MATO GROSSO
Do primeiro dia à despedida: histórias que revelam o coração do Poder Judiciário
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Neste Dia do Servidor Público, o Poder Judiciário de Mato Grosso homenageia, nas trajetórias que se cruzam de forma simbólica e emocionante, o verdadeiro sentido de servir: começar com entusiasmo e concluir com legado. Entre o primeiro passo e o último dia de expediente, conectam as histórias de Victor Gabriel Campos Miranda, de 25 anos, que inicia sua caminhada no serviço público, e a de Rosiane Tenório Barbosa, de 58, que conclui um ciclo de 26 anos de dedicação à Justiça mato-grossense.
O tempo de contribuição de Rosiane equivale à idade de Victor, coincidência que carrega um significado profundo. Enquanto ele representa a energia e o entusiasmo de quem começa, ela simboliza a experiência e a entrega de quem ajudou a construir esse caminho. São histórias que, de alguma forma, se conectam e, junto a milhares de outras, formam o tecido humano que sustenta o Poder Judiciário de Mato Grosso, instituição feita de pessoas, tempo e propósito.
Antes de ingressar no serviço público, Victor iniciou sua vida profissional na iniciativa privada, atuando na empresa familiar que administrava com o pai. Contudo, o desejo de seguir carreira Judiciário sempre esteve presente desde a época de faculdade e sua atual transição para o serviço público tem sido positiva e repleta de aprendizados.
“Em 2024, depois de muito esforço e estudo, consegui a aprovação. Achei que teria dificuldade assim que assumisse o cargo, mas foi o contrário e me senti muito bem acolhido e recebido. Sei que o serviço público é diferente do privado, com sistemas e dinâmicas diferentes, mas aqui no TJMT encontrei um ambiente organizado e motivador”, contou Victor.
Já servidora Rosiane Tenório Barbosa encerra seu ciclo sendo homenageada durante o evento “Aposentadoria Humanizada”, que integrou as comemorações do Dia do Servidor, na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), na última sexta-feira (24 de outubro). Ela atuou na Comarca de Sinop (500 km de Cuiabá) e construiu uma trajetória marcada pelo comprometimento.
“Entrei como agente de serviço, fazendo limpeza. Depois, trabalhei no cartório, passei pela 3ª Vara Criminal e estou me aposentando como chefe da Central de Mandados. O Poder Judiciário foi muito importante na minha vida, um lugar onde fui muito respeitada e tratada com carinho. Amei servir ao Judiciário, foi onde aprendi que tenho valor. Considero que são como uma segunda família. Agora, chegou a hora de me aposentar. Fiquei com o coração apertado de ter que sair, mas eu precisava descansar”, relatou.
Autor: Ana Assumpção/Emily Magalhães
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
Fonte: Governo MT – MT


