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Seminário internacional aborda educação escolar quilombola
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O Ministério da Educação (MEC) realiza, nesta semana, de 21 a 24 de outubro, em Recife (PE), o 1º Seminário Internacional de Educação Quilombola e suas Confluências. O objetivo é discutir a educação quilombola no país e fortalecer as ações da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). A política busca implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.
O evento conta com a presença de representantes de Honduras, Colômbia e Equador, que possuem uma política de reconhecimento territorial, em processo de construção de suas especificidades na educação. O objetivo da visita é conhecer e buscar inspiração na Pneerq. Além disso, participam organizações sociais, profissionais da educação, instituições de ensino, pesquisa e extensão, gestores governamentais nas esferas municipais, estaduais e federal.
O evento é transmitido pelo YouTube da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e é realizado em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), por meio do Núcleo de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros. Conta, ainda, com o apoio da Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco, universidades e institutos federais, além de entidades de educação. No MEC, a coordenação é da Diretoria de Políticas para a Educação Étnico-Racial e Educação Escolar Quilombola (Diperq) da Secretaria de Educação Continuada de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi).
Na abertura do seminário, o coordenador-geral de Educação Escolar Quilombola do MEC, Eduardo Fernandes de Araújo, reafirmou o compromisso do ministério com a promoção da educação e a valorização da história e cultura afro-brasileira. “O evento marca um avanço nas políticas públicas territorializadas e participativas. Em outra frente, o MEC apresentou o nome da professora Giovanna Maria da Silva para ser a primeira quilombola conselheira nacional de educação. Mais de R$ 10 bilhões estão sendo investidos na criação de centros de incorporação, convênios com o Instituto Federal de Pernambuco [IFPE], atividades de extensão e outros”, informou.
Araújo ainda destacou a criação do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), que faz parte do programa maior PDDE Equidade. Ele destina recursos para projetos que promovam a equidade e combatam o racismo nas escolas. “Estão sendo ofertadas mais de 20 licenciaturas em educação escolar quilombola em todo o país. O MEC também aumentou o fator de ponderação para matrículas quilombolas no Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação]”, observou.
Seminário – O Seminário Internacional de Educação Quilombola é parte integrante da Pneerq e resultou das discussões feitas durante os encontros regionais e nacional de educação escolar quilombola, em 2024 e 2025.
Na programação, além das mesas redondas de diálogo, haverá visitas às comunidades quilombolas Trigueiros, Xambá, Povoada Demanda/Engenho Siqueira, São Lourenço e Onze Negras, em Pernambuco, nos municípios de Vicência, Olinda, Goiana, Rio Formoso e Cabo de Santo Agostinho.
Também participam do seminário representantes do Conselho Nacional de Educação (CNE), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação, as Coordenações Estaduais da Pneerq da Bahia, Paraíba, Mato Grosso, Tocantins, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e Ceará, bem como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que apoiam ações de formação, de mobilização e de fortalecimento da educação escolar quilombola em todo o país.
Parcerias – O evento é realizado em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) por meio do Núcleo de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros, com apoio da Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Instituto Federal de Pernambuco, da Secretaria de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana do Ministério da Igualdade Racial (SQPT/MIR). Conta, ainda, com a cooperação da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e do Coletivo de Educação e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Também fazem parte da Comissão Organizadora a Fundação Joaquim Nabuco e as universidades Católica de Pernambuco, estadual de Pernambuco (UPE) e Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do Coletivo Promoção da Educação e Justiça para Igualdade Racial (Peji), além do Malungus Lab, laboratório do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).
Comissão – Em 2023, o MEC instituiu a Comissão Nacional de Educação Escolar Quilombola (Coneeq), por meio da Portaria nº 988/2023, para assessorar o ministério na formulação de políticas referentes à educação escolar quilombola.
A Coneeq, entre outras representações, tem dez lideranças e especialistas quilombolas das cinco regiões do Brasil. Em 2024, o MEC instituiu a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), por meio da Portaria nº 470/2024. A Pneerq é composta por sete eixos, um deles, a Difusão de Saberes (Confluência), em referência direta ao pensador quilombola Antônio Nego Bispo (in memoriam). De acordo com Bispo, a confluência é “a arte de juntar e misturar diversas vidas e saberes, fortalecendo-os sem perder suas individualidades, como um rio que se une a outros”.
Assessoria de Comunicação Social, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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Prouni: inscrições para o 2º semestre começam em 7 de julho
O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira, 1º de julho, o Edital nº 51/2026, referente ao processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), que ocorrerá no segundo semestre de 2026. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, no período de 7 a 10 de julho.
Para se inscrever, é necessário que o estudante tenha completado o ensino médio; participado das edições de 2024 ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a redação do Enem.
O edital veda a inscrição para quem declarou ter participado do Enem na condição de treineiro, ou seja, quem participou do exame visando a autoavaliação antes mesmo de concluir o ensino médio. Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média.
Os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições:
- Ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública;
- Ter feito o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição;
- Ter feito o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
- Ser uma pessoa com deficiência como previsto na legislação;
- Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para concorrer aos cursos de licenciatura e pedagogia destinados à formação do magistério da educação básica. Nesse último caso, não é aplicado o limite de renda exigido aos demais candidatos.
O candidato deverá optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas à implementação de políticas afirmativas referentes às pessoas com deficiência e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.
Além disso, é necessário que todos os inscritos se atentem aos critérios de renda exigidos para a obtenção da bolsa. Para as bolsas integrais, que cobrem 100% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até 1,5 salário mínimo. Já para bolsas parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até três salários mínimos. Os limites de renda não se aplicam aos professores da rede pública de educação básica, desde que concorram às bolsas ofertadas para cursos de licenciatura e pedagogia.
Classificação – A classificação observará a modalidade de concorrência escolhida na inscrição pelo candidato, por curso, turno, local de oferta e instituição. Dentro de cada modalidade, deverá ser obedecida a ordem decrescente das notas e priorizada a seguinte ordem:
- Professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia destinados à formação do magistério da educação básica, se for o caso e se houver inscritos nesta situação;
- Estudante que tenha cursado o ensino médio integralmente em escola da rede pública;
- Estudante que tenha cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- Estudante que tenha cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
- Estudante que tenha cursado o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- Estudante que tenha cursado o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista.
Resultado – O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de julho na página do Prouni. Já a segunda chamada sairá no dia 5 de agosto. Depois disso, os selecionados na primeira chamada precisam comprovar as informações de 15 a 24 de julho. Já os da segunda chamada deverão confirmar entre os dias 5 e 14 de agosto.
Lista de espera – Para participar da lista de espera do Prouni, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do Portal Acesso Único nos dias 26 e 27 de agosto de 2026. A lista estará disponível na página do Prouni, também no Portal Acesso Único, no dia 1º de setembro, para consulta pelas instituições de ensino superior e pelos candidatos.
Confira o cronograma completo do Prouni 2026/2:
- Inscrições: 7 a 10 de julho
- Resultado 1ª chamada: 15 de julho
- Resultado 2ª chamada: 5 de agosto
- Lista de espera: 26 e 27 de agosto
- Resultado Lista de Espera: 1º de setembro
Prouni – Criado em 2004 pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade Para Todos oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas e tem como público-alvo o estudante sem diploma de curso superior. Os processos seletivos do Prouni ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação


