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Ações da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal ampliam a participação social e os direitos dos povos das águas

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Com o ano de 2025 chegando ao fim, este é o momento ideal para apresentar o que o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou durante o período, relembrando atividades e ações que contribuíram para a melhoria da qualidade de vida dos pescadores e pescadoras do Brasil.

Dando seguimento à série de reportagens sobre os avanços e realizações do MPA em 2025, revelamos como foi o ano da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal (SNPA), que, segundo o secretário nacional Cristiano Ramalho, “2025 é um ano-chave, um ano-síntese, porque representa o anúncio concreto das políticas públicas que planejamos e construímos coletivamente nos últimos dois anos e que agora se solidificam neste ano”, destacou.

Quer ficar por dentro das políticas públicas desenvolvidas pela SNPA? Então confira abaixo um resumo das principais ações e atividades da secretaria.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

A construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal foi concluída em setembro de 2025, em uma plenária realizada em Brasília, que reuniu mais de 600 pessoas, incluindo pescadores e pescadoras artesanais, pesquisadores e gestores públicos. Cristiano Ramalho afirma que o Plano é um marco legal e uma referência para os próximos dez anos. “Democracia se faz com participação social, e nós retomamos a capacidade institucional de construir políticas públicas para a pesca artesanal. Fizemos isso em parceria com o Fórum Nacional da Pesca Artesanal, ator central nesse processo, e com a presença da Secretaria-Geral da Presidência da República”, pontuou.

Integrante das ações do Programa Povos da Pesca Artesanal, o Plano é um instrumento para promover a ampliação da participação, do controle social e do apoio institucional ao planejamento e à construção democrática de políticas públicas voltadas às comunidades pesqueiras artesanais, levando em consideração aspectos como gênero, raça, etnia e geração.

Plenária final no Plano Nacional da Pesca Artesanal
Plenária final no Plano Nacional da Pesca Artesanal

Saúde para os povos das águas

Com investimentos estimados em R$ 500 milhões, o programa Mais Saúde para as Mulheres e Famílias das Águas, realizado em parceria com o Ministério da Saúde, amplia o número de profissionais nas Equipes de Saúde da Atenção Primária (APS) e expande sua atuação territorial, com foco no cuidado integral à saúde das comunidades pesqueiras artesanais.

Entre os principais impactos, estão:

  • a presença contínua do SUS nos territórios pesqueiros;
  • ações de vigilância em saúde adequadas às realidades de pescadores e pescadoras artesanais e suas famílias;
  • atenção específica à saúde das mulheres pescadoras, incluindo as marisqueiras;
  • ampliação e qualificação permanente das equipes de APS voltadas às comunidades pesqueiras;
  • e fortalecimento da logística para ampliar e aprimorar a atuação das equipes de APS.
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Cristiano Ramalho destacou que o programa simboliza um marco para a saúde dos povos das águas. “Essa parceria com o Ministério da Saúde é um ato de reparação histórica, que agora nos permite lançar, para todo o território nacional, uma política de saúde de atenção primária voltada aos territórios da pesca artesanal, com potencial para alcançar mais de 90% dos homens e das mulheres das águas, especialmente estas, que foram, na verdade, as guerreiras e guardiãs dessa agenda”, acrescentou.

Lançamento do Programa Mais Saúde para as Mulheres e Famílias das Águas
Lançamento do Programa Mais Saúde para as Mulheres e Famílias das Águas

Mulheres da pesca artesanal

Em 2025, a SNPA assumiu o compromisso de fortalecer o protagonismo das pescadoras artesanais, reconhecendo-as como sujeitas centrais das políticas públicas da pesca artesanal. Esse posicionamento orienta diretamente a formulação, a implementação e as entregas dos programas e ações da secretaria.

Entre os principais avanços, destaca-se a realização do encontro final do Grupo de Trabalho Políticas para Mulheres Pescadoras, instituído pela Portaria nº 114, de 21 de julho de 2023, que representou um avanço institucional relevante. Criado com a finalidade de subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas às mulheres da pesca artesanal, o grupo consolidou-se como espaço de participação social e incidência política, culminando na elaboração do Relatório Final, que sistematiza propostas construídas a partir das experiências, demandas e prioridades apresentadas pelas próprias mulheres pescadoras e marisqueiras.

No campo da agenda climática, houve avanço na elaboração do documento Mulheres Pescadoras e Mudanças Climáticas, evidenciando que os impactos ambientais atingem de forma desigual os corpos, os trabalhos e os territórios das mulheres das águas. De acordo com a coordenadora-geral de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira, Ornela Fortes, “a presença das mulheres pescadoras em espaços estratégicos, como a pré-COP e a COP30, reforça o compromisso da SNPA com o fortalecimento de sua incidência política nos debates sobre justiça climática, adaptação e proteção dos modos de vida tradicionais”.

Marisqueiras e trabalhadoras da Pesca Artesanal
Marisqueiras e trabalhadoras da Pesca Artesanal

Ordenamento e conservação dos territórios pesqueiros

O ano também foi marcado pela construção de políticas de ordenamento costeiro e continental para a pesca artesanal. Destaca-se o avanço no ordenamento de importantes recursos pesqueiros nacionais, como a tainha, a lagosta e o caranguejo-uçá (Ucides cordatus), que demandam atenção permanente em razão de sua relevância socioeconômica e ambiental.

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Além disso, a SNPA atuou na revisão de normas estruturantes para o setor, com especial destaque para a atualização da matriz de permissionamento de embarcações de pesca. Pela primeira vez, esse instrumento passou a contemplar o permissionamento para embarcações de pesca continental, representando um marco importante para o reconhecimento e a organização dessa modalidade de pesca no país.

Para a coordenadora-geral de Gestão Participativa Costeiro-Marinha, Adayse Bossolani, as ações desenvolvidas refletem o compromisso com a sustentabilidade dos recursos pesqueiros e com a valorização dos pescadores e pescadoras artesanais diretamente envolvidos na atividade. “Um dos principais avanços observados neste ano foi o fortalecimento das discussões sobre ordenamento por meio de instâncias participativas. A SNPA ampliou e qualificou os debates em comitês de gestão (CPGs), fóruns e grupos de trabalho, assegurando a inclusão efetiva dos usuários dos recursos pesqueiros, pescadores, representantes do setor produtivo, pesquisadores e gestores nos processos decisórios”, completou.

GT Tainha realiza visitas técnicas no litoral do Rio de Janeiro
GT Tainha realiza visitas técnicas no litoral do Rio de Janeiro

Perspectivas para o próximo ano

Diante dos avanços apresentados, a SNPA também articula e irá propor, em 2026, novas ações de fortalecimento e valorização da pesca artesanal. Cristiano Ramalho revelou que 2026 será o ano de consolidar o trabalho desenvolvido pela SNPA. “Vamos ampliar a partir de tudo o que já fizemos e do que ainda vamos fazer, porque fazemos parte de um governo comprometido com uma agenda transformadora. Uma agenda que não aceita mais que a democracia seja tratada com desrespeito, que garante direitos aos povos tradicionais, que coloca as mulheres como pauta central e decisiva na elaboração de um novo modelo de desenvolvimento para o país e para a pesca artesanal”, afirmou.

Ornela Fortes destacou que, para 2026, a SNPA projeta a consolidação institucional dos avanços alcançados. Entre as principais perspectivas, destaca-se a publicação do Relatório Final do Grupo de Trabalho Políticas para Mulheres Pescadoras, sistematizando aprendizados, diagnósticos e recomendações construídas a partir da escuta qualificada das mulheres dos territórios, além da continuidade do colegiado de mulheres pescadoras artesanais como estrutura permanente no âmbito do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Já Adayse Bossolani afirmou que a SNPA projeta seguir aprimorando a gestão e o ordenamento dos recursos pesqueiros, com foco na sustentabilidade econômica e ambiental da atividade, no fortalecimento da pesca artesanal e na ampliação dos espaços de participação social.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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