CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Sinfra realiza intervenção na Trincheira da Guia em Cuiabá para melhorar o trânsito

Publicados

MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) realiza, a partir das 20h desta sexta-feira (10.10), uma intervenção na trincheira da MT-010 (Estrada da Guia), localizada em Cuiabá, com o objetivo de melhorar a fluidez do trânsito na região.

O trabalho consiste no alargamento da pista de acesso à parte superior da trincheira, na alça que dá acesso tanto à rotatória de retorno à avenida República do Líbano, quanto à MT-251 (Estrada de Chapada).

A intervenção deve seguir até a noite de domingo (12.10). Durante os trabalhos, ocorrerão interdições na avenida Hermínia Torquato da Silva, mas sempre haverá pelo menos uma pista livre, tanto dentro da trincheira, quanto na alça de acesso.

Desde a inauguração da estrutura, em 2018, há um estreitamento no início da subida, causado pela presença de um super poste — um poste de grande porte, que concentra cabos e equipamentos da rede elétrica. Ele não pode ser removido.

Para eliminar esse gargalo e permitir que dois veículos subam simultaneamente a trincheira, a Sinfra vai demolir parte da mureta lateral da estrutura e construir uma nova faixa de rolamento. No local, também será erguido um novo muro de contenção. A obra está orçada em R$ 4 milhões.

Leia Também:  Seduc lança cartilha antirracista para alunos e professores

O projeto inclui ainda um ajuste sobre o meio-fio, garantindo que o trecho dentro da trincheira continue com duas faixas de tráfego, ou seja, continuarão duas faixas dentro da trincheira e a subida passará a ter duas faixas também.

A medida vai melhorar o escoamento do trânsito na região, utilizada tanto por motoristas que seguem em direção à MT-251, quanto por quem usa o retorno para acessar o Centro de Cuiabá, a Rodoviária e a Avenida Miguel Sutil.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Deficiência invisível: psicóloga do TJMT relata vivência com visão monocular

Publicados

em

A psicóloga do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Giselle Ramos de Castilho Teixeira, convive desde a infância com a visão monocular, condição caracterizada pela perda da visão de um dos olhos. Apesar de a deficiência não ser perceptível fisicamente, ela relata que os desafios fazem parte da rotina e vão desde dificuldades de profundidade até a necessidade constante de reafirmar sua condição diante das pessoas.
Em continuidade às ações do Mês de Conscientização sobre Acessibilidade, a servidora destaca a importância de ampliar o debate sobre inclusão, acolhimento e respeito às pessoas com deficiências não aparentes, tanto no ambiente institucional quanto na sociedade.
Giselle conta que descobriu a deficiência ainda criança, de forma inesperada. “Eu fui brincar com as maquiagens da minha mãe e percebi que não enxergava de um olho para passar a sombra. Perguntei para minha mãe se ela também não enxergava de um olho e aí fomos descobrir a deficiência”, relembra.
Desafios diários
Segundo ela, uma das maiores dificuldades enfrentadas por pessoas com visão monocular é justamente a falta de compreensão da sociedade sobre uma deficiência que nem sempre possui características físicas aparentes. “Se eu não falar que sou uma pessoa com deficiência, ninguém percebe. Muitas vezes, a dificuldade da visão monocular é exatamente essa, as pessoas não acreditarem que você realmente tem uma deficiência”, afirma.
A psicóloga explica que a visão monocular afeta diretamente a percepção de profundidade, distância e visão lateral, tornando situações cotidianas mais desafiadoras. “Escadas são muito perigosas para quem tem visão monocular, porque a gente não consegue ter a mesma percepção de profundidade. Por isso, aquelas faixas coloridas nos degraus são tão importantes”, comenta.
Além das limitações práticas, Giselle destaca que o impacto emocional causado pela falta de compreensão sobre a deficiência também é significativo. “Muitas vezes, as pessoas julgam você como incapaz por causa da deficiência. Isso acaba trazendo problemas emocionais porque a própria pessoa começa a se sentir incapaz”, observa.
Acolhimento e inclusão
Para a psicóloga, inclusão vai além de adaptações estruturais e envolve, principalmente, acolhimento e reconhecimento da individualidade de cada pessoa. “Inclusão não é só colocar uma rampa ou um adesivo na escada. É olhar para a pessoa e mostrar que ela é importante, que ela tem sentimentos e que merece ser acolhida”, ressalta.
Ela avalia que o Poder Judiciário de Mato Grosso avançou significativamente nos últimos anos em relação às políticas de acessibilidade e inclusão, especialmente após a criação da Comissão de Acessibilidade e Inclusão. “Hoje existem ferramentas, adaptações, jornada especial e avanços importantes que fazem com que a pessoa com deficiência se sinta vista dentro da instituição”, destaca.
Giselle também lembra que a visão monocular foi reconhecida legalmente como deficiência visual pela Lei nº 14.126/2021, garantindo às pessoas com essa condição os mesmos direitos assegurados às demais pessoas com deficiência.
Mesmo assim, ela afirma que ainda existem dificuldades para o reconhecimento desses direitos. “Muitas vezes precisamos provar constantemente que temos uma deficiência, mesmo apresentando laudos. Nem sempre os nossos direitos são respeitados de forma automática”, pontua.
Segundo a psicóloga, ampliar o debate sobre acessibilidade e inclusão é essencial para construir ambientes mais humanos, empáticos e preparados para acolher diferentes realidades. “A deficiência não define uma pessoa. Antes de qualquer limitação, existe um ser humano que precisa ser respeitado, acolhido e compreendido”, conclui.
Pesquisa sobre acessibilidade
Como parte das ações desenvolvidas para o fortalecimento da política de inclusão, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do PJMT também promove uma pesquisa sobre as condições de acessibilidade nas unidades judiciárias e administrativas do Estado.
O levantamento é destinado a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) e credenciados(as), com o objetivo de identificar demandas, necessidades e possíveis barreiras enfrentadas no ambiente institucional.
A pesquisa segue aberta até o dia 30 de junho de 2026. Participe!

Autor: Emily Magalhães

Leia Também:  Desenvolve MT explica como ‘’limpar nome’’ e solicitar crédito mais de uma vez

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA