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Mercado de milho brasileiro opera com baixa liquidez e preços divididos entre pressão interna e suporte externo
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O mercado brasileiro de milho segue registrando baixa liquidez, com a maior parte dos vendedores afastada das negociações no spot, segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq-USP).
Do lado da demanda, consumidores demonstram interesse em novas aquisições, mas os fechamentos têm ocorrido em volumes pequenos. Enquanto a recuperação das cotações externas e o avanço das exportações brasileiras sustentam os preços domésticos, fatores como a desvalorização recente do dólar, o bom desenvolvimento das lavouras da primeira safra e o amplo excedente interno ainda limitam novas valorizações.
De acordo com o Cepea, o mercado deve seguir em busca de ajustes nos próximos meses. No campo, o clima continua favorecendo a semeadura da safra de verão, embora produtores do Paraná e do Rio Grande do Sul mantenham atenção redobrada diante de chuvas intensas, ventos fortes e registros de granizo. Dados da Conab indicam que, até 8 de novembro, 47,7% da área da safra de verão havia sido semeada no Brasil — avanço semanal de 4,9 pontos percentuais e 2,2 p.p. acima da média dos últimos cinco anos.
Preços mistos no início da semana na B3 e em Chicago
A segunda-feira (17) começou com os preços futuros do milho operando de forma mista na B3. Por volta das 10h, o contrato novembro/25 era cotado a R$ 67,61 (-0,06%), janeiro/26 a R$ 70,91 (-0,06%), março/26 a R$ 72,40 (-0,28%) e maio/26 a R$ 71,84 (+0,04%).
No mercado internacional, os contratos do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentavam leves ganhos: dezembro/25 era negociado a US$ 4,30 (+0,5 ponto), março/26 a US$ 4,44 (+0,5 ponto), maio/26 a US$ 4,52 (+0,5 ponto) e julho/26 a US$ 4,58 (+0,5 ponto).
Segundo o portal Successful Farming, as cotações se recuperaram após fortes perdas da última sexta-feira, influenciadas pelos relatórios do USDA. Al Kluis, diretor da Kluis Commodity Advisors, destacou que os números foram negativos para o milho e o trigo, mas indicam um cenário mais positivo a longo prazo para a soja.
Recuperação externa dá fôlego ao mercado interno
A consultoria TF Agroeconômica avalia que o milho começa a apresentar sinais mais consistentes de recuperação no mercado internacional, com os preços em Chicago entrando em um canal de alta. Esse movimento pode criar um piso mais firme e abrir espaço para valorização gradual no curto e médio prazos, após semanas de lentidão causadas pelo excesso de oferta global.
No Brasil, essa melhora externa tende a dar sustentação adicional aos preços internos, que já acumulam alta média de 4,97% nas últimas semanas. A consultoria alerta, contudo, que o controle do custo de carregamento segue essencial para que os produtores aproveitem as oportunidades de mercado sem se expor a riscos desnecessários.
Mercado físico segue travado em grande parte dos estados
A TF Agroeconômica aponta que o mercado físico de milho permanece com ritmo lento e poucas negociações em praticamente todas as regiões produtoras do país.
- Rio Grande do Sul: indicações de compra variam entre R$ 59,00 e R$ 72,00/saca, com média estadual de R$ 62,52 (+0,34%).
- Santa Catarina: pedidas próximas de R$ 80,00/saca e ofertas ao redor de R$ 70,00/saca mantêm o impasse.
- Paraná: pedidas a R$ 75,00/saca e ofertas industriais em torno de R$ 70,00/saca mantêm o mercado spot parado.
- Mato Grosso do Sul: cotações estáveis entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, apoiadas pela demanda de etanol, mas com exportações ainda enfraquecidas.
- Goiás: preços entre R$ 53,00 e R$ 56,00/saca, com compradores cautelosos e negócios pontuais.
Semana termina com movimentos mistos nas bolsas
O milho encerrou a semana passada com comportamento dividido entre os mercados interno e externo. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros da B3 recuaram 0,23% na semana, enquanto a CBOT teve alta acumulada de 0,70% no vencimento de dezembro e de 0,45% para março. No mercado físico, a média Cepea subiu 0,66%, indicando firmeza na demanda interna.
Em Chicago, apesar da forte queda na sexta-feira, o milho terminou a semana no campo positivo. O USDA confirmou safra recorde nos Estados Unidos, com aumento de produtividade e produção. Mesmo assim, o ritmo das exportações — especialmente para o México, que comprou 1,5 milhão de toneladas — ajudou a conter maiores perdas.
Perspectiva: ajustes graduais e cautela no curto prazo
O mercado de milho no Brasil segue em compasso de espera, equilibrando fatores de pressão interna com sinais de recuperação internacional. A melhora no ambiente externo e o avanço das exportações podem dar sustentação aos preços domésticos, mas o elevado estoque interno e a valorização cambial recente devem continuar limitando ganhos mais expressivos no curto prazo.
A expectativa é de que os próximos meses tragam ajustes graduais, conforme as lavouras de verão avançam e o mercado define novos patamares de equilíbrio entre oferta e demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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APAS Show 2026 destaca inovação e eficiência no setor de FLV e aponta aumento de até 15% na rentabilidade do varejo
O segmento de frutas, flores, legumes, verduras e ovos (FFLVO) ganhou protagonismo estratégico durante a APAS Show 2026, com a realização do Fórum IFPA – FFLVO para Supermercados, promovido pela International Fresh Produce Association (IFPA). O encontro reuniu lideranças do varejo, produtores, fornecedores e especialistas para discutir eficiência operacional, inovação e aumento de rentabilidade na cadeia de alimentos frescos.
Com o tema “As Rotas do FFLVO de Resultado: Da Inteligência Operacional à Paixão que Gera Valor”, o fórum destacou o papel estratégico da categoria no desempenho dos supermercados e no comportamento de consumo.
Setor de alimentos frescos pode elevar lucro dos supermercados em até 15%
Dados apresentados durante o evento indicam que supermercados com maior participação de produtos frescos podem alcançar até 15% mais lucratividade. Apesar do potencial, o setor ainda enfrenta desafios relevantes, como perdas operacionais, dificuldades logísticas, previsibilidade de demanda e comunicação de valor ao consumidor final.
Segundo especialistas, a transformação do FFLVO depende da integração entre inteligência de dados, gestão eficiente e melhor posicionamento da categoria dentro das lojas.
Tecnologia e inteligência de dados reduzem perdas e aumentam eficiência
No painel dedicado à inteligência operacional, especialistas destacaram o avanço do uso de tecnologias como inteligência artificial, análise de dados e ferramentas de previsão de demanda.
Essas soluções vêm contribuindo para reduzir desperdícios e melhorar a gestão de produtos perecíveis, considerados um dos maiores desafios do varejo alimentar.
Entre as práticas destacadas estão a otimização da reposição, o uso estratégico da sazonalidade e a melhoria da exposição dos produtos nas gôndolas, ampliando o consumo dentro das lojas.
Comunicação, marca e experiência ganham força no ponto de venda
O fórum também reforçou a importância da comunicação no ponto de venda como fator decisivo para o crescimento da categoria. Estratégias baseadas em saudabilidade, bem-estar, experiência de compra e branding vêm influenciando diretamente a decisão do consumidor.
De acordo com os debatedores, o setor precisa reduzir a dependência da guerra de preços e avançar em diferenciação por qualidade, origem e valor agregado.
“Cases apresentados durante o encontro demonstraram como embalagem, comunicação visual e valorização da origem dos produtos ampliam percepção de valor e reconhecimento junto ao público”, afirmou Valeska Ciré, country manager da IFPA no Brasil.
Colaboração na cadeia e novas tendências de consumo impulsionam o setor
Outro ponto de destaque foi a necessidade de maior integração entre produtores, fornecedores e supermercados para reduzir perdas e aumentar competitividade. Foram apresentadas iniciativas envolvendo inovação logística, refrigeração, cultivo protegido, sustentabilidade e compartilhamento de dados ao longo da cadeia.
O encontro também abordou o impacto dos medicamentos da classe GLP-1, como canetas emagrecedoras, sobre os hábitos de consumo. A tendência aponta para maior busca por alimentos saudáveis, como frutas, verduras, saladas prontas e ovos.
“Estamos diante de uma grande oportunidade para o setor, com expansão de saladas prontas, frutas cortadas e soluções práticas para o consumidor”, reforçou Valeska Ciré.
Fórum IFPA consolida debate sobre o futuro do varejo de alimentos frescos
Ao reunir executivos do varejo, especialistas e representantes do campo, o Fórum IFPA se consolidou como um dos principais espaços de discussão sobre inovação e transformação do setor de alimentos frescos na APAS Show 2026.
Para a entidade, o fortalecimento do FFLVO representa uma oportunidade estratégica para ampliar eficiência, reduzir perdas e atender um consumidor cada vez mais exigente em qualidade, saudabilidade e experiência de compra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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