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Mapa intensifica fiscalização de produtos orgânicos em São Paulo
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as ações de fiscalização de produtos orgânicos no Estado de São Paulo. As operações foram realizadas em São José do Rio Preto, Pindamonhangaba e Taubaté e, também, no litoral, abrangendo Santos e São Vicente. A iniciativa é coordenada pelo Núcleo de Suporte à Produção Orgânica de São Paulo (Nusorg-SP) da Secretaria de Defesa Agropecuária, com apoio das unidades regionais do Mapa em São José do Rio Preto, Campinas e Guaratinguetá.
De modo geral, as equipes constataram alto índice de conformidade entre os estabelecimentos fiscalizados, com poucas ocorrências registradas, o que reforça o compromisso do setor com a qualidade e a transparência.
“Produtores orgânicos costumam ser muito conscientes e respeitam as regras. A fiscalização é uma forma de valorizar aqueles que produzem e comercializam da forma correta”, explica Estanislau Steck, superintendente de Agricultura e Pecuária em São Paulo.
Ações e análises laboratoriais
As vistorias abrangeram feiras, mercados e pontos de venda especializados, com foco na verificação do cumprimento da legislação. Entre as poucas irregularidades identificadas, houve embalagem e etiquetagem indevidas de produtos de terceiros e falta de identificação correta em itens a granel, resultando em autuação quando cabível.
Em São José do Rio Preto, foram coletadas amostras de mel, ovos, peito de frango e hortifrutis, atualmente em análise laboratorial. Em Taubaté, diante de denúncia sobre possível produção irregular de orgânicos destinados à alimentação infantil, foram coletadas 12 amostras: abóbora, banana, batata-doce, batata inglesa, beterraba, limão, maçã, pepino, repolho e tomate, encaminhadas aos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiás e Minas Gerais para verificação de resíduos proibidos.
Nas cidades de Santos e São Vicente, não foram observadas irregularidades em lojas, mercados ou feiras. A região mantém acompanhamento contínuo das ações de fiscalização, com o envolvimento de servidores municipais. Em Santos, há incentivo permanente à realização de feiras de orgânicos, com participação de produtores de diversas localidades; já em São Vicente, a prefeitura vem ampliando as iniciativas de fomento à comercialização desses produtos.
Ação educativa e fortalecimento do setor
Além da verificação das normas, as equipes da Secretaria de Defesa Agropecuária realizam ações educativas junto a comerciantes e produtores, orientando sobre as boas práticas de exposição e comercialização de produtos orgânicos.
“Essa abordagem preventiva tem fortalecido o setor e consolidado a credibilidade do sistema orgânico brasileiro”, afirma Judi Maria da Nóbrega, diretora do Departamento de Suporte e Normas da Secretaria.
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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO
O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.
Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.
“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.
Ciência e sustentabilidade
Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.
Aquicultura e mudanças climáticas
Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.
Valorização da pesca artesanal
O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.
Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura



