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Maior oferta e baixa demanda derrubam preços da mandioca em novembro, aponta Cepea
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Condições climáticas mais estáveis e a necessidade de capitalização levaram produtores a intensificar a colheita e o envio de mandioca às indústrias na última semana de novembro. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a oferta de raiz aumentou de forma significativa, mesmo com margens de lucro reduzidas, o que resultou em pressão sobre os preços.
Demanda industrial abaixo do esperado freia o mercado
Apesar do aumento na disponibilidade do produto, a demanda industrial permaneceu limitada. Em grande parte das regiões monitoradas pelo Cepea, a oferta superou o ritmo de compra das indústrias de fécula e farinha, provocando novas quedas nas cotações. A média mensal de preços, que vinha em alta nos dois meses anteriores, recuou em novembro, refletindo o excesso de produto no mercado.
Previsão é de maior desequilíbrio entre oferta e demanda
Os pesquisadores do Cepea alertam que o cenário deve se agravar nas próximas semanas. Parte dos produtores consultados planeja intensificar as entregas de raiz, enquanto algumas indústrias sinalizam que devem interromper temporariamente as atividades para manutenção ou devido ao recesso de fim de ano. A combinação desses fatores tende a aumentar o desequilíbrio entre oferta e demanda, mantendo a pressão negativa sobre os preços da mandioca em todas as regiões acompanhadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Oferta restrita impulsiona preço do café e mantém cotações em alta no mercado internacional
A oferta limitada de café no mercado físico voltou a sustentar a valorização dos contratos futuros na última semana, reforçando o cenário de firmeza para as cotações internacionais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto, aliada a fatores técnicos e à atuação dos investidores, manteve o mercado aquecido.
De acordo com análise da StoneX, o café arábica alcançou as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a combinação entre a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e o movimento de recompra de posições vendidas por fundos de investimento.
O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização de 2,0% no período.
O desempenho reforça que, apesar da perspectiva de uma produção brasileira robusta em 2026, o mercado segue atento à disponibilidade de café no curto prazo. A restrição na oferta física continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços, evidenciando a sensibilidade das bolsas às condições imediatas de abastecimento.
Robusta também registra valorização
O mercado do café robusta acompanhou o movimento de alta, sustentado pelas preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção mundial e pelo ritmo ainda moderado de comercialização no Brasil.
O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, avanço de 1,0% em relação à semana anterior. Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar registrado desde o fim de março.
Cenário externo influencia, mas fundamentos do café predominam
No ambiente macroeconômico, os investidores também monitoraram os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda dos preços internacionais do petróleo ao longo do fim de semana ajudou a melhorar o sentimento dos mercados financeiros.
Apesar desse contexto, os fundamentos específicos do mercado cafeeiro continuaram sendo o principal direcionador das cotações. A evolução da colheita brasileira, a oferta disponível de grãos e a atuação dos fundos de investimento permaneceram no centro das atenções, sustentando tanto o café arábica quanto o robusta no mercado internacional.
Com estoques ainda ajustados e comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado segue acompanhando de perto o avanço da safra brasileira, fator que deverá continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


