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Calor intenso aumenta risco de doenças no pimentão e pressiona preços no Rio Grande do Sul
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Produção de pimentão segue estável, mas calor preocupa produtores
O mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar indica que a produção de pimentão mantém ritmo regular na região administrativa de Lajeado. Em São Sebastião do Caí, os técnicos destacam que as lavouras apresentam bom desenvolvimento, mas o calor excessivo nos cultivos protegidos tem elevado o risco de doenças e infestações de pragas.
Entre os principais problemas observados estão casos de podridão-mole, além da incidência localizada de mosca-branca e ácaros, o que exige monitoramento constante e manejo integrado de pragas para evitar perdas na produção.
Oferta crescente deve pressionar valores de mercado
De acordo com o boletim da Emater, a oferta regional de pimentão deve aumentar nas próximas semanas, impulsionada pela entrada de produtos provenientes da Serra e pela expansão das áreas plantadas.
Com isso, o mercado pode enfrentar pressão sobre os preços, especialmente nas categorias mais comuns. Atualmente, a caixa de 10 quilos de pimentão colorido (amarelo ou vermelho) é vendida entre R$ 60,00 e R$ 140,00, dependendo da qualidade e da origem. Já o pimentão verde varia de R$ 40,00 a R$ 50,00, enquanto os frutos de menor calibre são comercializados entre R$ 30,00 e R$ 40,00.
Bom Princípio registra boa colheita e baixa incidência de pragas
No município de Bom Princípio, a colheita de pimentão está em pleno andamento, e os produtores relatam bom desenvolvimento dos frutos e baixo índice de pragas e doenças, segundo o informativo da Emater.
Na região, a caixa de 10 quilos do produto é vendida entre R$ 40,00 e R$ 45,00, com boa aceitação no mercado local.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes
As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.
Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora
Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.
As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:
- Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
- Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.
O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.
Exportações caem em relação a 2025
Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.
O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:
- Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
- Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
- Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
- Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Estado mantém posição no ranking nacional
Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.
O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.
Diversificação de destinos marca exportações gaúchas
No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.
Os principais compradores foram:
- União Europeia: 12,2% das exportações;
- China: 9,2%;
- Estados Unidos: 7,3%.
Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.
Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.
Egito e Filipinas ganham destaque nas compras
Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.
Destacam-se:
- Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
- Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.
Cenário internacional pressiona comércio exterior
O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.
As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.
No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.
Perspectivas indicam cenário desafiador
Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.
O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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