MATO GROSSO
Empreendedores transformam espaço em salão moderno em três meses com apoio da Desenvolve MT
MATO GROSSO
De um espaço completamente vazio a um salão moderno e acolhedor em apenas três meses: essa foi a jornada de Tharsos Whady e RaIssa AtiIlio na construção do espaço Artuá, que só saiu do papel graças ao financiamento do Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso. O local, que antes não tinha divisórias, piso adequado ou estrutura mínima, foi reconstruído pela dupla de amigos que compartilhava um sonho em comum.
Raíssa atua há 15 anos na área da beleza. Formada em Estética, ela conta que a maquiagem a escolheu e se especializou-se em pigmentação e maquiagem, com foco em noivas, um dos motivos para a criação de uma sala exclusiva para esse público. Já Tharsos começou no cabelo aos 16 anos, influenciado pela mãe, cabeleireira. Ele até tentou seguir outro caminho ao ingressar na faculdade de Enfermagem mas, na primeira semana da pandemia, voltou ao salão e não saiu mais.
Os dois uniram seus talentos e criaram a Artuá. Antes do nome, veio o conceito, como já sabiam exatamente o tipo de experiência que queriam proporcionar: calma, acolhimento e um toque artístico que representasse suas trajetórias. A identidade visual nasceu da relação deles com as cores e com a arte, inspirada na ideia de “arte em ouro”.
“Gostamos de algo mais calmo. E a gente achava que era algo só nosso. Conforme o tempo foi passando, fomos entendendo o que as nossas clientes também queriam. Elas comentavam, falavam, e a gente estava guardando isso. Quando chegou o momento de abrir, reunimos todos esses feedbacks”, conta Raissa.
Os sócios trabalharam juntos por cinco anos em outro salão e planejaram por muito tempo como seria a primeira empresa deles. Abriram um CNPJ novo e começaram a buscar opções de financiamento. Foi então que encontraram no Desenvolve MT a alternativa mais viável, especialmente pelas condições de juros e pela adequação ao perfil do empreendimento.
Quando alugaram a sala, descobriram que o espaço precisava de uma reforma. Ambos tinham economias guardadas e acreditavam que conseguiriam começar com o que tinham. Porém, ao elaborar o projeto, veio o choque, o custo seria três vezes maior do que o previsto.
A contadora da dupla indicou a Desenvolve MT como a melhor opção e enquanto a obra avançava com os recursos próprios, eles começaram simultaneamente a montar o projeto exigido pelo programa. O crédito foi aprovado exatamente na semana em que o capital próprio acabou, permitindo que a obra fosse concluída sem interrupções.
“A Desenvolve MT chega para a gente como uma solução para finalizar o nosso sonho. Quando a gente chegou aqui, era uma casa muito engraçada: não tinha teto, não tinha nada. E a Desenvolve MT chegou como um apoio para que a gente finalizasse esses projetos”, conta Tharsos.
O crédito foi aprovado exatamente na semana em que o capital próprio acabou, permitindo que a obra fosse concluída sem interrupções. O planejamento foi pensado para aproveitar o movimento do fim de ano, a melhor época para o setor da beleza. A ideia surgiu em janeiro, o espaço foi encontrado em abril e a meta era inaugurar até setembro. Deu certo: o salão abriu com a agenda cheia, clientela consolidada e fluxo constante de novos clientes.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.
Fonte: Ministério Público MT – MT



