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BP Bioenergy discute perspectivas do setor sucroenergético durante a Sugar Week em São Paulo
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A BP Bioenergy, uma das líderes brasileiras em açúcar, etanol e bioeletricidade, promoveu nesta quarta-feira (22/10), em São Paulo, um encontro com clientes, parceiros e especialistas para discutir tendências, oportunidades e desafios do setor sucroenergético. A iniciativa ocorreu durante a Sugar Week, evento tradicional que reúne anualmente os principais atores da cadeia produtiva da bioenergia.
CEO destaca crescimento da área de trading
Na abertura do encontro, Andres Guevara de la Vega, CEO da BP Bioenergy e presidente da BP no Brasil, ressaltou os avanços da companhia em 2025, com ênfase no fortalecimento da área de trading. Segundo ele, essa frente tem se consolidado como vetor de crescimento e geração de valor, integrando operações e conectando diferentes mercados de energia.
“O trading tem enorme potencial de expansão, refletindo a integração das nossas operações e a capacidade de conectar mercados de energia. Essa evolução só é possível graças às parcerias baseadas em confiança, qualidade e eficiência, criando valor mútuo e sustentável”, afirmou o executivo.
Diretores reforçam integração e networking
Ricardo Carvalho, diretor comercial da BP Bioenergy, destacou a importância do evento para fortalecer relacionamentos e promover a integração da cadeia produtiva.
“Este é um espaço fundamental para networking e troca de experiências. Reforçamos a importância de atuar de forma integrada, com visão de longo prazo, que está no DNA da companhia”, comentou Carvalho.
Panorama técnico do setor sucroenergético
A gerente de Inteligência de Mercado, Luciana Torrezan, apresentou dados sobre o momento atual da bioenergia no Brasil. Segundo ela, o setor vive um período de ajustes entre oferta e demanda, exigindo flexibilidade operacional e planejamento estratégico.
“O cenário apresenta desafios, mas também oportunidades, especialmente para quem tem visão de longo prazo. O Brasil mantém posição estratégica para atuar de forma sustentável neste contexto”, explicou Luciana.
Participação de especialista em macroeconomia
O economista Alexandre Schwartsman, convidado especial, abordou o cenário econômico brasileiro, destacando fatores que impactam o ambiente de negócios e a competitividade do setor sucroenergético. Sua palestra contribuiu para ampliar a visão estratégica dos participantes sobre desafios e oportunidades do mercado.
Compromisso com sustentabilidade e inovação
O encontro reforçou o compromisso da BP Bioenergy com a sustentabilidade, inovação e fortalecimento da cadeia produtiva de açúcar, etanol e bioeletricidade, além de proporcionar troca de conhecimento e networking estratégico entre produtores, distribuidores e especialistas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

