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3Tentos anuncia nova planta de processamento de milho no Pará e projeta receita de R$ 50 bilhões até 2032
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A 3Tentos, empresa de referência no agronegócio brasileiro, atualizou suas projeções estratégicas e anunciou novos investimentos voltados à expansão geográfica e industrial. A companhia prevê alcançar receita líquida de R$ 50 bilhões até 2032, impulsionada por novos projetos e crescimento consistente nas operações de originação e processamento de grãos.
As novas projeções contemplam os números de 2025 e 2026, substituindo as estimativas anteriores e ajustando o foco regional. Segundo a empresa, a atualização reflete a estratégia de consolidação do ecossistema 3Tentos, que combina originação de grãos, industrialização e distribuição de insumos agrícolas.
Crescimento na originação e processamento de grãos
Para 2025, a 3Tentos projeta originação total de 6,145 milhões de toneladas de grãos, sendo 4,105 milhões de toneladas de soja, 1,460 milhão de milho e sorgo, 500 mil de trigo e 80 mil de canola.
Em 2026, o volume total deve alcançar 6,926 milhões de toneladas, com destaque para a soja, que deve atingir 4,8 milhões de toneladas, e o milho, com 1,5 milhão de toneladas.
No complexo soja, a empresa estima processar 2,560 milhões de toneladas em 2025 e 3,091 milhões de toneladas em 2026, o que resultará na produção de farelo (1,865 milhão t em 2025 e 2,443 milhões t em 2026) e óleo/biodiesel (680 mil m³ em 2025 e 911 mil m³ em 2026).
Já no complexo milho, o processamento previsto para 2026 é de 719 mil toneladas, com geração de 190 mil toneladas de DDGs (subproduto proteico) e 298 mil m³ de etanol.
Nova indústria de processamento de milho no Pará
Como parte do plano de expansão, a 3Tentos anunciou a aquisição da Grão Pará Bioenergia, que dará origem a uma nova indústria de processamento de milho no município de Redenção (PA).
Com investimento estimado em R$ 1,15 bilhão, a planta terá capacidade de processar 2,1 mil toneladas de milho por dia, produzindo 935 m³ de etanol, 587 toneladas de DDGS e 37 toneladas de óleo diariamente.
A conclusão do projeto está prevista para o segundo semestre de 2028. O negócio ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de condições regulatórias.
Expansão comercial: novas lojas e presença regional
Além do investimento industrial, a companhia seguirá com a abertura de novas lojas para venda de insumos e originação de grãos. O estado do Pará será o foco principal da expansão, mas o plano também contempla a instalação de unidades em Tocantins, Goiás e Minas Gerais, ampliando a atuação em regiões estratégicas próximas ao Vale do Araguaia, onde a empresa já possui operações consolidadas.
Essa movimentação reforça o objetivo da 3Tentos de replicar seu modelo integrado de negócios — que conecta o produtor rural às soluções completas em insumos, originação e industrialização — em novos polos agrícolas do país.
Projeção de longo prazo e metas estratégicas
A companhia comunicou que sua visão de longo prazo contempla atingir R$ 50 bilhões de receita líquida até 2032, o que representa um crescimento médio anual de 18,6%.
“Essa aspiração reflete um objetivo estratégico de longo prazo e não deve ser interpretada como projeção ou guidance financeiro. Trata-se de uma meta que poderá ser revista conforme as condições de mercado e fatores internos e externos”, informou a empresa em fato relevante.
Com a nova planta de etanol e a ampliação das operações regionais, a 3Tentos reforça seu compromisso com o crescimento sustentável, o aproveitamento de oportunidades regionais e o aumento do valor agregado aos grãos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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