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Força Nacional tem atuação prorrogada na Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá, no Paraná
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Brasília, 25/11/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizou a prorrogação do emprego da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) na Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá, localizada nos municípios de Guaíra e Terra Roxa, no oeste do Paraná. A medida, oficializada pela Portaria nº 1.081/2025 e assinada pelo secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, que atuou como ministro substituto, atende a solicitações da Comissão Guarani Yvyrupa e de outros órgãos federais e estaduais. O pedido foi feito devido à continuidade de episódios graves de violência contra as comunidades Avá-Guarani da região.
A nova autorização mantém a atuação da Força Nacional por mais 90 dias, em apoio à Polícia Federal e em articulação com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e com os órgãos de segurança pública do Estado do Paraná. O contingente será definido pela Diretoria da Força Nacional, conforme o planejamento operacional.
A decisão segue manifestações técnicas e institucionais que apontam a necessidade de manter e reforçar o efetivo, devido ao cenário persistente de ameaças, ataques armados, incêndios criminosos e homicídios. Os documentos enviados ao MJSP também destacam que os períodos festivos de fim de ano, historicamente, apresentam aumento das tensões e dos riscos para as comunidades indígenas da localidade.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria da Força Nacional, manifestou-se favoravelmente à prorrogação, assim como o governo do Estado do Paraná. O Ministério dos Povos Indígenas, a Funai e o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH/MDHC) destacaram a urgência da continuidade da ação federal.
A medida faz parte das ações de proteção às comunidades Avá-Guarani e ocorre ainda no contexto de implementação do acordo firmado na Ação Cível Originária nº 3.555, que prevê a aquisição de propriedades rurais como forma de reparação territorial às comunidades tradicionais da região.
Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá
Os Avá-Guarani têm realizado retomadas de terras desde o fim dos anos 1990. Eles foram impactados pela invasão de não indígenas em seu território desde a década de 1930 e sofreram impactos graves com a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu nos anos 1980.
A presença da Força Nacional no território ocorre em articulação com os órgãos de segurança pública do Paraná e atende ao pedido do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O objetivo é evitar atos de violência contra os indígenas, que estão mobilizados pela garantia de seus direitos territoriais.
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Brasil apresenta à OCDE avanços do primeiro Plano Nacional sobre Migração, Refúgio e Apatridia
Atualmente em consulta pública, o I PlaNaMigra reúne medidas voltadas à integração socioeconômica de migrantes e refugiados, ao reconhecimento de qualificações profissionais, à ampliação do acesso ao mercado de trabalho, ao incentivo ao empreendedorismo e ao aprimoramento do uso de dados para a formulação de políticas públicas.
Experiência brasileira em grandes fluxos migratórios
O encontro reuniu representantes de governos e especialistas para debater governança migratória, integração, mobilidade laboral e respostas aos deslocamentos internacionais. Durante a agenda, o Brasil compartilhou experiências reconhecidas internacionalmente no acolhimento, na integração e na proteção de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas.
O governo brasileiro destacou a resposta ao fluxo de pessoas provenientes da Venezuela, especialmente por meio da Operação Acolhida e da aplicação ampliada da definição regional de refugiado prevista na Declaração de Cartagena, que possibilitou mecanismos de reconhecimento mais ágeis e abrangentes para pessoas que fugiram de graves e generalizadas violações de direitos humanos.
Também foi apresentado o Programa Brasileiro de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário para nacionais afegãos, recentemente institucionalizado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública e atualmente em fase de expansão.
A iniciativa é considerada referência internacional por combinar proteção humanitária, regularização migratória, documentação, acesso a serviços públicos, integração local e promoção da autonomia.
A delegação contou com a participação do diretor do Departamento de Migrações da Secretaria Nacional de Justiça (Demig), Victor Semple, e da representante da Polícia Federal, a delegada Juliana Teixeira. A equipe se reuniu com o embaixador Sarquis José Buainain Sarquis, representante permanente do Brasil junto à OCDE.
“Os desafios decorrentes dos deslocamentos em larga escala exigem cooperação com diferentes organismos internacionais, e a OCDE reúne grandes países receptores de migrantes e refugiados, como o Brasil”, afirma Victor Semple.

- Foto: Divulgação
Cooperação internacional
A OCDE é um organismo internacional que reúne atualmente 38 países membros, com o objetivo de promover políticas públicas voltadas ao crescimento econômico sustentável, à geração de empregos, à inclusão social e ao aprimoramento da governança pública.
A organização funciona como um importante fórum de cooperação e intercâmbio de experiências, produzindo estudos, indicadores e recomendações em áreas como economia, trabalho, educação, migração, meio ambiente e inovação. O Brasil participa de diversos comitês e iniciativas da OCDE e está em processo de adesão formal à organização.
A participação brasileira reforça o compromisso do MJSP com o fortalecimento da governança migratória, a promoção de vias regulares de migração e a ampliação da cooperação internacional. O intercâmbio de experiências com os países membros da OCDE contribui para o aperfeiçoamento das políticas públicas brasileiras e para o desenvolvimento de sistemas migratórios mais eficientes, inclusivos e resilientes.


