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Safra recorde na América do Sul pressiona preços da soja no início de 2026, aponta relatório do Itaú BBA

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Preços da soja recuam após três meses de alta

Após três meses consecutivos de valorização, os preços da soja voltaram a cair em dezembro de 2025 e mantiveram a tendência de baixa na primeira quinzena de janeiro de 2026, conforme o relatório Agro Mensal divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.

O movimento foi influenciado principalmente pelo bom desenvolvimento das lavouras sul-americanas, impulsionadas por condições climáticas favoráveis. Na Bolsa de Chicago (CBOT), a commodity recuou 4,1% em dezembro, cotada a US$ 10,75/bu, e teve nova queda de 3,2% em janeiro, chegando a US$ 10,4/bu.

Soja brasileira recua mesmo com expectativa de safra recorde

No mercado interno, as cotações da soja também registraram queda. Em Sorriso (MT), o preço da saca caiu 1,6% em dezembro, fechando o mês a R$ 116,60, e teve uma nova desvalorização de 6,7% na primeira metade de janeiro, chegando a R$ 108,80/saca.

Mesmo com a influência negativa das cotações internacionais, a safra brasileira segue promissora. Apesar dos impactos climáticos da La Niña, o desempenho das lavouras tem sido positivo, levando diversas consultorias a revisarem suas estimativas para cima, com a média convergindo para 180 milhões de toneladas.

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Segundo o IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), a colheita já foi iniciada, com 2% da área colhida em Mato Grosso, indicando o início de uma safra que tende a ser a maior da história.

Exportações batem recorde e China amplia participação

O Brasil exportou 108,2 milhões de toneladas de soja em 2025, de acordo com a Secex (Secretaria de Comércio Exterior) — o maior volume já registrado. Somente em dezembro, o país embarcou 3,4 milhões de toneladas da oleaginosa.

A China ampliou sua participação nas compras brasileiras, respondendo por 79% das exportações, ante 73% em 2024, reforçando o papel estratégico do país asiático como principal destino da soja nacional.

Produção global e oferta sul-americana em alta

O cenário internacional também aponta para uma expansão da produção e dos estoques globais. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) revisou para cima a produção norte-americana, agora estimada em 116 milhões de toneladas, enquanto reduziu as exportações para 42,9 milhões de toneladas, o que elevou os estoques finais para 9,5 milhões de toneladas.

No Brasil, a produção prevista para 2025/26 foi revisada para 178 milhões de toneladas, um recorde histórico. As exportações também foram ajustadas para 114 milhões de toneladas, e o esmagamento subiu de 59 para 60 milhões de toneladas.

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Com isso, o USDA elevou o balanço global da soja: a produção mundial deve atingir 426 milhões de toneladas, o consumo 423 milhões, e os estoques finais devem alcançar 124,4 milhões de toneladas.

Plantio argentino avança e reforça tendência de safra cheia

Na Argentina, o plantio superou 90% da área estimada, segundo a Bolsa de Cereales. Apesar de atrasos causados por chuvas excessivas, as lavouras apresentam ótimo potencial, com 35% em condição boa e 65% em excelente estado — resultado superior ao do mesmo período do ano anterior.

As chuvas de janeiro serão determinantes para confirmar o potencial de safra cheia, o que, somado às colheitas recordes previstas no Brasil e Paraguai, deve resultar em oferta recorde de soja na América do Sul.

Esse aumento na disponibilidade global tende a manter a pressão de baixa sobre os preços nos próximos meses, segundo a análise do Itaú BBA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe Mariangela Hungria e celebra reconhecimento internacional da ciência brasileira

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la por ter sido eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pelo recebimento do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”.

Durante o encontro, o ministro destacou o orgulho do país pela projeção internacional alcançada pela cientista e pela contribuição de sua trajetória para a ciência brasileira e mundial.

“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo. É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, declarou o ministro.

Mariangela Hungria recebeu, em outubro de 2025, nos Estados Unidos, o World Food Prize em reconhecimento a mais de quatro décadas de pesquisas voltadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura. As tecnologias desenvolvidas pela cientista estão presentes hoje em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, reduzindo custos de produção e ampliando a sustentabilidade no campo. A pesquisadora estava acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

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Segundo a pesquisadora, a homenagem internacional representa também o trabalho acumulado ao longo de décadas pela ciência brasileira. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, afirmou.

Mariangela destacou ainda que a base científica construída ao longo de mais de 40 anos foi fundamental para consolidar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, explicou.

Em abril de 2026, Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100, que reúne as cem personalidades mais influentes do mundo. A pesquisadora foi destacada na categoria “Pioneiros”, dedicada a líderes responsáveis por avanços científicos e tecnológicos com impacto global. Seu trabalho com microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo permite reduzir o uso de fertilizantes químicos e gerar economia bilionária anual para a agricultura brasileira.

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Além do World Food Prize, a cientista também recebeu outras homenagens recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2025, e condecorações como a Medalha de Mérito Apolônio Salles, concedida pelo Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.

Há mais de quatro décadas na  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mariangela Hungria é membro da Academia Brasileira de Ciências e reconhecida em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas para uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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