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Chuvas regulares impulsionam desenvolvimento das lavouras e mantêm cenário positivo para a safra brasileira, aponta Itaú BBA
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Chuvas bem distribuídas impulsionam o desenvolvimento das lavouras
De acordo com o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o mês de dezembro apresentou condições climáticas predominantemente favoráveis para o desenvolvimento das principais culturas agrícolas no Brasil.
As chuvas se confirmaram conforme as previsões, com acumulados superiores a 150 milímetros em diversas regiões, garantindo boa reposição hídrica do solo em um momento crucial para o ciclo das lavouras.
No entanto, o Nordeste teve volumes mais baixos, em muitos casos inferiores a 50 milímetros, especialmente no litoral e no semiárido, o que limitou a capacidade de armazenamento de água no solo.
Soja, café e cana foram beneficiados pelas precipitações
A soja foi a principal beneficiada pelas chuvas bem distribuídas entre o Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, o que favoreceu o enchimento de grãos e a continuidade das lavouras mais tardias.
No Sudeste, as condições também impulsionaram o desenvolvimento de café, cana-de-açúcar e citros, ainda que os volumes tenham ficado ligeiramente abaixo da média histórica.
Entre o final de dezembro e o início de janeiro, temperaturas elevadas na região começaram a gerar preocupação para os cafezais, especialmente nas áreas de maior produção.
Janeiro mantém padrão úmido, mas excesso de chuva preocupa
Nas primeiras semanas de janeiro, o padrão úmido se manteve em praticamente todas as regiões agrícolas do país, com precipitações regulares beneficiando o crescimento vegetativo das lavouras.
Contudo, o excesso de umidade começou a causar atrasos na colheita da soja e dificultar o plantio do algodão, já que o solo encharcado impede o acesso das máquinas agrícolas em algumas propriedades.
Modelos climáticos divergem, mas cenário segue favorável
O Itaú BBA aponta que o cenário climático geral continua positivo, apesar das diferenças entre os modelos meteorológicos.
Enquanto o modelo europeu prevê chuvas abundantes em grande parte do território brasileiro, o modelo americano indica volumes menores, o que poderia acelerar a colheita caso o padrão mais seco se confirme.
Mesmo assim, as projeções mantêm tendência de alta umidade, o que pode causar atrasos pontuais, mas não compromete o desempenho das lavouras.
Previsão indica continuidade das chuvas nas próximas semanas
Para o restante de janeiro e início de fevereiro, a previsão é de precipitações volumosas sobre as principais regiões produtoras.
Um corredor de umidade que se estende do Norte ao Sudeste deve garantir chuvas frequentes, contribuindo para a reposição hídrica e sustentando o desenvolvimento das culturas.
Entre os dias 18 e 23 de janeiro, novos sistemas devem reforçar as instabilidades em estados como Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Piauí e Bahia, coincidindo com o avanço da colheita da soja.
Impactos operacionais e perspectivas para fevereiro
Embora as condições climáticas favoreçam o crescimento das lavouras, o excesso de chuva pode gerar atrasos operacionais e encurtar a janela ideal para o milho segunda safra.
No centro-norte do país, acumulados elevados podem causar invernadas e atrasos na colheita da soja, enquanto o Sudeste e parte do Sul devem contar com períodos de tempo firme que permitirão o avanço dos trabalhos de campo.
Safra mantém perspectiva positiva de produtividade
Mesmo com variações regionais e desafios pontuais, o Itaú BBA avalia que o panorama geral da safra 2025 segue positivo.
A combinação de boa umidade do solo, reposição contínua de chuvas e a tendência de neutralidade climática reforçam perspectivas estáveis de produtividade para as principais culturas agrícolas do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.
O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.
Mercado interno recua e importações avançam
O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.
Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.
Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração
No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.
Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.
No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).
Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.
Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza
A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.
Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.
No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.
Perspectivas para 2026
Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.
Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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