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Campo Novo do Parecis celebra 27 anos com avanços sociais e em sustentabilidade no Judiciário

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A Comarca de Campo Novo do Parecis completa hoje (11), 27 anos de atuação entregando serviços essenciais de justiça à população local, com celeridade no atendimento, fortalecimento institucional e ampliação de políticas públicas voltadas à proteção social e ao desenvolvimento sustentável. Criada pela Lei Complementar nº 48/1998, a unidade é de Entrância Intermediária, possui duas varas, uma cível e uma criminal, e tem jurisdição sobre Campo Novo do Parecis e os distritos de Itanorte e Marechal Rondon.

O Fórum leva o nome do desembargador Mauro José Pereira, magistrado que presidiu o TRE-MT e o TJMT nos anos 1970.

Em 2025, a comarca se destacou em ações estruturantes. Entre elas está a oficialização da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar, a 96ª instalada em Mato Grosso, fortalecendo a articulação entre Judiciário, forças de segurança, Ministério Público, Defensoria, Prefeitura e demais instituições. A iniciativa garante fluxo mais rápido e eficiente de atendimento às vítimas.

A Comarca de Campo Novo do Parecis também ganhou destaque estadual ao ser reconhecida no Desafio Judiciário Sustentável 2025, recebendo selo na categoria Bronze, com desempenho de 81,18%. A premiação, que avaliou consumo de energia, água, papel, gestão de resíduos, redução de impressões e incentivo à reciclagem, integra as ações do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT e reconhece boas práticas ambientais implementadas por unidades do Judiciário.

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Neste ano, 80 comarcas participaram do desafio, reforçando o compromisso institucional com a governança ambiental, a eficiência no uso de recursos públicos e o cumprimento das metas nacionais de sustentabilidade do Poder Judiciário.

Outro destaque foi a intensa participação na Semana Nacional do Registro Civil – Registre-se!, realizada na Aldeia Bacaval. Com forte presença de povos Pareci e Nambikwara, o mutirão garantiu acesso gratuito à documentação básica, como certidões, CPF, título de eleitor e orientações jurídicas. A ação contou com a presença do corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, além de parceiros como Funai, Receita Federal, TRE, Defensorias Públicas e Prefeituras, com expectativa de atender aproximadamente 600 indígenas.

O Fórum também participou ativamente das ações de alinhamento para a implementação do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), conduzido pelo Núcleo de Sustentabilidade do TJMT. Em reunião com gestores de 34 unidades, foram apresentadas as diretrizes da Instrução Normativa nº 08/2024, que regulamenta a separação, destinação e monitoramento dos resíduos em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A participação reflete o compromisso local com práticas de economia circular, redução de impactos ambientais e cumprimento das metas de descarbonização do Tribunal.

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Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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