MATO GROSSO
“Luta de pessoas de bem querendo que as famílias prosperem”, afirma juiz sobre combate ao machismo
MATO GROSSO
“Essa luta não é uma luta de mulheres contra homens, é uma luta de pessoas de bem querendo que as famílias prosperem, querendo que as famílias tenham laços saudáveis”. Assim o juiz Marcos Terêncio Agostinho Pires, titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Cuiabá, classifica o combate à cultura machista, que se manifesta de diversas formas de violência de gênero, desde piadas misóginas até o feminicídio.
O magistrado explica que o enfrentamento à violência doméstica e familiar não passa apenas pela proteção da vítima. “Também se passa em evitarmos que homens entrem nesse vício de relacionamento por dominação”, afirma o juiz Marcos Terêncio, que ressalta ainda a importância de que homens e mulheres, meninos e meninas, saibam reconhecer o que é a violência doméstica.
Educação como aliada
Entre os dias 19 e 22 de janeiro, o juiz Marcos Terêncio, juntamente com a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa e a equipe da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-TJMT), conduziu oficinas sobre enfrentamento à violência contra a mulher para mais de mil profissionais da Educação, durante a Semana Pedagógica 2026, a convite da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Para Terêncio, essa formação direcionada aos professores e professoras é fundamental para que eles abordem o tema com alunos e alunas, agindo de forma preventiva. “A escola é o ambiente propício para identificar a violência doméstica. As mulheres são vítimas de violência de gênero, violência doméstica, mas as crianças, meninas e meninos, são vítimas também dessa situação. Uma criança que sofre violência doméstica ou que sua mãe sofre violência doméstica vai apresentar dificuldades na escola, vai apresentar sinais”, afirma.
Conforme o juiz Marcos Terêncio, a escola precisa ser um ambiente seguro, onde os estudantes que vivenciam situação de violência doméstica e familiar encontrem ajuda. “E uma interlocução dessa com as escolas, uma ação em rede com as escolas, é fundamental para a gente reverter os números de violência doméstica no estado de Mato Grosso. Destaco que esse envolvimento já se intensificou muito no ano passado com a campanha ‘A escola ensina, a mulher agradece’. Então, é um caminho que está traçado e seguiremos trabalhando juntos com a Educação para tentarmos reverter essa situação”.
“A Escola Ensina, a Mulher Agradece” – foi uma iniciativa criada pela Cemulher no ano passado e que contou com a adesão das Secretarias de Educação do Estado, de Cuiabá, de Rondonópolis e de Sinop, promovendo concursos culturais entre os estudantes, que aprenderam sobre o tema da violência contra a mulher e desenvolveram produtos, como redações, poemas, letras de música e vídeos.
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Autor: Celly Silva
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Mutirão Interligue Já alcança 93,7% de conciliação e segue até sexta-feira
O Mutirão Interligue Já, voltado à regularização sanitária e ambiental de imóveis ainda não conectados à rede pública de esgoto, que segue até sexta-feira (12), já apresentou resultados expressivos. Nos primeiros dias (08 e 09), o índice de conciliação alcançou 93,7% nas audiências realizadas, demonstrando a efetividade do diálogo na solução de demandas relacionadas ao saneamento básico e à proteção ambiental.
Nesta 6ª edição, dos 546 procedimentos pré-processuais incluídos no mutirão, foram designadas 214 audiências nos dois primeiros dias. Destas, 119 resultaram em acordo, 87 registraram ausência das partes e oito terminaram sem acordo. Considerando apenas as 127 audiências efetivamente realizadas, a taxa de conciliação atingiu 93,7%.
O coordenador do Grupo de Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, expressou satisfação com o resultado parcial, “que reforça a importância do diálogo e do trabalho integrado entre o Poder Judiciário, instituições parceiras e a sociedade na busca por soluções sustentáveis e duradouras”.
O gestor judiciário do Cejusc Ambiental, Samir Padilha de Oliveira, afirmou a taxa de 93,7% de acordos nas audiências efetivamente realizadas evidencia a disposição das partes em construir soluções consensuais para questões que impactam diretamente a saúde pública, o saneamento básico e a qualidade de vida da população.
Semana da Pauta Verde
Este ano, a ação também integra a programação da Semana da Pauta Verde, que prossegue até o dia 12, em uma mobilização nacional promovida pelo Fórum Ambiental do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para impulsionar o julgamento de processos ambientais e fomentar a resolução consensual de conflitos relacionados ao meio ambiente.
A iniciativa é desenvolvida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental (Cejusc Ambiental), em parceria com instituições públicas e a concessionária Águas Cuiabá.
Autor: Marcia Marafon
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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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