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Ministério da Saúde entrega kits de medicamentos e insumos suficientes para atender 3 mil pessoas no Paraná

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O Ministério da Saúde entregou, na tarde desta quinta-feira (13), dois kits emergenciais de medicamentos e insumos estratégicos na Farmácia da 5ª Regional de Saúde, em Guarapuava (PR). O material será distribuído a partir desta sexta (14) às unidades que atendem a população de Rio Bonito do Iguaçu, município que permanece sem estrutura adequada de armazenamento após o tornado que devastou cerca de 90% da área urbana no dia 7 de novembro.

Os kits têm capacidade para atender até 3 mil pessoas por dois meses e reforçam o abastecimento de itens essenciais para a atenção primária à saúde, garantindo a continuidade dos atendimentos após a perda de medicamentos e insumos durante o desastre. Cada kit é composto por 32 tipos de medicamentos e 16 tipos de insumos, como luvas, seringas e ataduras.

A entrega foi realizada a pedido do governo estadual e integra o conjunto de ações federais de resposta à emergência. “Até a tarde de quarta-feira, realizamos mais de 800 atendimentos de urgência e emergência e cerca de 500 de saúde mental. Encaminhamos equipes de engenharia e da Força Nacional do SUS, em conjunto com o IT Clube Nacional, para avançar na instalação de estruturas provisórias ainda neste mês de novembro. Essas unidades transitórias vão assegurar a continuidade de serviços essenciais”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Desde o início da semana, o Ministério da Saúde deslocou 38 profissionais da Força Nacional do SUS (FN-SUS) e do Vigidesastres Nacional, entre psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, médicos, farmacêuticos, sanitaristas e outras especialidades, para apoiar o atendimento, o cuidado psicossocial, a vigilância em saúde e a reorganização dos serviços locais. Até o momento, o tornado deixou 7 mortos, 855 feridos, 3.347 pessoas desabrigadas e 47 desalojadas no município.

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A Força Nacional do SUS foi disponibilizada pelo ministro ainda na madrugada do ocorrido e assim como as equipes do Vigidesastres Nacional, permanecerá no território por tempo indeterminado, até a completa estabilização da situação. Um Posto Avançado de Coordenação foi instalado junto à Secretaria Municipal de Saúde para monitorar as condições sanitárias e psicossociais da população, especialmente nos assentamentos e áreas rurais afetadas.

Das sete unidades de saúde do município, a UBS Central segue com funcionamento parcial, após danos leves a moderados, e passou a abrigar temporariamente os atendimentos da antiga Clínica de Especialidades, cujos profissionais foram realocados. A UBS Arapongas já retomou o funcionamento, enquanto a UBS Herdeiros permanece interditada devido aos danos estruturais severos. As unidades Centro Novo e Campo do Bugre continuam atuando como bases de apoio secundário.

Suporte psicológico e organização da resposta

A Força Nacional do SUS atua em parceria com as secretarias municipal e estadual de saúde e com a Defesa Civil na Estratégia Integrada de Apoio Psicossocial e Saúde Mental, que inclui acolhimento emocional de profissionais da linha de frente, no abrigo de Laranjeiras do Sul, onde estão alojadas pessoas que sofreram perdas materiais relevantes, e instalaram um ponto de acolhimento próximo à igreja de Rio Bonito do Iguaçu.

A principal prioridade neste momento é o fortalecimento da saúde mental, devido à alta demanda de acolhimento psicológico entre a população e entre trabalhadores da saúde. Para isso, a Força Nacional do SUS mobilizou psicólogos, psiquiatras, farmacêuticos e gestores técnicos, em articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) regional. Desde o início da operação, já foram realizados 535 atendimentos psicológicos, incluindo primeiros cuidados psicológicos, atendimentos individuais e atividades em grupo.

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O diretor do Departamento de Saúde Mental (Desmad) do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, coordena a implantação de uma linha de cuidado específica para o atendimento em saúde mental das pessoas afetadas pelo tornado. O acolhimento ocorre em pontos provisórios enquanto as unidades básicas de saúde retomam suas atividades.

“Essa linha de cuidado articula pontos de acolhimento vinculados às unidades básicas e ações diretas nos abrigos, desenvolvidas pela Força Nacional do SUS. O município conta ainda com um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) para os casos mais graves e com leitos de saúde mental em hospital geral de um município vizinho. Até o momento, não houve necessidade de internações, apenas encaminhamentos ao CAPS”, afirmou.

No abrigo de Laranjeiras do Sul, onde estão alojadas 43 pessoas, a equipe multiprofissional oferece escuta qualificada e encaminhamentos de maior complexidade, em conjunto com a assistência social. Seguem também ativas as ações interinstitucionais com as companhias de energia e saneamento e com equipes de engenharia, responsáveis pela recuperação da rede elétrica, do saneamento e pela avaliação estrutural dos prédios públicos e das unidades de saúde.

Voluntários

Psicólogos que desejarem atuar como voluntários no atendimento à população afetada devem fazer contato prévio com a Força Nacional do SUS, responsável pela coordenação das ações no território. A orientação é importante para garantir que o apoio seja realizado de forma organizada, segura e integrada às equipes já em operação. O cadastro permite direcionar cada voluntário conforme a necessidade real dos serviços de saúde e das áreas atingidas.

Para participar o voluntário pode preencher o formulário

Julianna Valença
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Mais de 2,5 milhões de brasileiros buscaram tratamento para parar de fumar no SUS em 2025

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Mais brasileiros estão procurando o Sistema Único de Saúde (SUS) para parar de fumar. Em 2025, 2,5 milhões de pessoas buscaram, de forma voluntária, atendimentos relacionados ao tabagismo na Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O número representa um aumento de 95% em relação a 2022, quando foram registrados 1,2 milhão de atendimentos. O crescimento ocorre em meio à ampliação das ações de prevenção e tratamento do tabagismo na rede pública e ao alerta para o avanço do uso de cigarros eletrônicos entre os jovens.

Também houve crescimento nas atividades coletivas voltadas a usuários de tabaco nas UBS, que incluem rodas de conversa, ações educativas e encontros conduzidos por profissionais de saúde para orientar sobre os riscos de consumir a substância. Entre 2022 e 2025, o número de ações registradas passou de 61,9 mil para 157,1 mil, enquanto o total de participantes subiu de 1 milhão para 2,1 milhões. Os dados mostram a expansão das estratégias de prevenção, orientação e apoio à cessação do tabagismo na rede pública de saúde. 

“Ampliar o acesso ao tratamento do tabagismo é salvar vidas. Os dados mostram que mais brasileiros estão procurando ajuda e que o SUS está preparado para acolher essa demanda, com equipes capacitadas, acompanhamento contínuo e medicamentos gratuitos. Nosso compromisso é garantir que qualquer pessoa que queira parar de fumar encontre apoio perto de casa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

O reforço na Atenção Primária ajuda a explicar esse crescimento. Em dezembro de 2022, o país contava com 82,5 mil equipes e serviços com cofinanciamento federal. Atualmente, são 104,3 em todo o país. Esse avanço inclui novas equipes de Saúde da Família, além da criação das Equipes Multiprofissionais (eMulti), e do Serviço de Especialidades em Saúde Bucal (SESB). Ao todo, 21,8 mil novas equipes e serviços passaram a integrar a rede, ampliando a capacidade de cuidado nos territórios.

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Aumento do uso de cigarros eletrônicos entre jovens

O Ministério da Saúde alerta para o aumento do consumo de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) e de outros produtos com nicotina sintética, especialmente entre jovens. Com aparência tecnológica, sabores variados e design atrativo, esses dispositivos têm alcançado principalmente o público mais jovem e podem criar uma falsa percepção de menor risco.

Apesar de serem divulgados como alternativas ao cigarro convencional, esses produtos também são nocivos à saúde. Estudos apontam que os DEFs podem causar dependência, doenças respiratórias, queimaduras, convulsões e lesões pulmonares graves, além de sintomas como tosse, tontura, náusea e dores de cabeça. Também há efeitos imediatos no sistema cardiovascular, como aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da rigidez arterial.

Dados do Vigitel 2024 mostram crescimento do consumo desses produtos no país. A frequência de adultos que fumam ou utilizam dispositivos eletrônicos passou de 11,3%, em 2019, para 13,1%, em 2024. Entre jovens de 18 a 24 anos, o uso atual chegou a 10,1%, maior índice da série histórica para essa faixa etária.

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Grupos de Cessação do Tabagismo

O SUS oferece atendimento gratuito para quem deseja parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para ter acesso ao tratamento, basta procurar a unidade mais próxima da residência. O acompanhamento é feito por profissionais capacitados e pode incluir atendimento individual ou em grupo, com metodologias padronizadas baseadas na abordagem cognitivo-comportamental. 

O tratamento também pode ser associado ao uso de medicamentos disponibilizados gratuitamente, como adesivos, gomas ou pastilhas de nicotina, além de bupropiona. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde também podem ser utilizadas como abordagens auxiliares no cuidado. A combinação entre acompanhamento terapêutico e medicação aumenta a efetividade da cessação do tabagismo e ajuda na manutenção da abstinência.

Campanha antitabagismo 2026

Neste ano, o tema da campanha do Dia Mundial sem Tabaco, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é “Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. A iniciativa chama atenção para o uso de sabores, design atrativo e aparência tecnológica como formas de atrair novos consumidores, especialmente crianças, adolescentes e jovens.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) coordena as ações da campanha em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde e educação dos 26 estados e do Distrito Federal, além de áreas do Ministério da Saúde e outros órgãos do governo federal.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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