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Feijão da 1ª safra no Rio Grande do Sul mantém boa sanidade e colheita avança em várias regiões
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A colheita da primeira safra de feijão está em andamento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com destaque para o bom estado sanitário das lavouras e boas perspectivas de produtividade. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, a semeadura segue ativa na Serra Gaúcha — principal polo produtor do Estado —, enquanto outras regiões já iniciaram a colheita dos cultivares de ciclo precoce.
Condições fitossanitárias e produtividade estimada
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a maioria das lavouras encontra-se nas fases finais de desenvolvimento e requer acompanhamento constante para garantir a uniformidade de maturação e evitar perdas na colheita. O órgão destaca que os cultivos mantêm boa sanidade, com monitoramento contínuo de pragas e doenças e aplicação de medidas de controle quando necessário.
Para esta primeira safra, a área cultivada no Estado é estimada em 26.096 hectares, com produtividade média de 1.779 quilos por hectare, segundo projeções da Emater/RS-Ascar.
Situação regional da colheita
Na região administrativa de Ijuí, os produtores aguardam condições adequadas de umidade do solo para iniciar a colheita, enquanto as lavouras mais tardias apresentam bom potencial produtivo.
Na região de Pelotas, cerca de 25% da área total já foi colhida, com destaque para os municípios de Canguçu (95%), Piratini (60%) e São Lourenço do Sul (25%). Ainda nessa região, 22% das lavouras estão em fase vegetativa, 14% em florescimento, 24% em granação e 15% em maturação.
Na região de Santa Maria, a colheita também avança: menos de 1% das áreas ainda está em desenvolvimento vegetativo, enquanto 50% das lavouras estão em floração, 28% em enchimento de grãos, 8% em maturação fisiológica e 14% já colhidas.
Em Soledade, o levantamento aponta que 20% das áreas estão em enchimento de grãos, 30% em maturação e 50% já colhidas.
Queda nos preços do feijão no mercado estadual
Apesar do bom desempenho das lavouras, o preço do feijão apresentou leve recuo no mercado gaúcho. O valor médio da saca de 60 quilos caiu 1,71% na última semana, passando de R$ 118,91 para R$ 116,88, conforme dados do levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


