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Montes Claros recebe 5º Congresso Mineiro e 22º Seminário de Apicultura com 1,5 mil participantes
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Montes Claros (MG) será o centro da apicultura nacional nos dias 22 e 23 de outubro, ao sediar o 5º Congresso Mineiro de Apicultura e o 22º Seminário de Apicultura do Norte de Minas. Os eventos, considerados os maiores do setor em Minas Gerais e entre os maiores do país, devem reunir 1,5 mil participantes, com enfoque em inovação, políticas públicas e a importância da polinização.
A programação ocorrerá no Parque de Exposições João Alencar de Athayde e marca a primeira vez que a cidade recebe os dois eventos simultaneamente. O tema central será “A polinização a serviço da vida”, com atividades voltadas para capacitação técnica, troca de experiências e valorização de iniciativas locais.
Autoridades confirmadas e parcerias institucionais
A cerimônia de abertura está prevista para 22 de outubro, às 8h30, com participação de autoridades como:
- Daniel Alex Fortunado (Secretário Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial, MIDR)
- Thales Fernandes (Secretário de Agricultura e Abastecimento de Minas Gerais)
- Lucas Felipe de Oliveira (diretor-presidente da Codevasf)
- Afonso Maria Rocha (superintendente do Sebrae/MG)
- Antônio Pitangui de Salvo (presidente do Sistema Faemg/Senar)
- Otávio Martins Maia (diretor-presidente da Emater/MG)
- Ronaldo Scucato (presidente da Ocemg)
- Guilherme Guimarães (prefeito de Montes Claros)
- Marcelo Francisco Ribeiro (presidente da Femap)
A realização dos eventos conta com parceria entre Codevasf, Secretaria de Agricultura de MG, FEMAP, Ocemg, Sistema FAEMG, Sebrae e Emater. Participantes devem vir de todas as regiões de Minas Gerais e de outros estados, como Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia.
Programação diversificada para produtores e pesquisadores
O Seminário de Apicultura do Norte de Minas terá foco na agricultura familiar, predominante na região, reunindo apicultores, técnicos, pesquisadores e fornecedores de insumos, equipamentos e tecnologias.
O Congresso Mineiro de Apicultura, retornando após 14 anos, abordará inovação, sustentabilidade, políticas públicas e fortalecimento institucional.
Entre as atividades destacam-se:
- Exposição de abelhas nativas sem ferrão, com visita de 12 turmas de estudantes da rede municipal
- Feira de produtos apícolas e equipamentos modernos
- Apresentação de trabalhos de cooperativas e associações
- Estandes de instituições de apoio como Codevasf, Sebrae, Emater e Faemg/Senar
- Palestras, painéis e oficinas técnicas
Codevasf realiza entregas e anuncia investimentos
Durante os eventos, a Codevasf fará entregas estratégicas para a cadeia apícola:
- Duas unidades de extração de mel em contêineres para Berizal e São João do Paraíso, investimento de cerca de R$ 328 mil
- Kits de produção de mel, equipamentos de extração e materiais para própolis para associações do Vale do Jequitinhonha e Rio Pardo de Minas, com investimento de R$ 220 mil
As ações reforçam o fortalecimento da cadeia e a profissionalização da produção local.
Minas Gerais consolida liderança na apicultura nacional
O estado é um dos principais produtores de mel do Brasil, respondendo por 10,9% da produção nacional em 2024, segundo o IBGE. A agricultura familiar representa cerca de 80% da produção de mel e 70% da produção de própolis.
O registro de apiários tem crescido: em 2024, foram realizados 1.085 novos cadastros, alta de 34% em relação a 2023.
Norte de Minas: produção e oportunidades
A região de Montes Claros e Norte de Minas desempenha papel estratégico na apicultura. Na Rota do Mel, em Bocaiúva, há cerca de 1,5 mil produtores organizados em 30 associações, uma cooperativa e uma câmara técnica. A produção anual regional chega a 1 mil toneladas de mel, distribuída em 22 municípios, com 586 produtores da agricultura familiar.
O setor enfrenta desafios como beneficiamento, certificação, sanidade das colmeias e logística, mas também apresenta oportunidades, como o mel de aroeira com Indicação Geográfica (IG) e a presença de casas de mel, entrepostos e unidades de extração, que elevam qualidade e valor agregado.
Apoio de instituições fortalece a cadeia
Organizações como Codevasf, Sebrae, Emater-MG e Faemg/Senar desempenham papel essencial, oferecendo:
- Assistência técnica e capacitação
- Doação de equipamentos
- Apoio à comercialização
- Integração de produtores
Essas ações contribuem para o desenvolvimento sustentável do setor apícola em Minas Gerais, ampliando produtividade e agregando valor ao mel e demais produtos da cadeia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio
Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.
O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.
A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.
No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.
Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.
Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.
O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.
Fonte: Pensar Agro

