MATO GROSSO
Mato Grosso participa de Encontro do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes
MATO GROSSO
O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e a Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Poder Judiciário de Mato Grosso marcaram presença no 25º Encontro Nacional do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). O evento, que celebrou os 25 anos do programa, contou com a participação da juíza Leilamar Aparecida Rodrigues, integrante do GMF e da CIJ, e teve como objetivo promover o fortalecimento da política de proteção integral voltada a crianças e adolescentes em situação de risco.
Organizado pela Coordenação-Geral do PPCAAM, vinculada à Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o encontro reuniu nos dias 9 e 10 de dezembro, em João Pessoa (PB), gestores, equipes técnicas, entidades da sociedade civil e representantes do Sistema de Garantia de Direitos, com o intuito de aprimorar as ações voltadas à defesa da vida e dos direitos humanos dessa população vulnerável.
A programação do 25º Encontro Nacional do PPCAAM iniciou-se no dia 9 de dezembro com credenciamento, abertura cultural e execução do Hino Nacional, seguida pela apresentação do Panorama Nacional do programa, abordando os avanços, desafios e estratégias de proteção. À tarde, a Aula Magna discutiu o tema “Neoliberalismo e Criminalização da Pobreza”, enquanto o segundo painel tratou da vulnerabilidade de crianças e adolescentes em áreas de conflito entre facções criminosas. No dia 10, os debates se concentraram em experiências nacionais e internacionais de enfrentamento à violência letal, questões de gênero, masculinidades e diversidade, além de painéis sobre acolhimento institucional, os desafios das famílias acolhedoras e a importância da proteção integral como compromisso coletivo.
Recentemente, o Estado de Mato Grosso assinou um convênio com o governo federal para a implantação do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM) no estado, reforçando o compromisso com a proteção integral e a defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Com a adesão ao programa, Mato Grosso passa a integrar uma rede de ações que visa garantir a segurança e a integridade de jovens ameaçados, por meio de estratégias de acompanhamento, apoio e prevenção à violência. O convênio representa um avanço significativo no fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes em risco.
A magistrada Leilamar Aparecida Rodrigues destacou a importância da assinatura do convênio entre o governo federal e o Estado de Mato Grosso para a implantação do PPCAAM no estado. “Este convênio representa um avanço fundamental na proteção de nossas crianças e adolescentes ameaçados de morte. A parceria entre o governo federal e o Estado de Mato Grosso fortalece a rede de proteção e assegura que nossas crianças e adolescentes possam contar com o suporte necessário para garantir sua segurança e seus direitos. Este programa é uma verdadeira ferramenta de transformação, proporcionado um futuro mais seguro e digno para aqueles que mais precisam”, afirmou a magistrada.
A edição deste ano do encontro renovou o compromisso com a política pública de proteção a crianças e adolescentes ameaçados de morte, destacando a importância do trabalho integrado entre o governo, o Judiciário, entidades conveniadas e as equipes do PPCAAM.
MATO GROSSO
Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
Fonte: Governo MT – MT


