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Demanda aquecida e exportações firmes sustentam alta do milho no mercado interno e na B3
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A demanda interna pelo milho voltou a ganhar força na última semana, elevando os preços do cereal em diversas praças acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Parte dos compradores, que havia optado por utilizar estoques próprios ou aguardava possíveis quedas nas cotações, retornou ao mercado para recompor reservas e se preparar para o encerramento de 2025 — período tradicionalmente marcado por menor liquidez, devido à redução nas operações de transporte e comercialização.
Do lado da oferta, produtores continuam concentrados na semeadura da safra de verão, reduzindo o volume disponível para entrega imediata. Essa postura, somada à boa paridade de exportação e ao ritmo firme dos embarques, reforça o movimento de valorização nos preços internos.
Contudo, analistas do Cepea alertam que, nos próximos meses, fatores como a entrada da safra norte-americana, a necessidade de liberação de armazéns no Brasil e o estoque de passagem elevado podem limitar novos avanços nas cotações do cereal.
Mercado internacional mantém equilíbrio e consultorias recomendam venda antecipada
No cenário global, o milho segue em uma zona de equilíbrio entre oferta e demanda, comportamento que se estende há cerca de três meses. De acordo com a TF Agroeconômica, as cotações permanecem dentro de um canal lateral, sustentadas por exportações brasileiras ainda em bom ritmo — apenas 3% abaixo do volume registrado em 2024 —, mesmo diante da safra recorde dos Estados Unidos e da forte competitividade americana nas vendas externas.
Nesse contexto, a consultoria orienta que produtores aproveitem o momento para vender o milho e aplicar o capital, já que o retorno financeiro tende a ser mais vantajoso do que esperar por valorização significativa no mercado físico nos próximos meses.
Entre os fatores positivos, destacam-se exportações americanas acima das expectativas, novos embarques confirmados pelo USDA para as safras 2025 e 2026 e o avanço da produção de etanol nos EUA, que impulsiona a demanda por milho e reduz estoques. Além disso, a União Europeia tem ampliado suas compras do Brasil e dos Estados Unidos, diminuindo a dependência da Ucrânia.
Por outro lado, a boa safra argentina — com 82% das lavouras avaliadas como boas ou excelentes — e a revisão para cima da produção europeia atuam como fatores de baixa, limitando avanços mais consistentes nos preços globais.
Milho mantém trajetória positiva na B3 e em Chicago
Na B3 (Bolsa de Valores Brasileira), o milho encerrou a última semana em leve baixa diária, mas acumulou alta de 3,05% na semana e 2,48% no mês no contrato com vencimento em janeiro de 2026, segundo dados da TF Agroeconômica. O movimento foi sustentado por uma melhora no fluxo de exportações e por vendas pontuais no mercado interno, fatores que compensaram a desvalorização do dólar no período.
Em Chicago, as cotações também apresentaram ganhos, com avanço de 2,35% na semana e 0,93% no mês, acompanhando a firme demanda internacional. No mercado físico brasileiro, a média Cepea registrou alta de 1,61% na semana e 3,95% no acumulado mensal.
Os contratos futuros mostraram comportamento misto:
- Janeiro/26 fechou a R$ 73,22, queda de R$ 0,29 no dia, mas com alta de R$ 2,18 na semana;
- Março/26 encerrou a R$ 74,91, baixa de R$ 0,26 no dia e ganho semanal de R$ 2,38;
- Maio/26 terminou a R$ 74,24, recuo diário de R$ 0,31 e avanço de R$ 2,47 na semana.
Em Chicago, a demanda norte-americana segue aquecida, com vendas semanais acima das expectativas e compromissos de exportação 42,94% superiores aos do ano anterior. Caso esse ritmo se mantenha, o mercado pode deixar o atual canal lateral e iniciar um movimento de valorização em dezembro, período historicamente associado à recuperação dos preços do cereal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO
O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.
Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.
“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.
Ciência e sustentabilidade
Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.
Aquicultura e mudanças climáticas
Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.
Valorização da pesca artesanal
O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.
Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura



