MATO GROSSO
Cartório faz balanço de mutirões eleitorais na cadeia e na igreja, em Colniza
MATO GROSSO
O cartório da 11ª Zona Eleitoral computou 80 atendimentos em dois mutirões eleitorais realizados em Colniza, município distante a 1.057 km de Cuiabá. O primeiro mutirão foi promovido no dia 11 de outubro nas dependências do templo-sede da Igreja Assembleia de Deus Ministério Madureira, onde foram realizados 37 atendimentos, enquanto o segundo mutirão ocorreu no dia 14, na Cadeia Pública de Colniza, e quantificou 43 atendimentos.
Na igreja, o balanço mostra que foram realizadas 37 revisões cadastrais, 4 alistamentos (primeiro título) e 6 transferências de domicílio. Já na cadeia pública, foram 23 revisões cadastrais, 11 alistamentos e nove transferências de domicílio. Ambos os mutirões compreendem a zona urbana do município e foram realizados no horário das 9h às 16h. O levantamento não contabilizou outras atividades, como quitação de multas e emissão de certidões e segunda via, por exemplo.
Para a realização do mutirão na cadeia pública, o trabalho foi planejado e executado em parceria com a direção daquela unidade prisional. Na ação na igreja, o trabalho contou com a colaboração da Câmara Municipal, que, por sua vez, apoiou o mutirão com o espaço, servidores e equipamentos necessários, bem como a divulgação dos serviços junto à população. A Justiça Eleitoral está presente no município por meio de uma Central de Atendimento, enquanto a sede do cartório fica em Aripuanã (a 180 km de Colniza).
Em Colniza, o índice de cobertura biométrica é de 68,27%, o que representa um eleitorado de 12.921 pessoas. O município ocupa a 139ª posição entre os 142 do Estado. O número de eleitores e eleitoras sem biometria é considerado elevado — cerca de 6.005 pessoas, o correspondente a 31,73%. Em Colniza, são 18.926 pessoas aptas a votar. As informações são da Campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT). O objetivo da campanha é ampliar o cadastramento eleitoral no estado para, no mínimo, 98% em 2025.
Na Cadeia Pública de Colniza estão presos provisórios e condenados. Neste último caso, as pessoas têm os direitos políticos suspensos e, por isso, não podem votar nem ser votadas. Mesmo assim, a revisão eleitoral reflete na manutenção de direitos, como o acesso ao auxílio-reclusão, que é um benefício pago apenas aos dependentes do segurado que esteja preso.
No sistema carcerário brasileiro, apenas pessoas com prisão provisória — aquelas sob custódia da Justiça que ainda não tiveram condenação definitiva — têm direito ao voto. Isso significa que presos e presas com condenação criminal transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) e pessoas que perderam os direitos políticos não podem votar.
Jornalista Anderson Pinho
#PraTodosVerem – A imagem mostra uma cena de atendimento biométrico da Justiça Eleitoral em uma área externa. Nela, há quatro pessoas no total: duas pessoas sentadas de frente para as mesas onde estão outras duas pessoas, operando computadores. Painéis verticais cinzas, possivelmente telas de privacidade ou fundos de fotografia/vídeo, estão posicionados entre os atendentes e os que esperam/estão sendo atendidos. Um ring light pode ser visto preso à mesa da mulher.
Fonte: TRE – MT
MATO GROSSO
Governo de MT e Rumo inauguram 1º trecho da Ferrovia Estadual: “Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer”, afirma governador
O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20.6), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.
Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.
Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.
“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.
Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos.
“Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.
O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto.
“A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira.
“Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.
O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística.
“É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.
O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.
Terminal Ferroviário
As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.
Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional.
“Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.
A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.
Fonte: Governo MT – MT

