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Mapa integra reunião técnica global que define próximos passos para ampliar recuperação de áreas degradadas no pós-COP30
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A recuperação de áreas degradadas e a expansão de sistemas agropecuários sustentáveis ganharam centralidade na COP30 durante a reunião técnica realizada nesta terça-feira (18), na Blue Zone, que reuniu governos, organizações internacionais e iniciativas envolvidas nos aceleradores de solução da Agenda de Ação. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou do encontro com o diretor do Departamento de Produção Sustentável da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Bruno Brasil, e o auditor fiscal federal agropecuário Sidney Medeiros, que contribuíram para a definição dos próximos passos do trabalho conjunto após a Conferência.
Segundo Bruno Brasil, o encontro marca um momento estratégico porque consolida rotas de ação concreta entre países e instituições que já vêm colaborando ao longo do ano. “Ele reúne as organizações, iniciativas e governos que contribuíram dentro da Agenda de Ação, especificamente no objetivo de recuperação de áreas degradadas e agricultura sustentável. Foi uma reunião de trabalho para definir quais serão os próximos passos pós-COP, como vamos continuar expandindo as políticas para recuperação de áreas degradadas, atraindo investimentos e cooperando multilateralmente com vários países nessa agenda”, explicou.
Sidney Medeiros reforçou que os compromissos assumidos ao longo da Agenda de Ação entram agora em uma fase decisiva de entrega. “Os aceleradores de solução vinculados ao Objetivo 8 da Agenda de Ação estão devidamente estabelecidos e foram discutidos ao longo deste ano. Agora, cabe a todos nós, governos, setor privado e sociedade civil, implementar os objetivos desse plano. Precisamos fazer com que essas metas sejam adotadas, inclusive aquelas relacionadas à agropecuária sustentável, e garantir que essas adoções sejam comunicadas, para que todos compreendam que as negociações de uma COP têm aplicabilidade prática”, disse.
O auditor destacou ainda que o trabalho conjunto dos próximos anos deve focar diretamente na realidade do campo. “Para os próximos cinco anos, a ideia é ir ao campo implementar todas essas práticas, principalmente as ligadas à recuperação de áreas degradadas, à redução da emissão de metano e ao uso consciente de fertilizantes”, completou.
A reunião reforçou o compromisso coletivo de transformar os aceleradores de solução em ações concretas, mobilizando investimentos, articulação multilateral e integração entre ciência, políticas públicas e produtores rurais. Para o Mapa, o avanço dessas iniciativas fortalece a capacidade do Brasil de liderar cooperações internacionais estruturantes e de ampliar resultados tangíveis em sustentabilidade agrícola no período pós-COP30.
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Indústria de saúde animal cresce 7,9% no Brasil e atinge R$ 12,8 bilhões em 2025
A indústria de saúde animal no Brasil encerrou 2025 com faturamento de R$ 12,8 bilhões, registrando crescimento de 7,9% em relação ao ano anterior. O desempenho confirma a trajetória de expansão contínua do setor, que acumula média próxima de 10% ao ano na última década.
Os dados foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) e reforçam a importância estratégica do segmento para a produção agropecuária, a segurança sanitária e o bem-estar animal no país.
Segundo o setor, o avanço está diretamente ligado à incorporação de tecnologias de prevenção, controle sanitário e aumento da produtividade nas cadeias pecuárias.
Setor consolida papel estratégico no agronegócio brasileiro
De acordo com o vice-presidente executivo do Sindan, Emílio Salani, o resultado demonstra a maturidade da indústria de saúde animal no Brasil.
“O resultado de 2025 confirma a maturidade de um setor que cresce de forma consistente há mais de uma década. A indústria de saúde animal é parte fundamental da produção agropecuária e da segurança alimentar do país, além de proporcionar maior bem-estar e longevidade aos pets”, destacou.
O executivo também ressaltou que as empresas seguem investindo em inovação, prevenção e tecnologias voltadas ao atendimento das exigências dos mercados interno e externo.
Bovinos lideram faturamento e seguem como principal motor do setor
O segmento de bovinos manteve a liderança absoluta da indústria, respondendo por 47% do faturamento total em 2025.
A pecuária de corte e leite continua sendo um dos pilares da demanda por soluções veterinárias, com foco em produtividade, sanidade e eficiência operacional.
O desempenho reforça a importância do rebanho bovino brasileiro dentro da cadeia de proteínas animais e sua relevância para o agronegócio nacional e internacional.
Avicultura cresce e amplia participação no mercado
O setor avícola foi um dos destaques positivos do ano, impulsionado pelo aumento das exportações brasileiras e pela forte demanda global por carne de frango.
O bom desempenho das cadeias produtivas contribuiu para elevar o consumo de produtos de saúde animal, especialmente vacinas, biológicos e antiparasitários.
A avicultura segue como um dos segmentos mais dinâmicos da produção animal no país, com impacto direto na expansão do mercado veterinário.
Biológicos e antiparasitários seguem em alta
Entre as categorias de produtos, os biológicos e antiparasitários continuam liderando a demanda dentro da indústria.
O movimento reflete a crescente adoção de estratégias preventivas nas propriedades rurais, com foco na redução de perdas, melhoria da eficiência produtiva e fortalecimento da biosseguridade.
A tendência reforça a transição do setor para modelos mais tecnológicos e orientados à prevenção de doenças.
Mercado pet estabiliza participação após forte expansão
O segmento de animais de companhia, que vinha de anos de crescimento acelerado, encerrou 2025 com participação de 25% no faturamento total da indústria, abaixo dos 27% registrados em 2024.
A leve redução é atribuída ao avanço mais intenso das cadeias de produção de bovinos e aves, que ganharam maior representatividade no período.
Segundo a diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan, Gabriela Mura, a movimentação não indica retração do setor pet.
“A recomposição entre os segmentos reflete o bom momento das cadeias de produção, e não uma perda de força do mercado pet, que segue relevante e com amplo espaço para evoluir em prevenção e cuidado”, afirmou.
Indústria reforça papel na segurança alimentar e na competitividade do agro
Os resultados de 2025 reforçam o dinamismo da indústria de saúde animal e sua contribuição direta para o desempenho do agronegócio brasileiro.
Com crescimento sustentado, avanço tecnológico e ampliação da cobertura sanitária, o setor se consolida como um dos pilares da segurança alimentar, da produtividade pecuária e da competitividade do Brasil no mercado global de proteínas.
A tendência, segundo especialistas, é de continuidade do crescimento, impulsionada pela intensificação da produção animal e pela crescente demanda por eficiência sanitária em todas as cadeias do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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