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Preço do suíno cai em outubro, mas mercado espera recuperação com demanda de fim de ano
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Cotação do suíno vivo recua após recorde de setembro
O preço médio do suíno vivo apresentou retração em outubro, após alcançar a máxima anual em setembro, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O recuo reflete a redução da demanda doméstica, especialmente durante a segunda quinzena do mês, período em que os frigoríficos diminuíram a procura por novos lotes para abate.
Concorrência com boi e frango pressiona o mercado
A menor busca por parte dos frigoríficos está relacionada à maior competitividade das carnes substitutas, como bovina e de frango, que vêm apresentando preços mais atrativos ao consumidor final. Esse cenário reduziu o ritmo de comercialização e pressionou as cotações do suíno em diversas praças produtoras do país.
Perspectivas indicam possível recuperação em novembro
Para novembro, parte dos agentes consultados pelo Cepea acredita em reação positiva nos preços, sustentada pela redução da oferta interna e pelo tradicional aumento da demanda com a chegada das festas de fim de ano.
Entretanto, alguns analistas demonstram cautela: o temor é de que os altos valores registrados em setembro ainda sejam repassados à carne suína, o que pode frear o consumo entre os consumidores mais sensíveis a variações de preço.
Histórico reforça expectativa de alta no último trimestre
O Cepea ressalta que, historicamente, o mercado de suínos apresenta avanços nas cotações durante o último trimestre, acompanhando o aquecimento do consumo típico do período natalino. Com isso, os próximos meses serão decisivos para definir se o setor conseguirá recuperar as margens após a queda observada em outubro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil e Guatemala fortalecem parceria agropecuária ao celebrarem 50 anos de cooperação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário.
A assinatura do documento marca os 50 anos de cooperação entre Brasil e Guatemala e amplia a atuação conjunta em temas como pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.
A agenda integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo, Cleber Soares, e também representa a retribuição da visita realizada recentemente pela ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil. Na ocasião, foram fortalecidos os entendimentos bilaterais e avançadas pautas de interesse comum, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.
Durante a reunião bilateral, as delegações identificaram oportunidades para ampliar a cooperação entre instituições brasileiras e guatemaltecas, com destaque para o intercâmbio de conhecimentos em manejo sustentável de solos, bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.
O Memorando de Entendimento também prevê a criação de mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, incluindo grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, realização de missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.
A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como o melhoramento genético de pescado e de bovinos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da pecuária e ampliar a transferência de tecnologia. Durante as discussões, o governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio para ações voltadas ao aprimoramento genético e ao fortalecimento do rebanho bovino do país.
As delegações também discutiram temas relacionados à ampliação do comércio agropecuário bilateral, incluindo avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades para fortalecer as relações comerciais entre os dois países.
A programação incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Cidade da Guatemala. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de cooperação regional em temas como bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.
As discussões ampliaram as perspectivas de atuação conjunta entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura na região.
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