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Blocos e escolas de samba realizam últimos ensaios técnicos para o Desfile de Carnaval 2026

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Os ensaios técnicos dos blocos carnavalescos e escolas de samba de Cuiabá prosseguem, a partir desta quinta-feira (29.1), ocupando ruas, praças e espaços de lazer, com programação gratuita e aberta ao público.

As atividades marcam os últimos preparativos antes do Desfile de Carnaval 2026, que ocorre entre os dias 6 e 8 de fevereiro, na Arena Pantanal. Para a realização de toda a programação, a Liga Independente dos Blocos e Escolas de Samba de Cuiabá conta com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Neste ano, sete blocos e duas escolas de sambas irão desfilar na passarela do samba da capital mato-grossense. Confira a programação de ensaios das agremiações:

Bloco Agora Q Q Esse

A bateria do bloco carnavalesco originado no bairro Poção, em Cuiabá, já está preparada para seu último ensaio técnico antes do desfile oficial, nesta quinta-feira (29), a partir das 19h, no Rancho do Embaixador, localizado na Avenida Mato Grosso.

Bloco Melados

Com sua bateria “Furiosa”, o bloco Melados se prepara para o desfile com quatro ensaios, que serão realizados nesta quinta, sexta e sábado (29, 30 e 31) e ainda na próxima terça-feira (3.2), a partir das 19h. Os preparativos são abertos ao público e ocorrem na rua Veiga Cabral, no bairro Dom Aquino.

Bloco Luxo Folia

O bloco criado por moradores do bairro CPA promete aquecer a pré-folia com mais dois ensaios, que ocorrem nesta sexta-feira (30) e na próxima quarta-feira, a partir das 19h. O local dos encontros é o Corona Bar, que fica no bairro CPA I.

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Bloco Tradição do Araés

O clima do carnaval 2026 estará presente no último ensaio técnico do bloco Tradição do Araés, que será realizado nesta sexta-feira (30), a a partir das 19h, no Centro de Lazer do Araés.

Escola de Samba Império de Angola

Com bateria e muito batuque, a Escola de Samba Império de Angola recebe os foliões no bairro Cidade Verde, em ensaios que serão realizados nesta sexta-feira (30) e no domingo (1º.2), a partir das 19h.

Bloco Império de Casa Nova

O bloco campeão do Carnaval 2025 realiza o último ensaio antes do desfile deste ano, no sábado (31), a partir das 19h, no Top+ Pub, localizado no bairro CPA I.

Bloco Banana da Terra


Depois de trazer ícones do carnaval carioca ao solo cuiabano, o bloco Banana da Terra encerra a temporada de ensaios com Erielson Marques e Dora Rosa, que são “pratas da casa” e hoje fazem carreira em outros Estados. A festa acontece no sábado (31), a partir das 18h, na Praça Oito de Abril.

Escola de Samba Payaguás

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A Escola campeã do Carnaval 2025 faz a coroação do Rei e Rainha de Bateria durante o último ensaio técnico, que será realizado no sábado (31), a partir das 19h, na Luzzem Eventos, localizada no bairro Campo Velho. Após o ensaio da Escola de Samba Payaguás, o espaço recebe a MC Carol para o Esquenta dos Blocos.

Bloco Boca Suja

O bloco da torcida organizada do Mixto, que nasceu do amor de uma comunidade pelo futebol e pelo samba, promove seu último ensaio aberto no domingo (1º.2), no ginásio Verdino, no bairro CPA I.

Desfile de Carnaval 2026

O Desfile de Carnaval Cuiabá 2026 será realizado nos dias 6 e 7 de fevereiro, a partir das 18h, na área externa da Arena Pantanal. No dia 8 de fevereiro, às 14h, haverá a apuração oficial dos votos, seguida por matinê e show de encerramento.

Neste ano, o público vai prestigiar, além dos desfiles, shows regionais e nacionais nos três dias do evento. Entre as atrações estão o grupo Aprontaê, DJ Everton Detona, Sasminina, o sambista Tiee, o grupo Vou Pro Sereno e o cantor Rubynho.

A área geral, que conta com arquibancadas, tem entrada gratuita. Além disso, o evento disponibiliza a venda de camarotes para os dias 6 e 7 de fevereiro. Mais informações no instagram @ligadecarnavalcuiaba neste link.

Fonte: Governo MT – MT

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Vicaricídio passa a ter punição específica e muda resposta da Justiça à violência contra mulheres

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O ordenamento jurídico brasileiro passou a reconhecer o vicaricídio como crime autônomo em abril deste ano. A Lei nº 15.384/2026 incluiu no Código Penal o homicídio praticado contra filhos, familiares ou pessoas com quem a mulher mantém vínculo afetivo ou de cuidado quando o objetivo do agressor é atingi-la psicologicamente. A conduta passou a integrar o rol dos crimes hediondos e fortaleceu os instrumentos de enfrentamento à violência de gênero.

A pena prevista é de 20 a 40 anos de reclusão, podendo ser aumentada de um terço até a metade quando o crime é cometido na presença da mulher que se pretende atingir, contra criança, adolescente, pessoa idosa ou com deficiência, ou ainda em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Além de criar um tipo penal, a lei alterou o Artigo 7º da Lei Maria da Penha ao incluir a violência vicária como forma de violência doméstica e familiar. Com isso, a ameaça ou a violência praticada contra filhos, familiares, enteados ou pessoas da rede de apoio da vítima passa a ser considerada na avaliação do risco para concessão de medidas protetivas de urgência.

Caso em MT evidencia a importância da nova legislação

Embora o crime de vicaricídio tenha sido tipificado apenas este ano, situações com essas características acontecem rotineiramente, como no caso do homem de 21 anos que matou o filho de dois anos asfixiado. O crime ocorreu em Sorriso (244 km de Cuiabá), em janeiro deste ano.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o crime foi premeditado e motivado pelo inconformismo do investigado com o término da relação e com o fato de a mulher ter iniciado um novo relacionamento. O caso tramita na Justiça e ainda aguarda julgamento.

Embora não possa ser julgado com base na Lei nº 15.384/2026, por ter ocorrido antes de sua vigência, o caso exemplifica uma das formas mais extremas da violência vicária e ilustra o contexto que levou à criação do crime de vicaricídio.

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Reconhecimento do crime

Para a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, a principal inovação é o reconhecimento da finalidade do crime. “Agora temos no ordenamento jurídico o reconhecimento de que matar um descendente, um ascendente, um enteado ou qualquer pessoa do convívio da mulher para atingi-la emocionalmente possui uma finalidade específica. Não é apenas um homicídio comum ou qualificado. Temos uma tipificação própria, com pena de 20 a 40 anos, assim como ocorre com o feminicídio”.

De acordo com a magistrada, a tipificação específica confere maior visibilidade a essa forma extrema de violência, facilita a produção de estatísticas e contribui para o aperfeiçoamento das políticas públicas de prevenção. “Quando um crime é tipificado, conseguimos produzir dados, compreender melhor o comportamento do agressor e desenvolver estratégias preventivas mais eficientes”.

Violência que utiliza pessoas próximas como instrumento

O vicaricídio está inserido no contexto da violência vicária, caracterizada pela utilização de filhos, familiares ou pessoas próximas como instrumento para controlar, intimidar ou provocar sofrimento emocional à mulher.

Para a juíza, o reconhecimento da violência vicária na Lei Maria da Penha facilita a identificação de situações de alto risco pelos profissionais que atuam na rede de proteção. “Quando o agressor passa a ameaçar ou agredir filhos, familiares ou pessoas da rede de apoio para intimidar ou exercer controle sobre a mulher, conseguimos identificar com mais facilidade que ela está em situação de risco”.

Na prática, a alteração amplia a atuação da Polícia Civil, do Ministério Público, do Poder Judiciário e das equipes multidisciplinares, que passam a considerar essas condutas na avaliação do risco.

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Antes da mudança legislativa, a concessão de medidas protetivas era mais difícil quando a violência não atingia diretamente a mulher. “Agora, se o agressor atinge um filho ou outra pessoa próxima para causar medo, sofrimento psicológico ou exercer controle sobre a mulher, essa circunstância pode fundamentar a concessão de medidas protetivas.”

Proteção e prevenção

No Poder Judiciário de Mato Grosso, o enfrentamento à violência doméstica envolve atuação integrada entre magistrados, servidores, equipes multidisciplinares e instituições da rede de proteção.

Além da análise dos processos e da concessão de medidas protetivas de urgência, as Varas Especializadas identificam situações de risco, encaminham vítimas aos serviços especializados e adotam providências para interromper a escalada da violência.

Com a criação do crime de vicaricídio e o reconhecimento da violência vicária na Lei Maria da Penha, o sistema de Justiça passa a contar com instrumentos mais precisos para identificar esse padrão de violência e agir preventivamente.

Para a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, a principal mudança prática é a ampliação da fundamentação jurídica para concessão de medidas protetivas. “A lei amplia nossa possibilidade de atuação porque permite conceder medidas protetivas quando houver risco não apenas para a mulher, mas também para filhos, familiares ou pessoas próximas utilizados pelo agressor como forma de intimidação”.

A magistrada ressalta que a nova tipificação também fortalece a formulação de políticas públicas. “Quando conseguimos identificar um crime específico, podemos mensurar melhor sua incidência, compreender o perfil do agressor e desenvolver estratégias para evitar que essa violência aconteça”.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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