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Fenagro 2025 reúne secretários para fortalecer desenvolvimento agropecuário em MATOPIBA e SEALBA

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Fenagro 2025 como palco estratégico para integração regional

Nesta terça-feira (2), a Fenagro 2025, realizada no Parque de Exposições de Salvador, será o cenário de um importante encontro entre secretários de agricultura de seis estados: Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí, Sergipe e Alagoas. A reunião, promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), tem como objetivo formalizar dois inéditos termos de Cooperação Técnica que visam fortalecer as regiões agrícolas do MATOPIBA e SEALBA.

O encontro busca integrar políticas públicas, potencializar investimentos e consolidar estas fronteiras agrícolas como referência nacional em inovação e sustentabilidade.

Secretário da Bahia destaca modelo integrado e sustentável

O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, lidera a iniciativa e ressalta que os acordos representam um marco para o desenvolvimento das regiões.

“Essa cooperação é fruto de uma intensa articulação entre os estados para avançarmos de forma coordenada, fortalecendo nossas cadeias produtivas, com inovação e garantindo que o crescimento do MATOPIBA e do SEALBA gere oportunidades reais para as famílias que vivem e produzem nesses territórios”, afirmou Barrozo.

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Termos de cooperação técnica

MATOPIBA: o primeiro termo oficializa a criação de um Plano Interestadual de Desenvolvimento, com foco em:

  • Fortalecimento das cadeias produtivas de grãos e fibras;
  • Incentivo a novas tecnologias;
  • Ampliação dos mercados consumidores nacionais e internacionais;
  • Desenvolvimento socioprodutivo sustentável, alinhado ao Plano ABC+, estimulando práticas de baixa emissão de carbono, uso racional de recursos naturais e recuperação de áreas degradadas.

SEALBA: o segundo termo, previsto para as 16h, reúne Sergipe, Alagoas e Bahia e foca em:

  • Ações conjuntas de sanidade agropecuária;
  • Logística e infraestrutura;
  • Práticas sustentáveis;
  • Fortalecimento da cadeia produtiva do citrus, com destaque para regiões como Rio Real e Inhambupe.
MATOPIBA: produção diversificada e potencial de crescimento

A região do MATOPIBA na Bahia abrange 30 municípios localizados no cerrado do oeste do estado. Com clima tropical favorável ao cultivo durante o ano inteiro, a região se destaca pela produção de soja, milho, algodão e feijão, além de outras culturas, garantindo diversificação agrícola e oportunidades de crescimento para os produtores locais.

SEALBA: citrus como destaque no nordeste baiano

A parte baiana do SEALBA inclui 28 municípios no nordeste do estado, caracterizados por solos e clima propícios para a agricultura, com ênfase na produção de laranja e citrus. Municípios como Rio Real e Inhambupe se consolidam como os maiores produtores do nordeste brasileiro, fortalecendo a cadeia produtiva regional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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