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Mercados Globais e Brasil Mantêm Ritmo com Juros Estáveis e Recordes na Bolsa
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Mercado global inicia o ano com volatilidade
Os principais mercados financeiros internacionais fecharam o mês de janeiro com movimentos mistos, refletindo as decisões recentes dos bancos centrais e os resultados corporativos de grandes empresas de tecnologia.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados, decisão amplamente esperada pelos investidores. O presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou que as taxas estão “em um bom patamar” e que os próximos ajustes dependerão do comportamento da inflação.
Com isso, o Dow Jones encerrou em leve alta de 0,11%, enquanto o S&P 500 recuou 0,20% e o Nasdaq caiu 0,72%. O ouro, tradicional ativo de proteção, valorizou-se mais de 2%, ultrapassando US$ 5.500 por onça-troy, reflexo da busca por segurança.
Na Europa, o índice STOXX 600 caiu 0,2%, com os investidores atentos aos resultados das empresas de tecnologia e aos custos com inteligência artificial. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,06%, enquanto o FTSE 100, em Londres, avançou 0,17%. Já o DAX, da Alemanha, teve queda de 2,07%.
Na Ásia, o cenário foi de recuperação moderada. As bolsas reagiram positivamente após o governo chinês flexibilizar exigências sobre o setor imobiliário. O Hang Seng subiu 0,51%, o índice de Xangai avançou 0,16% e o CSI300 teve alta de 0,76%.
Ações chinesas recuam após alta do ouro, mas mantêm ganhos no mês
As bolsas chinesas encerraram a última sexta-feira em queda, influenciadas pela correção no preço do ouro e por alertas das autoridades contra operações especulativas.
O índice de Xangai caiu 1%, enquanto o CSI300 recuou 1%, e o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 2,1%. Apesar disso, o desempenho mensal foi positivo — com o índice de Xangai acumulando alta de 3,8% em janeiro, seu melhor resultado desde agosto.
As ações de mineradoras de ouro, como Chifeng Gold, Shandong Gold e Zhongji Gold, recuaram o limite diário de 10%, após novas medidas do governo para conter a volatilidade.
Ibovespa renova recorde e fecha mês em alta
No Brasil, o Ibovespa — principal índice da B3 — fechou o último pregão de janeiro em alta de 1,5%, atingindo 184.691 pontos, o maior nível da história. O movimento foi impulsionado por empresas dos setores de commodities, financeiro e consumo, além da entrada de capital estrangeiro.
O resultado reflete a confiança dos investidores na política monetária e nas perspectivas econômicas do país, mesmo diante de um cenário global de incertezas.
Banco Central mantém Selic e sinaliza início de cortes em março
Em sua reunião mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. A decisão, já esperada pelo mercado, foi unânime.
O comunicado do Copom destacou que, diante do controle gradual da inflação e do crescimento moderado da economia, há espaço para iniciar o ciclo de redução dos juros a partir de março de 2026.
Segundo o Banco Central, o comportamento dos preços segue em linha com a meta, reforçando a expectativa de afrouxamento monetário ainda no primeiro semestre do ano.
Crédito e contas externas mostram resiliência
Mesmo com os juros elevados, o crédito bancário registrou crescimento de 10,2% em 2025, segundo dados do Banco Central, superando as projeções iniciais. O aumento foi impulsionado por empréstimos a famílias e pequenas empresas.
As contas externas também apresentaram equilíbrio: o déficit em conta corrente se manteve estável e foi totalmente coberto pelo fluxo de investimentos diretos estrangeiros (FDI), o que demonstra confiança internacional na economia brasileira.
Expectativas para 2026: estabilidade e retomada do crescimento
Para os próximos meses, o cenário econômico global tende à estabilidade, com investidores atentos à postura dos bancos centrais e aos próximos dados de inflação. No Brasil, a expectativa é que o corte gradual da Selic estimule novos investimentos e aumente a atividade econômica, especialmente nos setores ligados ao agronegócio e à infraestrutura logística.
Além disso, empresas brasileiras começam a retomar planos de abertura de capital (IPO) no exterior, como o Agibank, que planeja captar até US$ 3,3 bilhões nos Estados Unidos, e o PicPay, que já estreou na Bolsa de Nova York (Nasdaq) — sinalizando maior confiança do investidor global nas companhias nacionais.
Conclusão: confiança e ajustes marcam o início de 2026
O panorama atual mostra que, mesmo diante das incertezas internacionais, o Brasil entra em 2026 com fundamentos sólidos, inflação sob controle e mercado financeiro aquecido. A combinação de estabilidade monetária e fluxo de investimentos estrangeiros cria condições favoráveis para o avanço de diversos setores, com destaque para o agronegócio, que se beneficia diretamente da valorização do dólar e do ambiente macroeconômico positivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA participa da Seafood Expo Global 2026 para ampliar mercados e fortalecer a imagem do pescado brasileiro
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participa, entre os dias 21 e 23 de abril, da Seafood Expo Global 2026, em Barcelona, na Espanha, considerada a principal feira mundial do setor de pescados e aquicultura. A missão oficial é chefiada pelo ministro Rivetla Edipo Araujo Cruz, acompanhado por representantes técnicos da pasta.
A presença brasileira no evento integra os esforços do Governo Federal para fortalecer a inserção internacional do pescado brasileiro, ampliar oportunidades comerciais e avançar no diálogo com autoridades e lideranças do setor pesqueiro europeu, com foco na retomada das exportações para a União Europeia.
Realizada anualmente, a Seafood Expo Global reúne autoridades governamentais, organismos internacionais, empresários, investidores e compradores de diversos países, consolidando-se como um dos principais espaços mundiais para a promoção de produtos da pesca e da aquicultura.
Durante a abertura do Pavilhão do Brasil, no dia 21 de abril, o ministro destacou o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado e com a competitividade internacional do setor.
“O Brasil tem trabalhado para consolidar sua posição como fornecedor de alimentos aquáticos de alta qualidade, produzidos com responsabilidade e sustentabilidade. Nossa participação nesta feira reafirma o compromisso do país com o desenvolvimento do setor e com a ampliação de novos mercados para o pescado brasileiro”, afirmou.
O ministro também ressaltou a parceria entre o MPA, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA) e o setor produtivo nacional para fortalecer a presença brasileira no mercado internacional.
Programação institucional
A agenda da missão inclui uma série de reuniões estratégicas com representantes de instituições e governos internacionais. Entre os compromissos previstos estão encontros com:
* representantes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO);
* dirigentes da INFOPESCA, organismo regional voltado à comercialização de produtos pesqueiros;
* autoridades do governo da Espanha;
* representantes da Noruega;
* membros da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT).
Além disso, o ministro participa do painel internacional “Scaling Sustainable Blue Foods: Policy, Technology, and Market Insights”, no qual apresentará a visão do Brasil sobre a importância dos alimentos aquáticos sustentáveis para a segurança alimentar global.
Promoção do pescado brasileiro
Ao longo da feira, a delegação brasileira também realizará visitas técnicas e encontros com empresários, importadores e representantes da indústria internacional, reforçando a imagem do Brasil como um país comprometido com:
* a qualidade sanitária dos produtos;
* a rastreabilidade do pescado;
* a sustentabilidade da produção;
* e a geração de emprego e renda no setor aquícola e pesqueiro.
A participação do MPA na Seafood Expo Global 2026 reforça a estratégia do Governo Federal de ampliar a presença do pescado brasileiro no mercado externo e consolidar o país como referência internacional na produção sustentável de alimentos aquáticos.
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