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Gasolina mais barata está na Dutra e diesel na Fernão Dias em novembro, aponta levantamento da Edenred Ticket Log

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De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o mês de novembro trouxe novas configurações para o custo dos combustíveis nas principais rodovias brasileiras — Régis Bittencourt, Presidente Dutra, BR-101 e Fernão Dias. O levantamento mostrou diferenças significativas entre as rotas, com destaque para as rodovias Fernão Dias e Presidente Dutra, que ofereceram os preços mais competitivos em seus respectivos combustíveis.

Fernão Dias tem o diesel mais barato do país

A Rodovia Fernão Dias foi apontada como a mais vantajosa para veículos movidos a diesel, registrando os menores preços médios do Brasil para os dois tipos de combustível.

O diesel comum foi comercializado a R$ 5,87, com leve alta de 0,84% em relação a outubro, enquanto o diesel S-10 manteve estabilidade, com valor médio de R$ 6,03.

Presidente Dutra lidera nos preços da gasolina

Para os veículos leves, a Rodovia Presidente Dutra foi a melhor opção de abastecimento com gasolina, apresentando preço médio de R$ 6,11, uma redução de 0,33% em comparação ao mês anterior.

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Já o etanol mais em conta foi encontrado na Régis Bittencourt, com preço médio de R$ 4,47, após uma queda de 1,34%.

BR-101 mantém os combustíveis mais caros

Na outra ponta do ranking, a BR-101 se manteve como a rodovia com os preços mais altos para todos os combustíveis analisados.

O diesel comum foi comercializado a R$ 6,17, e o diesel S-10, a R$ 6,25, ambos estáveis frente a outubro.

A gasolina registrou recuo de 0,47%, com valor médio de R$ 6,39, enquanto o etanol teve queda de 1,22%, sendo vendido a R$ 4,84.

Fatores logísticos influenciam variação dos preços

Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, o comportamento dos preços nas rodovias reflete diferentes dinâmicas regionais e estruturais.

“Cada rodovia responde de forma distinta à sua realidade de abastecimento. Rotas com alta circulação de cargas e maior número de postos tendem a ajustar preços mais rapidamente, enquanto vias com logística complexa e menor competição mantêm valores mais pressionados. Esses fatores explicam por que observamos reduções em alguns combustíveis e estabilidade ou altas em outros trechos”, explicou.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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