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Manual internacional sobre governança e segurança no espaço terá versão em português

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A segunda edição do The Handbook for New Actors in Space (Manual para Novos Atores no Espaço) ganhará uma versão na Língua Portuguesa até o fim de 2026. A publicação é referência internacional e tem como público-alvo organizações e indivíduos que ingressam o espaço. Com lições sobre boas práticas, marcos normativos internacionais, desafios operacionais e responsabilidades associadas às atividades espaciais, o manual oferece orientações essenciais para navegar pelas complexidades do ambiente. 

O acesso a esse conhecimento contribui para a formação de pessoas, a disseminação de uma cultura de responsabilidade e a compreensão do espaço exterior como um domínio de interesse comum da humanidade. Quanto maior o número de atores informados, capacitados e conscientes de seus deveres, mais seguro, previsível e sustentável se torna o ambiente espacial para todos. 

O trabalho ocorrerá em três etapas, começando pela tradução, a ser feita pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR); a revisão, que será executada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); e, por fim, ações de editoração, formatação e publicação, sob a responsabilidade da Secure World Foundation (SWF), fundação responsável pelo material.   

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Com grande procura, o ambiente espacial avança rapidamente e os desafios de garantir a sustentabilidade a longo prazo no espaço nunca foram tão urgentes. De acordo com o último relatório de mercado especializado, lançado pela ABI Research Satellite Constellations e Launch 2024, há mais de 10 mil satélites ativos em órbita. O número alto reflete no mercado: o World Economic Forum, em parceria com a McKinsey & Company, estimou que a economia espacial global teve um valor de cerca de US$ 630 bilhões em 2023 e deve crescer rapidamente nos próximos anos, podendo triplicar até 2035. 

O que haverá de novo na edição em Língua Portuguesa? 

  • Novas seções: cobertura ampliada das diretrizes do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior (Copuos), do Índice On-line da ONU de Objetos Lançados no Espaço Exterior e atualizações sobre estruturas internacionais como o Acordo de Wassenaar e o Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis. 

  • Serviços, montagem e fabricação no espaço (Isam): abordagem das tecnologias emergentes que moldam a logística e a sustentabilidade espacial. 

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  • Operações Espaciais Cislunares: novas perspectivas sobre o papel crescente das atividades espaciais cislunares e a segurança dos voos espaciais tripulados comerciais. 

  • Estudos de caso: apresentação de exemplos do mundo real, como a Starbase da SpaceX, os Acordos de Artemis e a Plataforma de Sustentabilidade e Regulamentação Espacial da Nova Zelândia.  

Conquista de espaço 

Essa é a primeira edição que ganhará uma versão traduzida. A primeira versão do manual, originalmente publicada em inglês, contou com traduções para o espanhol, francês e chinês. A iniciativa conjunta do GSI/PR, da AEB e da SWF amplia o conhecimento especializado nacional e fortalece o diálogo entre governo, academia, setor produtivo e sociedade, combinando esforços internacionais voltados à sustentabilidade de longo prazo das atividades espaciais.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões

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Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. 

A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação. 

Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico. 

“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos. 

A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou. 

Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento 

O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário. 

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As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação. 

Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.” 

Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises. 

Recordes da Lei do Bem 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País. 

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Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse. 

Lei do Bem fortalece capital humano 

Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023. 

A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras. 

Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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