas na estação de monta.
- 2025 – No Berço da Pecuária: etapa atual, que monitora a estação de parição e os resultados das decisões anteriores.
- 2026 – No Rastro do Bezerro: encerramento do ciclo, com foco na recria, desempenho e rentabilidade.
Essa estrutura permite observar, de forma prática, os impactos técnicos e econômicos das decisões produtivas e gerar dados que contribuam para o fortalecimento da pecuária nacional.
Análise técnica e coleta de dados em campo
Durante as visitas, a equipe da Scot Consultoria realiza entrevistas, observações e coleta de indicadores técnicos que revelam a evolução da pecuária de cria. São avaliados aspectos como:
- Planejamento e previsibilidade das decisões;
- Modelos produtivos regionais;
- Gestão por indicadores e desempenho;
- Uso de genética e biotecnologia;
- Estratégias nutricionais e qualidade das pastagens;
- Bem-estar animal e infraestrutura de manejo.
Além da coleta de dados, os técnicos e consultores parceiros também compartilham informações e soluções com os pecuaristas, fortalecendo o diálogo entre campo e pesquisa aplicada.
Propriedades de referência e geração de conhecimento para o setor
Nesta edição, o Circuito Cria concentra-se em propriedades que representam grande impacto na oferta de bezerros do país. O objetivo é registrar as melhores práticas de manejo, reprodução e planejamento, criando uma base técnica que servirá de referência para produtores e agentes do setor.
Os resultados serão reunidos em um relatório final, com comparativos e análises que auxiliem na tomada de decisões estratégicas.
Evento marca lançamento da nova etapa
O lançamento oficial da fase 2025 ocorreu durante o Encontro de Intensificação de Pastagens, realizado em 24 e 25 de setembro, em Ribeirão Preto (SP).
Na ocasião, a técnica do Circuito Cria e zootecnista Letícia Quintino agradeceu aos pecuaristas que colaboram com o projeto:
“Quero começar agradecendo, em nome da Scot Consultoria, aos produtores que abrem suas porteiras para nossa equipe técnica realizar este trabalho tão importante para entender o que está acontecendo na pecuária brasileira.”
Já o médico-veterinário Diego Rossin destacou o objetivo da expedição:
“Queremos compreender como o planejamento de cada produtor, desde o início do estudo, impactará a lucratividade das propriedades ao final da terceira fase, em 2026.”
Percurso e cronograma da expedição
A expedição de 2025 começou em 29 de setembro, em João Pinheiro (MG), e segue até 22 de novembro, com passagens pelos estados de Goiás, Tocantins, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Durante esse período, serão coletados dados que ajudarão a traçar um panorama detalhado sobre a produção de bezerros no país, fornecendo subsídios para o aprimoramento da pecuária de corte brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês
Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.
A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.
A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.
O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.
Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.
O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.
A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.
Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.
A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.
Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.
Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.
A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.
Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.
A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.
É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.
Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.
A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.
Fonte: Pensar Agro



