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Preços da carne de frango se mantêm estáveis com oferta ajustada e exportações aquecidas

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O mercado brasileiro de carne de frango apresentou preços estáveis ao longo da semana, tanto no mercado vivo quanto no atacado, refletindo uma sinalização de oferta ajustada e de demanda equilibrada. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a reposição de frango ao longo da cadeia produtiva manteve o cenário de estabilidade.

“A capitalização das famílias favorece o consumo, mantendo a demanda aquecida”, destaca Maia.

No atacado, os cortes congelados registraram manutenção de preços:

  • Peito: R$ 10,00/kg
  • Coxa: R$ 7,60/kg
  • Asa: R$ 11,00/kg

Na distribuição, os preços ficaram levemente superiores:

  • Peito: R$ 10,10/kg
  • Coxa: R$ 7,80/kg
  • Asa: R$ 11,20/kg

Os cortes resfriados também se mantiveram estáveis, com pequenas variações entre atacado e distribuição, mantendo o equilíbrio do mercado.

Cotações do frango vivo variam por região

Segundo levantamento da Safras & Mercado:

  • Minas Gerais: R$ 5,60/kg
  • São Paulo: R$ 6,40/kg
  • Santa Catarina: R$ 4,75/kg
  • Oeste do Paraná: R$ 4,90/kg
  • Rio Grande do Sul: R$ 4,75/kg
  • Mato Grosso do Sul: R$ 5,55/kg
  • Goiás: R$ 5,55/kg
  • Distrito Federal: R$ 5,60/kg
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Algumas regiões registraram alta no quilo vivo:

  • Pernambuco: de R$ 7,00 para R$ 7,50
  • Ceará: de R$ 7,50 para R$ 7,80
  • Pará: de R$ 7,25 para R$ 7,90
Expectativa pela retomada das exportações à China

O setor aguarda decisão oficial da China sobre a retomada das importações de produtos avícolas brasileiros. A delegação chinesa que visitou o Brasil recentemente indicou que a reabertura pode ocorrer em breve, o que deve dar um novo fôlego ao mercado interno.

Exportações mostram desempenho positivo em setembro

As exportações de carne de aves e miudezas comestíveis do Brasil totalizaram US$ 812,844 milhões em setembro (22 dias úteis), com média diária de US$ 36,947 milhões. O volume exportado atingiu 459,823 mil toneladas, média diária de 20,901 mil toneladas, com preço médio de US$ 1.767,7 por tonelada, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior.

Comparado a setembro de 2024:

  • Valor médio diário: queda de 6,1%
  • Quantidade média diária: alta de 1,9%
  • Preço médio: baixa de 7,9%
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O bom desempenho das exportações contribui para o equilíbrio do mercado interno, compensando eventuais pressões de oferta e mantendo os preços estáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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