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Polícia Civil prende em Goiânia suspeito de tentativa de feminicídio de Alta Floresta

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta segunda-feira (19.1), o autor de uma tentativa de feminicídio, foragido da Justiça, na cidade de Goiânia (GO). O mandado de prisão foi cumprido com apoio da Polícia Civil de Goiás.

O suspeito, de 52 anos, fugiu logo depois do crime e teve o mandado de prisão expedido pela Justiça por tentativa de feminicídio.

As investigações iniciaram na quarta-feira (14.1), após as forças de segurança serem acionadas sobre uma mulher agredida com golpes de faca pelo ex-marido, em sua residência no bairro Industrial, em Alta Floresta. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros com vários ferimentos no pescoço, boca, testa e outras partes da face, ficando sob cuidados médicos.

Após os fatos, testemunhas relataram ter visto o suspeito deixando o local em um veículo prata. A arma utilizada no crime, uma faca tipo peixeira, foi deixada em cima da cama.

Assim que tomaram conhecimento da tentativa de feminicídio, as equipes policiais iniciaram as buscas pelo suspeito, porém não conseguiram localizá-lo. Diante dos fatos, o delegado André Victor de Oliveira Leite representou pela prisão preventiva do suspeito que foi deferida pela Justiça, na tarde de sexta-feira (16).

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Durante todo o final de semana, os policiais da Delegacia de Alta Floresta fizeram levantamento de informações e realizaram diligências, conseguindo descobrir o possível paradeiro do feminicida na cidade de Goiânia (GO). As informações foram repassadas para a Polícia Civil goiana, que conseguiu localizar e realizar a prisão do procurado.

Após ter o mandado de prisão cumprido, ele foi conduzido à delegacia para as providências cabíveis sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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