CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Ballagro e Symbiomics firmam parceria para acelerar desenvolvimento de biodefensivos no Brasil

Publicados

AGRONEGOCIOS

As empresas Ballagro e Symbiomics, referências no setor de biológicos, anunciaram uma parceria estratégica voltada ao desenvolvimento de soluções biológicas inovadoras para proteção de culturas no Brasil. O acordo prevê a integração dos portfólios de microrganismos das duas companhias, com o objetivo de acelerar a criação de produtos de alto desempenho.

A Ballagro terá acesso à plataforma exclusiva da Symbiomics, que permite um desenvolvimento mais rápido e assertivo, enquanto a Symbiomics agrega sua expertise em tecnologias de ponta, como edição genômica e inteligência artificial (IA).

Mercado global de biológicos em rápida expansão

O setor de produtos biológicos para agricultura apresenta crescimento acelerado. Segundo dados da empresa americana DurhamTrimmer, o mercado global foi estimado em US$ 14 bilhões em 2024, com 60% representados por produtos de controle biológico, e deve alcançar US$ 20 bilhões até 2027, crescendo a uma taxa média anual de 13%.

Essa expansão reflete a integração crescente entre defensivos químicos e bioinsumos, motivada pela busca por soluções mais sustentáveis e eficientes no manejo de pragas e doenças, especialmente em culturas de larga escala, como soja, milho e cana-de-açúcar.

Leia Também:  Brasil e Uruguai firmam parceria para impulsionar olivicultura e olivoturismo no Bioma Pampa
Ballagro: mais de 20 anos de experiência em bioinsumos

Com mais de duas décadas de atuação, a Ballagro desenvolve soluções biológicas e nutricionais sinérgicas e de alta performance, voltadas para diversas culturas. A empresa possui estrutura própria, altos padrões de qualidade e atua de forma sustentável, sendo parceira essencial no Manejo Integrado de Pragas no Brasil.

Segundo Lecio Kaneko, gerente de Desenvolvimento Estratégico da Ballagro, “a parceria com a Symbiomics permitirá explorar novos campos, como o entendimento do DNA dos microrganismos, acelerando a criação de uma nova geração de bioinsumos com alta tecnologia”.

Symbiomics: inovação com IA e biotecnologia

A Symbiomics tem se destacado no desenvolvimento de produtos biológicos de alto desempenho, utilizando ferramentas avançadas como edição genômica e inteligência artificial.

Para Jader Armanhi, COO e cofundador da empresa, “a parceria permite acelerar o desenvolvimento em duas a cinco vezes em relação a métodos tradicionais, unindo inovação tecnológica à experiência industrial da Ballagro, transformando descobertas em soluções disponíveis para o campo”.

Brasil: liderança em bioinsumos na América Latina

A América Latina tem ganhado destaque no setor de bioinsumos, com o Brasil liderando em área tratada e taxa de adoção. O país deve ampliar sua participação no mercado mundial de 20% em 2021 para 29% em 2029, consolidando-se como polo global.

Leia Também:  Açúcar ensaia recuperação após quedas, mas mercado segue pressionado por fundamentos baixistas

De acordo com a ANPII Bio, o mercado brasileiro movimentou R$ 5,7 bilhões na safra 2023/2024 e deve superar R$ 9 bilhões até 2030, um crescimento de cerca de 60% na década.

Desenvolvimento de novos microrganismos

Atualmente, o Brasil possui mais de 600 registros de biodefensivos à base de microrganismos junto ao MAPA, abrangendo apenas 18 gêneros e 45 espécies, mostrando concentração de mercado em ativos limitados.

Rafael de Souza, CEO e cofundador da Symbiomics, destaca que “nosso objetivo é identificar microrganismos robustos, competitivos frente à microbiota natural, para criar novos produtos com grande potencial de mercado no Brasil e internacionalmente”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Café robusta cresce no Brasil, dobra produção em 9 anos e reduz distância para o arábica

Publicados

em

Produção de robusta deve chegar a 22,1 milhões de sacas em 2026, enquanto arábica segue liderança com 44,1 milhões; cenário indica diversificação e reconfiguração da cafeicultura brasileira.

Café robusta deixa de ser coadjuvante e avança na produção nacional

O café robusta, também conhecido como conilon ou canéfora, vem ganhando protagonismo na cafeicultura brasileira e ampliando sua participação na produção nacional.

Em nove anos, a produção praticamente dobrou: passou de 10,4 milhões de sacas em 2016 para 20,8 milhões de sacas no ano passado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa recorde histórico da variedade.

Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, com projeção de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% em relação ao ano anterior e possibilidade de novo recorde.

Arábica mantém liderança, mas crescimento do robusta muda equilíbrio do setor

Apesar da expansão do robusta, o café arábica segue como principal variedade produzida no país.

Em 2024, a produção foi de 35,7 milhões de sacas, abaixo das 43 milhões registradas em 2016. Para 2026, a Conab projeta recuperação, com 44,1 milhões de sacas.

Segundo o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion, o cenário não representa substituição entre as variedades, mas sim uma mudança estrutural na cafeicultura brasileira.

“O robusta não está tomando o lugar do arábica, mas o Brasil vive um movimento de diversificação da cafeicultura nacional”, afirma.

Robusta já responde por mais de um terço da produção brasileira

Na safra mais recente, a produção total de café no Brasil foi de 56,5 milhões de sacas. Desse volume, o robusta respondeu por 37%, participação considerada histórica.

Leia Também:  Cafés especiais do Brasil podem gerar US$ 9,4 milhões em negócios na Ásia com ações do projeto "Brazil. The Coffee Nation"

O avanço é explicado por fatores como:

  • Alta produtividade por hectare
  • Maior resistência ao calor e à seca
  • Menor custo de produção
  • Crescente demanda industrial

“O arábica continua muito importante, especialmente nas exportações, mas o robusta ganha espaço pela sua estabilidade produtiva”, destaca Centurion.

Produtividade do robusta supera em mais de 100% a do arábica

Os dados de produtividade reforçam a vantagem competitiva do robusta no campo.

  • Robusta: 400 mil hectares → 20,8 milhões de sacas (52 sacas/ha)
  • Arábica: 1,5 milhão de hectares → 35,7 milhões de sacas (24 sacas/ha)

Ou seja, o robusta apresenta produtividade mais que o dobro da registrada no arábica, com menor área cultivada.

Nova configuração da cafeicultura brasileira

Especialistas avaliam que o crescimento do robusta reflete uma mudança estrutural no setor, com maior foco em eficiência, previsibilidade e redução de riscos climáticos.

Segundo Centurion, o movimento não substitui o arábica, mas amplia a competitividade do Brasil.

“O que estamos vendo é uma reconfiguração da cafeicultura, com o robusta assumindo papel estratégico, sustentado por produtividade e pela demanda global por cafés industriais”, explica.

Expansão do robusta abre novas fronteiras agrícolas

O mapa da produção de café no Brasil também está em transformação.

O arábica se concentra principalmente em:

  • Minas Gerais (Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Zona da Mata)
  • São Paulo
  • Paraná
  • Bahia (Chapada Diamantina e Oeste)
  • Já o robusta tem forte presença em:
  • Espírito Santo (maior produtor nacional)
  • Rondônia
  • Expansão na Bahia e Mato Grosso
Leia Também:  Brasil e Uruguai firmam parceria para impulsionar olivicultura e olivoturismo no Bioma Pampa

Enquanto o arábica exige clima ameno e altitude, o robusta avança em regiões mais quentes e de menor altitude, abrindo novas fronteiras agrícolas.

Café robusta atende demanda crescente da indústria global

O crescimento do robusta também está ligado ao aumento da demanda por cafés industriais, como:

  • Café solúvel
  • Cápsulas
  • Blends comerciais

Além disso, o robusta possui maior teor de cafeína e perfil mais intenso, sendo amplamente utilizado em formulações industriais e misturas com arábica.

Mudanças no consumo global reforçam importância da variedade

No mercado internacional, o arábica ainda lidera com cerca de dois terços do consumo global, enquanto o robusta representa pouco mais de um terço.

Segundo a Conab, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de sacas de café no último ano. Deste total:

  • 75% a 80% foram de arábica
  • 20% a 25% foram de robusta

Os principais compradores incluem Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.

Robusta ganha papel estratégico na competitividade do café brasileiro

Além de ampliar a oferta para a indústria, o robusta também contribui para estabilizar preços no mercado interno, especialmente em momentos de alta do arábica.

Com maior produtividade e menor custo, a variedade ajuda a sustentar a cadeia produtiva e manter o café mais acessível ao consumidor final.

“O robusta funciona como elemento de equilíbrio do setor e contribui para a competitividade do café brasileiro”, conclui Centurion.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA