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Paraná consolida liderança nacional na produção de grãos e projeta novo crescimento para 2026

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O Paraná encerrou o ano de 2025 como um dos principais produtores de grãos do país, consolidando sua posição de destaque na agricultura brasileira. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (15), o Estado respondeu por 13,5% da produção nacional, ficando atrás apenas do Mato Grosso, que lidera com 32% da safra brasileira.

Na sequência, aparecem Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,3%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%). O desempenho paranaense foi impulsionado pelo aumento de 49 mil toneladas na produção apenas no prognóstico de dezembro, uma das maiores variações positivas do país.

Com isso, o Paraná encerrou 2025 com 46,8 milhões de toneladas, atingindo o maior volume da série histórica registrada pelo IBGE.

Safra de 2026 deve manter ritmo de crescimento no Paraná

As projeções para 2026 reforçam o protagonismo do Estado. Segundo o terceiro prognóstico de área e produção do IBGE, a produção paranaense deve crescer 1,5% no próximo ciclo, mantendo a tendência de alta e o bom desempenho em relação aos demais estados brasileiros.

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Em nível nacional, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 339,8 milhões de toneladas, com aumento de 4,2 milhões de toneladas sobre o segundo prognóstico.

O crescimento mais expressivo é esperado no Rio Grande do Sul, Piauí e Rondônia, enquanto estados como Mato Grosso (-7,9%), Goiás (-8,0%) e Mato Grosso do Sul (-6,8%) devem registrar retração na produção.

Paraná lidera produção de feijão e cresce na 2ª safra

O Paraná segue como maior produtor brasileiro de feijão da 1ª safra, com estimativa de 191,1 mil toneladas, o que representa 19,4% da produção nacional.

O destaque, no entanto, é para a 2ª safra, que deve alcançar 553,5 mil toneladas, crescimento de 3% em relação à estimativa de novembro e 2,7% acima do volume colhido em 2025.

Com esse resultado, o Estado deve responder por 42,8% da produção nacional de feijão, seguido por Mato Grosso, com 172,9 mil toneladas.

Milho 2ª safra: Paraná é o segundo maior produtor do país

A estimativa do IBGE para a produção nacional de milho 2ª safra em 2026 é de 104,6 milhões de toneladas. O Paraná ocupa a segunda posição no ranking, com previsão de 17,3 milhões de toneladas, equivalente a 16,5% da produção brasileira.

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Outros estados com forte participação no cultivo do milho são Goiás, com 13,3 milhões de toneladas (12,7%), e Mato Grosso do Sul, com 10,3 milhões de toneladas (9,8%).

Produção de soja deve bater novo recorde nacional

A soja segue como principal cultura agrícola do país, com projeção de 170,3 milhões de toneladas em 2026, um crescimento de 2,5% em relação à safra anterior — o que representaria novo recorde nacional.

O Paraná deve alcançar 22,1 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 3,6% sobre o volume colhido em 2025. Esse resultado colocaria o Estado com a segunda maior produção do Brasil, consolidando mais uma vez sua importância no cenário do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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USDA projeta exportação de 49 milhões de sacas e safra recorde no Brasil

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O Brasil deve exportar 49 milhões de sacas de café (60 kg) na safra 2026/27, volume que sinaliza uma retomada robusta do protagonismo brasileiro no mercado global. A projeção, divulgada nesta quarta-feira (03.06) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), fundamenta-se na expectativa de uma safra nacional recorde, estimada em mais de 70 milhões de sacas.

O dado é um divisor de águas: enquanto o primeiro quadrimestre de 2026 acumulou apenas 11,5 milhões de sacas exportadas — uma queda de 24% frente ao mesmo período de 2025, fruto de estoques internos exauridos por safras anteriores limitadas — o USDA identifica, a partir de abril, o início de uma reversão dessa tendência, com a oferta crescendo para atender à forte demanda internacional.

Um dos pontos de maior atenção é a sinalização de avanço no acordo entre União Europeia e Mercosul. Atualmente, o Brasil já tem isenção tarifária para o café verde na Europa. Contudo, o produto de maior valor agregado — o solúvel, sobre o qual incide uma taxa de 9%, e o torrado e moído (7,5%) — ainda enfrenta barreiras que favorecem concorrentes como o Vietnã. A expectativa é que, com a gradativa redução dessas tarifas a zero nos próximos quatro anos, o café brasileiro ganhe um fôlego extra para dominar o mercado europeu.

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O USDA projeta que os estoques finais da safra 2026/27 alcancem 4,4 milhões de sacas, um aumento frente aos 3,8 milhões previstos para o ciclo atual. Com a promessa de uma colheita volumosa, superando a marca de 70 milhões de sacas, o Brasil tem potencial para elevar suas exportações em até 30%. O desafio agora é equilibrar essa oferta recorde com a volatilidade cambial e as variações climáticas que ditam o ritmo da porteira para fora.

Fonte: Pensar Agro

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