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Exportações de café recuam em volume, mas registram aumento de receita e valorização em outubro, aponta Secex

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As exportações brasileiras de café não torrado apresentaram retração na segunda semana de outubro de 2025. Dados divulgados nesta segunda-feira (13) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o volume embarcado nos oito primeiros dias úteis do mês somou 85,269 mil toneladas, ante 279,233 mil toneladas exportadas durante todo o mês de outubro de 2024.

A média diária de embarques ficou em 10,658 mil toneladas, queda de 16% em relação à média diária registrada em outubro do ano passado (12,692 mil toneladas). O recuo reflete, segundo analistas, o ritmo mais moderado das exportações neste início de mês, ainda que a receita apresente movimento inverso.

Receita com exportações cresce 15,3% e preço do grão sobe mais de 37%

Apesar da queda no volume embarcado, a receita total obtida com o café verde aumentou. Nos primeiros oito dias úteis de outubro de 2025, o faturamento chegou a US$ 548,32 milhões, frente a US$ 1,307 bilhão obtido nos 22 dias úteis de outubro de 2024.

A média diária de faturamento avançou 15,3%, atingindo US$ 68,54 milhões, contra US$ 59,45 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

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Outro destaque foi a valorização do preço médio do grão, que passou de US$ 4.683,70 em outubro de 2024 para US$ 6.430,40 nos oito primeiros dias úteis de outubro de 2025 — uma alta de 37,3%. Esse movimento indica uma maior remuneração para o produto brasileiro no mercado internacional, mesmo diante da redução nos embarques.

Café torrado e derivados também registram queda nos embarques

O segmento de café torrado e produtos industrializados (como extratos, essências e concentrados) também apresentou retração nas exportações. Entre os dias 1º e 10 de outubro, foram embarcadas 2,78 mil toneladas, frente a 8,681 mil toneladas exportadas durante todo o mês de outubro de 2024.

A média diária de embarques ficou em 347 toneladas, recuo de 11,9% em relação à média diária de 394 toneladas observada no mesmo período do ano anterior.

Receita dos produtos industrializados sobe 8,1% e preço médio tem valorização de 22,7%

Mesmo com o menor volume exportado, a receita obtida com o café torrado e seus derivados mostrou avanço. Nos oito primeiros dias úteis de outubro, as vendas externas somaram US$ 35,053 milhões, contra US$ 89,194 milhões registrados durante todo o mês de outubro de 2024.

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A média diária de faturamento cresceu 8,1%, atingindo US$ 4,381 milhões, frente aos US$ 4,054 milhões de igual período do ano passado.

O preço médio de exportação também apresentou forte valorização, passando de US$ 10.273,80 em outubro de 2024 para US$ 12.067,00 na segunda semana de outubro de 2025 — um avanço de 22,7%.

Brasil mantém protagonismo e melhora desempenho em valor agregado

Apesar da redução nos volumes embarcados, o desempenho das exportações brasileiras de café em outubro demonstra forte valorização do produto e maior rentabilidade por tonelada exportada. Analistas apontam que o mercado externo segue aquecido, impulsionado por fatores como oferta global mais ajustada e a preferência por cafés de maior qualidade, o que favorece o produto nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe agro brasileiro a riscos geopolíticos e acelera debate sobre transição verde

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A instabilidade geopolítica em regiões estratégicas para a produção de insumos agrícolas voltou a acender um alerta no agronegócio brasileiro: a forte dependência de fertilizantes importados. Conflitos recentes no Oriente Médio, somados aos impactos ainda sentidos da guerra entre Rússia e Ucrânia, afetam diretamente a oferta global desses produtos e pressionam os custos de produção no campo.

Atualmente, o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que consome, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Esse percentual tem aumentado nos últimos anos, ampliando a exposição do país a riscos externos.

Brasil lidera importações globais de fertilizantes e amplia vulnerabilidade

Em 2025, o Oriente Médio respondeu por 16% dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil. Considerando também países em regiões sensíveis, como Rússia e Venezuela, esse volume chega a 32% das importações nacionais.

O Brasil é hoje o maior importador mundial de fertilizantes, com crescimento médio de 3,8% ao ano entre 2014 e 2023, enquanto a média global foi de 0,8%, segundo dados da International Fertilizer Association (IFA).

Para especialistas, a baixa produção doméstica torna o país especialmente vulnerável. Além disso, a demanda segue em expansão impulsionada pela conversão de pastagens degradadas em áreas agrícolas, pela expansão dos sistemas integrados e pelo avanço da segunda safra.

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Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), lançado em 2022, ganha relevância estratégica. O programa estabelece como meta reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre as diretrizes estão:

  • Incentivo à produção nacional de fertilizantes
  • Modernização da indústria do setor
  • Melhorias na infraestrutura logística
  • Estímulo à inovação tecnológica

Apesar das metas, o avanço do plano enfrenta desafios importantes, como o alto custo do gás natural, gargalos logísticos e a necessidade de maior coordenação entre órgãos públicos e privados.

Fertilizantes verdes surgem como alternativa para reduzir emissões

Os fertilizantes verdes são apontados como uma alternativa estratégica para o setor, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Produzidos a partir de hidrogênio verde — obtido por eletrólise da água com energia renovável —, esses insumos podem reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa associadas à agricultura.

Segundo especialistas, além de diminuir a pegada de carbono, essa tecnologia pode aumentar a segurança no abastecimento ao reduzir a dependência de importações.

Tecnologia ainda enfrenta barreiras de custo e escala

Apesar do potencial, a escalabilidade dos fertilizantes verdes ainda enfrenta desafios relevantes. O principal deles é o custo de produção, que pode ser até oito vezes superior ao dos fertilizantes convencionais, baseados em combustíveis fósseis.

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A viabilização dessa tecnologia depende de políticas públicas de incentivo, contratos de longo prazo e mecanismos como o mercado de carbono.

Uso eficiente de fertilizantes pode reduzir emissões no campo

Além da substituição tecnológica, especialistas destacam que o uso mais eficiente dos fertilizantes no campo também é fundamental. O manejo adequado pode reduzir desperdícios e emissões de óxido nitroso (N₂O), um gás com potencial de aquecimento global 265 vezes superior ao CO₂.

No Brasil, esse gás representa cerca de 6% das emissões provenientes do setor agrícola.

Transição verde é vista como estratégica para o futuro do agro

Para especialistas do setor, a agenda de fertilizantes deve ser tratada como estratégica para o país. O Brasil possui matriz energética majoritariamente renovável e condições favoráveis para se tornar produtor global desses insumos.

No entanto, esse avanço depende de coordenação entre setores, investimentos consistentes e planejamento de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade externa e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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