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Produção mundial de algodão deve atingir maior volume desde 2017, impulsionada pelos Estados Unidos
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Safra global de algodão deve crescer em 2025/26
A produção mundial de pluma de algodão deve alcançar 26,14 milhões de toneladas na safra 2025/26, o maior volume registrado desde o ciclo 2017/18, segundo análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (17).
Os dados, baseados no relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicam crescimento de 2,04% em relação à estimativa anterior, feita em setembro. O avanço é resultado direto do bom desempenho das lavouras norte-americanas e do aumento nas projeções de produção também para Brasil e China.
Estados Unidos lideram o aumento na oferta global
De acordo com o Imea, os Estados Unidos foram os principais responsáveis pela elevação da estimativa de oferta mundial, com alta de 6,74% na produção prevista. O resultado reflete as melhores condições climáticas e o desempenho positivo das lavouras no país, o que tende a ampliar a disponibilidade da fibra no mercado internacional.
No caso do Brasil e da China, as revisões também foram positivas, reforçando a expectativa de expansão global da produção e consolidando o cenário de recuperação da oferta após anos de oscilações climáticas e redução de área em algumas regiões produtoras.
Consumo global segue estável, mas estoques aumentam
O relatório do USDA apontou estabilidade no consumo mundial de algodão, com leve alta de 0,04% frente à estimativa anterior, totalizando 25,88 milhões de toneladas. Com a produção superando o volume consumido, os estoques finais globais devem crescer para 16,53 milhões de toneladas, um aumento de 3,81% entre setembro e novembro.
Esse acúmulo de estoques, segundo o Imea, tende a manter pressão baixista sobre os preços internacionais da fibra, especialmente no curto prazo, caso a demanda não apresente sinais mais fortes de recuperação.
Perspectiva de mercado
Com o aumento da oferta e o equilíbrio entre os principais produtores globais, o cenário para 2025/26 indica maior competitividade entre países exportadores e redução gradual nas cotações internacionais. Ainda assim, analistas destacam que fatores como variações climáticas, custos logísticos e políticas comerciais seguirão influenciando o comportamento do mercado nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano
O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.
A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.
De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.
A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.
Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.
O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.
Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.
Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.
Fonte: Pensar Agro



