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Mercado do boi gordo mantém estabilidade em São Paulo enquanto escalas de abate se mantêm

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A última semana do mês começou com movimentação limitada no mercado de boi gordo em São Paulo. A oferta de animais diminuiu, sustentando os preços, que se mantiveram estáveis em comparação diária. As escalas de abate estão, em média, em oito dias, refletindo o ritmo moderado de negociação.

Minas Gerais: oferta restrita e leves ajustes nas cotações

Em Minas Gerais, a oferta de animais segue limitada e o escoamento da carne ocorre de forma lenta, o que restringe os negócios.

  • Triângulo Mineiro: as cotações permaneceram inalteradas.
  • Região de Belo Horizonte e Norte de Minas: a cotação da novilha teve alta de R$2,00/@, enquanto o preço do boi gordo e da vaca não sofreu alteração.
  • Sul de Minas: o valor da vaca subiu R$2,00/@, sem mudanças para as outras categorias.

A arroba do “boi China” registrou valorização de R$3,00.

Atacado da carne com osso: vendas mais fracas

O mercado atacadista de carne com osso apresentou queda nas vendas, reflexo do menor volume de pedidos de reposição por parte do varejo, com avanço do mês.

  • A carcaça casada do boi capão subiu 0,5% (R$0,10/kg).
  • A carcaça do boi inteiro teve alta de 0,8% (R$0,15/kg).
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Entre as fêmeas, não houve alteração nas cotações.

Mercado de carnes alternativas

No setor de carnes alternativas, os preços registraram pequenas quedas:

  • Frango médio: queda de 2,0% (R$0,15/kg). Refere-se à ave com peso médio da linhagem para lote misto, com rendimento de carcaça estimado em 74,0%.
  • Suíno especial: recuo de 0,8% (R$0,10/kg). Corresponde a animal abatido sem vísceras, patas, rabo e gargantilha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Livro do IDR aponta saída para dependência da soja no biodiesel

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A cadeia do biodiesel no Brasil entrou em uma fase de maturidade produtiva, com volumes próximos de 10 bilhões de litros por ano, mas ainda carrega um ponto de fragilidade: a forte dependência da soja como matéria-prima. Hoje, mais de 70% do biodiesel nacional tem origem no óleo da oleaginosa, o que torna o setor sensível a oscilações de safra, preços internacionais e custos de produção, um efeito que chega diretamente ao diesel consumido no campo.

Essa concentração limita a previsibilidade da cadeia e amplia o impacto de choques de mercado sobre o produtor rural. Em um cenário de margens pressionadas, a diversificação das fontes de óleo deixa de ser apenas uma alternativa agronômica e passa a ser uma necessidade econômica.

É nesse contexto que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou, na última quinta-feira (16.04), uma publicação técnica voltada à ampliação do leque de oleaginosas no Estado. O trabalho intitulado Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, consolida anos de pesquisa aplicada e reúne orientações práticas para produção, manejo e aproveitamento de diferentes culturas, com foco direto na viabilidade no campo.

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O estudo que reúne contribuições de 38 pesquisadores, analisa dez espécies com potencial produtivo no Paraná, entre elas canola, girassol, gergelim e crambe, considerando fatores como adaptação climática, manejo, rendimento de óleo e inserção na cadeia produtiva. A proposta é clara: reduzir a dependência da soja e ampliar as alternativas ao produtor, respeitando as condições regionais.

No Estado, que produz cerca de 2,3 bilhões de litros de biodiesel por ano, o movimento de diversificação ainda é incipiente, mas começa a ganhar espaço. Culturas de inverno, como canola e girassol, aparecem como opções estratégicas, tanto pela geração de matéria-prima quanto pelos ganhos agronômicos, como rotação de culturas e melhoria da qualidade do solo.

A canola, por exemplo, já ocupa cerca de 8 mil hectares no Paraná, concentrados nas regiões Oeste e Sudoeste. Embora ainda distante da escala da soja, o avanço indica uma mudança gradual no sistema produtivo, com potencial de crescimento conforme evoluem os estímulos de mercado e assistência técnica.

Outro ponto destacado na publicação é o papel dos coprodutos na viabilidade econômica. A extração de óleo gera farelos e tortas que podem ser utilizados na alimentação animal, criando uma fonte adicional de receita e melhorando a eficiência do sistema produtivo.

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No cenário global, a produção de óleos vegetais, base para o biodiesel, supera o equivalente a 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e palma. O Brasil, pela disponibilidade de área e tecnologia, tem espaço para avançar, mas a sustentabilidade do crescimento passa, necessariamente, pela diversificação da matriz.

A avaliação técnica converge para um ponto: ampliar o portfólio de oleaginosas é um passo essencial para reduzir riscos, estabilizar custos e dar mais previsibilidade à cadeia. Para o produtor, isso se traduz em melhor uso da terra ao longo do ano e menor exposição às oscilações de um único mercado.

O livro tá disponível  no site do IDR-Paraná e custa R$300. Para comprar, clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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