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Exportações de grãos do Cazaquistão crescem 21% e alcançam 2,2 milhões de toneladas no início da safra 2025/26
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O Cazaquistão registrou forte avanço nas exportações de grãos nos dois primeiros meses da nova safra 2025/26 (setembro e outubro). Segundo dados oficiais do governo cazaque, o país embarcou 2,2 milhões de toneladas, volume 21% superior ao exportado no mesmo período do ciclo anterior.
O aumento foi impulsionado principalmente pelo maior volume de vendas aos países vizinhos, que ampliaram suas compras diante da necessidade de abastecimento interno e das boas condições logísticas oferecidas pelo Cazaquistão.
Uzbequistão lidera as compras de grãos cazaques
Entre os principais destinos, o Uzbequistão manteve a liderança nas importações, com 1,049 milhão de toneladas embarcadas — um aumento de 42% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o volume foi de 738 mil toneladas.
Outros países da Ásia Central também expandiram significativamente suas aquisições:
- Quirguistão: crescimento de 2,6 vezes, passando de 24 mil para 64 mil toneladas;
- Azerbaijão: alta de 3,1 vezes, de 18 mil para 56 mil toneladas;
- Afeganistão: avanço de 42,5%, de 73 mil para 104 mil toneladas;
- Turcomenistão: aumento de 2,3 vezes, de 3 mil para 7 mil toneladas.
Logística eficiente e produção estável favorecem exportações
De acordo com o Ministério da Agricultura do Cazaquistão, o desempenho positivo das exportações está relacionado à melhoria da infraestrutura logística e portuária, além da estabilidade da produção agrícola no país. As condições climáticas favoráveis durante o plantio e a colheita também contribuíram para garantir o abastecimento interno e gerar excedentes exportáveis.
O governo cazaque reforçou que continuará investindo em modernização dos corredores de exportação e integração regional, buscando ampliar o acesso aos mercados da Ásia Central, Oriente Médio e Europa Oriental.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do feijão dispara com oferta restrita e atraso da safra no Paraná; mercado segue em alta
O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com forte sustentação nos preços, refletindo a combinação entre oferta limitada, atraso da segunda safra no Paraná e dificuldades crescentes para reposição de mercadorias. O cenário mantém o feijão carioca em trajetória de valorização, enquanto o feijão preto começa a apresentar reação gradual no mercado interno.
Segundo análise de Safras & Mercado, a entressafra e os problemas climáticos seguem pressionando a disponibilidade de produto de melhor qualidade, principalmente em importantes regiões produtoras do país.
Feijão carioca mantém viés altista
O feijão carioca segue operando em ambiente de firmeza, com baixa disponibilidade de lotes e negociações bastante seletivas. Ao longo da semana, diversas sessões da bolsa registraram pouca movimentação devido à escassez de mercadorias disponíveis e à retração momentânea de compradores.
Mesmo com desaceleração no varejo e menor atuação das grandes empacotadoras, os preços continuaram avançando, especialmente para os lotes de padrão superior.
No interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro, as indicações para feijão nota 9 ou superior chegaram a R$ 415 por saca. Já no Noroeste de Minas Gerais, os negócios ficaram próximos ou acima de R$ 400 por saca.
No Sul do Paraná, apesar de ajustes pontuais, as referências permaneceram elevadas, alcançando até R$ 360 por saca.
Os feijões comerciais e intermediários também acompanharam o movimento de valorização. No interior paulista, os preços chegaram a R$ 377 por saca, enquanto Mato Grosso manteve sequência de altas, com cotações entre R$ 343 e R$ 345 por saca.
Atraso da safra no Paraná preocupa mercado
O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o atraso da segunda safra paranaense. O avanço da colheita segue limitado, próximo de 10% da área, mantendo o mercado dependente de volumes pontuais.
Além da lentidão na colheita, o excesso de chuvas no Paraná amplia os riscos de perda de qualidade, escurecimento dos grãos e problemas fitossanitários, justamente em um momento de forte demanda por feijões de melhor padrão.
Com produtores comercializando de forma cautelosa e compradores trabalhando com estoques reduzidos, o mercado segue ajustado, favorecendo a manutenção dos preços elevados no curto prazo.
Feijão preto busca recuperação gradual
O mercado do feijão preto também encerrou a semana em movimento de recuperação, impulsionado principalmente pela forte valorização do carioca.
A diferença de preços entre as duas variedades começa a estimular substituição parcial em alguns canais de consumo, favorecendo melhora gradual no ambiente de comercialização.
No interior paulista, as indicações para feijão preto extra Tipo 1 já atingem R$ 206 por saca. No Sul do Paraná, as referências buscam R$ 180 por saca, enquanto no Noroeste Mineiro os preços giram próximos de R$ 190 por saca.
Apesar da reação, a liquidez ainda permanece limitada, sem compras agressivas ou formação relevante de estoques por parte dos compradores.
Safra gaúcha entra no radar
O mercado também acompanha o avanço da segunda safra no Rio Grande do Sul. Dados da Emater-RS indicam que mais de 20% das áreas já foram colhidas, com potencial produtivo considerado satisfatório na maior parte das lavouras.
As condições climáticas têm favorecido o enchimento dos grãos e a formação das vagens, embora o aumento da umidade e a queda das temperaturas elevem o risco de doenças fúngicas nas lavouras.
Dessa forma, o setor segue dividido entre a expectativa de maior oferta nas próximas semanas e a sustentação provocada pela valorização acelerada do feijão carioca, que continua sendo o principal vetor de alta do mercado brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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