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Relatório Focus: Mercado ajusta projeções de inflação na primeira leitura de 2026
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A primeira edição do Boletim Focus de 2026, divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, trouxe ajustes pontuais nas expectativas dos analistas financeiros. O levantamento revela uma leve melhora no otimismo para o IPCA de 2025, contrastando com um pequeno avanço na projeção para o ano seguinte.
Expectativas para o IPCA em 2025 e 2026
Pela oitava semana consecutiva, o mercado reduziu a previsão de inflação para 2025, que passou de 4,32% para 4,31%. Por outro lado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026 sofreu um leve ajuste de alta, oscilando para 4,06% (ante 4,05% da semana anterior).
Para 2027, a projeção permanece estagnada em 3,80% há nove semanas. Vale lembrar que a meta oficial de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3,00%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (teto de 4,50%).
Crescimento do PIB segue estável
No que diz respeito à atividade econômica, os economistas consultados mantiveram suas apostas para o Produto Interno Bruto (PIB). As estimativas de crescimento econômico seguem em:
- 2025: 2,26%
- 2026: 1,80%
Taxa Selic: Manutenção em 15% no radar
Quanto à política monetária, o consenso entre a centena de economistas ouvidos é de que a taxa Selic deve ser mantida no patamar atual de 15% ao ano na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. Para o fechamento de 2026, a previsão continua em 12,25%.
Calendário de Indicadores
O mercado aguarda agora a próxima sexta-feira, quando o IBGE divulgará os dados consolidados do IPCA referentes a dezembro e ao fechamento do ano anterior, o que deve servir de base para novos ajustes nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026
O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.
De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.
Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto
No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.
O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.
Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.
Menor produção pode aumentar dependência de importações
A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.
As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.
No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.
No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.
Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais
Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.
Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.
Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.
Paraná enfrenta resistência para novas altas
No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.
Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.
O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.
Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.
Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses
Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.
A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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