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Ministro Luiz Marinho cumpre agenda no Ceará com ações voltadas à qualificação e ao diálogo social nesta segunda-feira (1º)
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, estará no Ceará nesta segunda-feira (1º) para uma série de compromissos voltados à qualificação profissional e ao fortalecimento das políticas públicas para o mundo do trabalho.
Pela manhã, às 10h, Marinho participa do lançamento do Programa SEJA PRO+ Trabalho e Emprego, na Unidade Penal Vasco Damasceno Weyne (UP Itaitinga 5), em Itaitinga. A iniciativa é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Conselho Nacional do SESI e o Departamento Nacional do SESI. O programa integra Educação de Jovens e Adultos (EJA) com formação profissionalizante, ampliando as oportunidades de qualificação, empregabilidade e reinserção no mercado de trabalho para pessoas em situação de vulnerabilidade.
O lançamento contará com a presença do presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante; do presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior; do superintendente do SESI Ceará, Paulo André Holanda; além de autoridades ligadas ao setor produtivo, à educação profissional e às políticas de trabalho.
Ao longo da programação, haverá visita guiada às instalações produtivas da unidade penal, inauguração de galpões construídos por alunos do SENAI e ato oficial de lançamento, incluindo a entrega simbólica de certificados da EJA e de cursos profissionalizantes a estudantes que concluíram sua formação.
No período da tarde, às 16h, no Sebrae, em Fortaleza, o ministro participa da II Conferência Estadual do Trabalho do Ceará, espaço que reúne governo, trabalhadores e empregadores para debater desafios do mundo do trabalho. As propostas aprovadas serão encaminhadas à etapa nacional da II Conferência Nacional do Trabalho, prevista para março de 2026, em São Paulo.
BRASIL
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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