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“Investimento demonstra prioridade em um setor que é absolutamente estratégico para o Estado”, afirma governador

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O governador Mauro Mendes afirmou que o financiamento de US$ 100 milhões com o Banco Mundial para o programa MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, lançado nesta quinta-feira (6.11) e voltado para o fortalecimento da agricultura familiar em Mato Grosso, demonstra a prioridade que a cadeia de pequenos produtores rurais tem para o Estado.

“É importante reconhecer o quanto qualquer pequeno produtor, qualquer pessoa que está iniciando, precisa de um empurrãozinho se devida e estrategicamente apoiado. Nós pegamos, pela primeira vez, um financiamento para investir em agricultura familiar. Esse investimento é a demonstração da prioridade de um setor que é absolutamente estratégico para o Estado. Produzir soja, milho ou algodão é importante, mas não tenho dúvida, que o café, o cacau, a banana e outras cadeias produtivas também são importantes”, concluiu.

O programa MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade será executado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). Do investimento total de US$ 100 milhões, US$ 80 milhões serão financiados pelo Banco Mundial (BIRD) e US$ 20 milhões de contrapartida do Estado. O projeto busca fortalecer a agricultura familiar, gerar renda, promover segurança alimentar e ampliar o acesso a mercados, beneficiando 15 mil famílias em 61 municípios mato-grossenses.

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Para Mauro Mendes, o financiamento só foi possível depois que o Estado conseguiu aprovar reformas, arrumar as contas públicas e obter uma das maiores notas de avaliação do Tesouro Nacional.

“Se hoje estamos aqui, assinando esse financiamento, é porque houve um controle rigoroso das contas públicas. Em 2018, Mato Grosso era nota C no Tesouro Nacional e, muito provavelmente, esse crédito jamais seria concedido para nós. Foi a partir de 2019, quando aprovamos as reformas na Assembleia, que começamos a construir o equilíbrio fiscal do nosso Estado. Se somos hoje a nota triplo A, é por causa dos passos que demos”, apontou.

Apenas dois governos estaduais possuem nota triplo A, do Tesouro Nacional. Além do próprio Mato Grosso, o segundo é o Estado de Santa Catarina.

“Isso significa que somos um bom pagador e um Estado que tem saúde financeira. Com isso, nós podemos fazer importantes investimentos em Mato Grosso. De 2011 a 2018, por exemplo, o governo investiu R$ 62 milhões na agricultura familiar. Se vocês olharem de 2019 até 2025, nós já investimos R$ 720 milhões, ou seja, 11 vezes mais do que investimentos nos setes anos anteriores. Isso mostra como é importante um Estado primar pelo equilíbrio fiscal e saúde financeira nas contas públicas”, concluiu.

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Fonte: Governo MT – MT

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Justiça e Corpo de Bombeiros se unem pela pacificação social em Rondonópolis

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Bombeiros de uniforme laranja perfilados em frente ao quartel

O Corpo de Bombeiros é reconhecido por salvar vidas e apagar incêndios que destroem o patrimônio físico, mas, nesta terça-feira (16), transformou-se em um espaço de diálogo voltado à cultura da paz social, direitos fundamentais e cooperação institucional.
Numa parceria inédita, o Poder Judiciário de Mato Grosso e o comando da unidade de bombeiros militares de Rondonópolis realizou um ciclo de palestras direcionado a todo o efetivo militar local e da região, com foco em duas ferramentas essenciais para a harmonia comunitária: a Autocomposição e a Justiça Restaurativa.
O encontro foi conduzido pelo juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, que expôs sobre duas políticas públicas judiciárias.
O objetivo central da iniciativa foi estreitar os laços entre as instituições e a sociedade civil, demonstrando como os métodos consensuais podem transformar a realidade local, mitigar a judicialização e promover a verdadeira reparação de danos.
Homem de terno preto dá entrevista a repórter de camisa verde, que segura um celular. Ao fundo, um bombeiro de uniforme laranja observa a cena em frente ao batalhão, sob céu nublado.Logo na abertura dos trabalhos, às 8h da manhã, o juiz Wanderlei Reis traçou um paralelo entre a nobre missão dos bombeiros e a atuação do Judiciário moderno. Para o magistrado, as duas instituições atuam, cada uma à sua maneira, na preservação da integridade e no restabelecimento da ordem.
“O que trazemos hoje, em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso, aos bombeiros militares é a proposta de agirmos juntos também como pacificadores, utilizando o diálogo e as práticas restaurativas para ‘apagar os incêndios’ sociais e relacionais antes que eles se transformem em tragédias ou em processos judiciais. A farda militar carrega disciplina e proatividade, valores fundamentais para propagar essa cultura de pacificação social”, destacou o juiz coordenador.
O comando do 3º Batalhão ressaltou que receber o Judiciário no quartel amplia os horizontes da corporação e contribui diretamente para a formação humana do efetivo. “A aproximação das instituições é muito saudável e importante para conhecimento dos instrumentos que a Justiça dispõe e que ainda não conhecíamos, como a justiça restaurativa. Ficamos muito felizes pela parceria com o Poder Judiciário e pelo conhecimento adquirido por toda tropa aqui hoje. Nosso desejo é participar e divulgar esse trabalho de maneira cidadã à toda a sociedade”, pontuou o comandante Tenente-coronel BM Ednaldo Fernando Rodrigues.
O ciclo foi dividido em dois eixos temáticos que prenderam a atenção dos militares durante toda a manhã. Na primeira conferência, intitulada “A Autocomposição e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e seus papéis na pacificação social”, o palestrante esmiuçou como a estrutura do Cejusc atua como porta de entrada para uma justiça mais ágil e humana, baseada na cooperação mútua.
Na sequência, o magistrado aprofundou o debate com o tema “O papel da Justiça Restaurativa em promover a reparação de danos e a pacificação social”. O foco foi demonstrar que o modelo restaurativo, que recentemente teve sua apresentação em parceria com o Exército Brasileiro e em escolas cívico-militares, busca reparar as relações rompidas pelo conflito, gerando autorresponsabilidade.
“O conhecimento e a empatia são instrumentos definitivos de transformação. Quando o militar compreende a profundidade da Justiça Restaurativa, ele se torna um agente multiplicador da paz social nas ruas, nas ocorrências e nos projetos sociais que a própria corporação desenvolve em nossa terra. Ou seja, todos saem ganhando com o conhecimento e prática dessas ferramentas que são políticas públicas judiciárias”, concluiu o juiz Wanderlei José dos Reis.
O capitão BM Roberto Coelho de Lima, que também atua diretamente na gestão da tropa, enalteceu a aplicabilidade prática das metodologias restaurativas na rotina militar. “Contamos com um contingente expressivo e a Justiça Restaurativa surge como uma ferramenta viável para solucionar eventuais conflitos internos no cotidiano do batalhão. Nossa expectativa é a formação de facilitadores para que possamos aplicar essas técnicas de forma contínua no nosso dia a dia”, pontuou o oficial.
Ainda novo na instituição militar, mas já imbuído de um espírito pacificador, o Tenente BM Felipe Cruz Vieira confidenciou que busca aplicar princípios da cultura de paz dentro do batalhão. “Buscamos sempre adotar princípios semelhantes aos da justiça restaurativa e seguindo essa linha de cultura de paz aqui dentro do batalhão, procurando resolver os problemas através do diálogo e da paz, assim como o Cejusc tem buscado fazer para toda a sociedade”, completou.

Autor: Assessoria

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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