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Arbitragem ganha espaço no agronegócio e promete mais agilidade e segurança em disputas comerciais

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Soluções mais rápidas para um setor que exige previsibilidade

Com o avanço das relações comerciais no campo, cresce a necessidade de mecanismos ágeis e seguros para resolver conflitos que impactam diretamente a produção e os negócios rurais. Nesse contexto, a mediação e a arbitragem vêm ganhando espaço como alternativas eficazes à Justiça tradicional, oferecendo celeridade, especialização e confidencialidade — fatores essenciais em um ambiente que depende de previsibilidade.

De acordo com especialistas da Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial do Brasil (CAMARB), embora o agronegócio seja um dos principais motores da economia brasileira, a arbitragem ainda é pouco utilizada no setor, se comparada a áreas como infraestrutura, mercado financeiro e disputas societárias.

CAMARB destaca benefícios e busca ampliar adesão no agro

A vice-presidente de Agronegócio da CAMARB, Camila Biral, explica que a arbitragem é uma ferramenta consolidada em diversos segmentos e que o campo tende a seguir a mesma trajetória.

“A arbitragem já é amplamente utilizada em setores como infraestrutura, indústria farmacêutica e mercado financeiro. No agronegócio, o uso ainda é tímido, mas queremos mostrar que é um caminho mais célere, técnico e alinhado às necessidades do setor”, afirma.

O método permite que as partes escolham árbitros com conhecimento técnico específico, garantindo decisões mais fundamentadas e prazos significativamente menores do que os observados na Justiça comum.

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Mediação preserva vínculos e fortalece relações comerciais

Outro instrumento que vem ganhando força é a mediação, especialmente pela capacidade de preservar relações comerciais e estimular soluções construídas de forma conjunta. No agronegócio, onde as parcerias são duradouras e o tempo é um fator determinante, o caráter colaborativo do método é visto como uma vantagem competitiva.

“Ao unir técnica, especialização e diálogo, a CAMARB e seu Comitê de Agronegócio reforçam o compromisso de modernizar as formas de resolução de conflitos no setor. Nosso objetivo é fortalecer a cultura da mediação e da arbitragem como instrumentos de eficiência e confiança, capazes de acompanhar o ritmo e a complexidade do agronegócio brasileiro”, destaca Biral.

Caminho para um ambiente jurídico mais moderno e eficiente

Para especialistas, o fortalecimento da cultura de resolução alternativa de conflitos é um passo essencial para modernizar as relações no campo e garantir maior segurança jurídica aos agentes do agronegócio. Com um setor cada vez mais globalizado, a tendência é que a arbitragem e a mediação se tornem ferramentas estratégicas para manter o fluxo de investimentos e evitar prejuízos decorrentes de longas disputas judiciais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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