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Dia do Perito Criminal marca avanços na formação e na valorização dos profissionais
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Brasília, 04/12/2025 – No dia 4 de dezembro celebra-se o Dia do Perito Criminal, profissão essencial para o enfrentamento ao crime e para o fortalecimento da segurança pública. A atuação desses especialistas é decisiva para garantir a produção de provas técnicas que embasam investigações e processos penais. Presentes nos Institutos de Criminalística e em diversas áreas das ciências forenses, esses profissionais transformam vestígios em elementos para a responsabilização de autores de delitos, a proteção dos direitos das vítimas e a promoção da justiça.
Nesse sentido, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) desenvolve uma série de programas estratégicos voltados ao fortalecimento da perícia criminal.
Para a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo, os peritos representam um dos pilares técnicos da segurança pública no País.
“A perícia criminal é uma atividade essencial do Estado. A Senasp tem investido de forma consistente na qualificação, padronização e modernização dos serviços periciais, porque reconhecemos a relevância do trabalho desses especialistas para a segurança pública. Os peritos desempenham um papel decisivo no enfrentamento ao crime e merecem pleno reconhecimento”, enfatiza.
São diversos projetos voltados à capacitação, padronização, inovação tecnológica e integração nacional, fortalecendo ainda mais o trabalho dos profissionais de perícia. Conheça algumas das principais iniciativas da Senasp:
Projeto Local de Crime
O Projeto Local de Crime tem como objetivo modernizar, padronizar e qualificar a atuação das equipes periciais nos atendimentos em locais de crime, etapa decisiva para a coleta de vestígios e a formação da prova técnica. A falta de protocolos unificados e as limitações estruturais presentes em vários estados comprometem a cadeia de custódia — conjunto de procedimentos que garante e documenta a trajetória das evidências, desde a coleta até o descarte — e, consequentemente, a credibilidade dos exames periciais.
Com foco na uniformização dos procedimentos em todo o Brasil, o projeto contribui diretamente para aprimorar a produção de evidências que subsidiam investigações e processos penais.
Entre as ações realizadas em 2025 estão a capacitação de 200 peritos criminais no curso de Perícia em local de crime integrado com balística, laboratório, papiloscopia e medicina legal e da criação do curso de novas tecnologias aplicadas a locais de crime. Para 2026, estão previstas várias edições desses cursos, além da criação de materiais técnicos, como o glossário nacional sobre manchas de sangue. Também está em desenvolvimento um curso específico sobre o atendimento a crimes contra pessoas vulneráveis.
Ao investir na formação continuada e na articulação entre diferentes áreas da perícia, o projeto fortalece a resposta do Estado à criminalidade e contribui para a redução da impunidade.
Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab)
O Sinab é uma rede nacional que integra laboratórios de balística forense estaduais, distritais e federais, permitindo a comparação automatizada de projéteis e estojos em um banco de dados único: o Banco Nacional de Perfis Balísticos. Com mais de 100 mil perfis cadastrados até outubro de 2025 e mais de 6.900 ligações confirmadas entre crimes, o sistema tem se mostrado fundamental para a elucidação de homicídios cometidos com armas de fogo.
O uso de tecnologia avançada possibilita identificar armas recorrentes em diferentes ocorrências, inclusive em estados distintos, fortalecendo investigações interestaduais e ações de repressão qualificada.
Promovendo a integração federativa e a padronização de procedimentos, o Sinab ofereceu 34 cursos voltados aos protocolos de operação do sistema e 8 cursos de comparação balística, capacitando cerca de 300 profissionais. Estão previstas, ainda, auditorias técnicas nos laboratórios e a disponibilização de equipamentos por meio de atas de registro de preços, o que reduz custos e facilita o acesso das unidades da federação à infraestrutura necessária.
A iniciativa faz parte da política pública de inovação em segurança, com foco na produção de inteligência a partir de vestígios balísticos.
Projeto Cadeia de Custódia
Voltado à adequação nacional à Lei nº 13.964/2019, o Projeto Cadeia de Custódia busca garantir a rastreabilidade, a inviolabilidade e a confiabilidade dos vestígios criminais, desde a coleta até a apresentação em juízo. A iniciativa se baseia em diagnóstico nacional realizado pela Senasp, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), que revelou nota média de apenas 3,37 (em uma escala de 0 a 10) para o grau de estruturação da cadeia de custódia no Brasil. Para enfrentar esse cenário, o MJSP tem promovido cursos, orientações técnicas, padronização de rotinas e investimentos em equipamentos e tecnologia da informação.
Entre as ações implementadas, estão o curso de Cadeia de Custódia – fase externa, já realizado em três edições. O software GCRIM (Gestão de Criminalística), com módulo específico para cadeia de custódia, será disponibilizado em 2026, permitindo o controle e a auditoria dos vestígios nos institutos de perícia.
Já foram adquiridos e distribuídos insumos como lacres, sacos mortuários e envelopes de segurança, além de equipamentos, como freezers e cofres especializados. Trata-se de uma iniciativa estruturante que aproxima o Brasil das melhores práticas internacionais.
Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG)
A RIBPG é uma política pública permanente e estratégica para o uso da genética forense no Brasil, conectando laboratórios estaduais, distritais e federais ao Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) por meio da plataforma Combined DNA Index System (Codis) — tecnologia cedida pelo FBI ao governo brasileiro. O programa permite a comparação de perfis genéticos de vestígios criminais, pessoas desaparecidas e condenados por crimes graves, ampliando as possibilidades de identificação e responsabilização penal. Até outubro de 2025, o BNPG acumulava 269.138 perfis genéticos, com destaque para as 27.879 inserções realizadas somente neste ano.
O projeto da RIBPG também promove capacitações especializadas, como os cursos de administrador Codis e de interpretação de misturas genéticas, além de auditorias técnicas bienais, conforme previsto no Decreto 7.950/2013. O projeto prevê ainda a disponibilização de equipamentos e insumos por meio de atas de registro de preços, que visa a manutenção da qualidade analítica e padronização dos procedimentos. A atuação integrada com a Polícia Federal (PF) e os institutos de perícia das Unidades da Federação garante maior eficiência na elucidação de crimes e na proteção de vítimas e inocentes. A governança da RIBPG é pautada pela transparência, com dados atualizados mensalmente e publicações regulares do Comitê Gestor.
Nova sede da Polícia Científica
Aproveitando a data especial, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, acompanhado do secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo e da diretora do Susp, Isabel Figueiredo, compareceram a inauguração da nova sede da Polícia Científica do Rio Grande do Norte, em Natal, com a presença da governadora do estado, Fátima Bezerra.
Palavra dos Peritos
O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, reforça o papel técnico-científico da categoria como diferencial para o País.
“A perícia criminal cumpre um papel estratégico na segurança pública ao fornecer análises técnico-científicas indispensáveis para a investigação e para o processo penal. Iniciativas da Senasp, como o Sinab, que já integra mais de 100 mil perfis balísticos em todo o Brasil, evidenciam a relevância do trabalho pericial na elucidação de crimes complexos e no enfrentamento de organizações criminosas”. De acordo com ele, os peritos criminais contribuem diariamente para decisões mais seguras e políticas públicas mais eficazes, fortalecendo a Justiça e protegendo a sociedade.
Neste Dia do Perito Criminal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública reconhece e celebra todos os profissionais que dedicam sua expertise à construção de uma justiça mais eficaz, transparente e baseada em evidências.
BRASIL
Governo define regras para cotas e garante aplicação do Acordo Mercosul-União Europeia
O governo federal avançou mais uma etapa na implementação do Acordo Mercosul–União Europeia ao estabelecer as regras que viabilizam o uso de cotas tarifárias no comércio bilateral.
Com a publicação, nesta sexta-feira (1/05), das portarias da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país passa a contar com diretrizes claras para utilização das cotas na exportação e na importação, etapa essencial para a aplicação prática do acordo.
As medidas regulamentam o Decreto nº 12.953, de 28 de abril de 2026, e se somam à Portaria Secex nº 490, que instituiu o Certificado de Origem, documento necessário para acesso aos benefícios tarifários.
A incidência de cotas é limitada: cerca de 4% das exportações e 0,3% das importações. Na prática, a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia ocorrerá com redução ou eliminação integral de tarifas, sem restrições quantitativas.
As regras foram definidas pelas Portarias Secex nº 491, para importações, e nº 492, para exportações. No caso das importações, produtos como veículos, lácteos, alho, preparações de tomate, chocolates e itens de confeitaria passam a seguir modelo baseado na ordem de registro das licenças no Portal Único Siscomex. Para garantir o uso da cota, o importador deverá vincular a licença à Declaração Única de Importação (Duimp) em até 60 dias, respeitados os limites por operação.
Já nas exportações, as cotas abrangem produtos estratégicos da pauta brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, além de itens como mel, ovos e bebidas como rum e cachaça. A distribuição segue o mesmo princípio de ordem de solicitação, observados os limites de cada cota e a disponibilidade no momento da análise.
Após a operação, será emitido o Certificado de Autorização de Cotas Mercosul, que acompanha a mercadoria e permite a aplicação do benefício tarifário no mercado europeu.
A divisão das cotas entre os países do Mercosul ainda está em negociação. Até a definição conjunta, cada país seguirá operando com seus próprios procedimentos, sem alteração no volume total negociado ou no direito de acesso aos benefícios previstos no acordo.
Para produtos não sujeitos a cotas, o acesso às preferências tarifárias depende apenas do cumprimento das regras de origem. Nos casos com cota, essas exigências permanecem válidas.
Modernização do comércio exterior
Publicada nesta quinta-feira (30/04), a atualização da Portaria Secex nº 249/2023 adequa as regras brasileiras de certificação de origem aos novos acordos comerciais e fortalece a preparação do país para a entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, com foco direto na simplificação de procedimentos e na redução de custos operacionais para as empresas.
Entre os principais avanços, estão a inclusão do modelo de Certificado de Origem específico para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do Certificado de Origem Eletrônico para mercados estratégicos como União Europeia e Índia, a autorização do uso de assinatura eletrônica e a definição de regras mais claras para autocertificação. A norma também traz ganhos concretos de simplificação, como a possibilidade de uma única declaração anual para importação de partes e peças usadas no setor aeronáutico e a regulamentação da transferência de cotas de exportação e importação entre empresas do mesmo grupo econômico.
As mudanças aumentam a previsibilidade, reduzem burocracias e alinham o Brasil às melhores práticas internacionais, criando um ambiente mais ágil e seguro para exportadores. A íntegra da portaria pode ser consultada em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-secex-n-490-de-29-de-abril-de-2026-702424467.
Confira as perguntas e respostas mais frequentes após a entrada do acordo em vigor
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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