MATO GROSSO
Comarca de Paranatinga abre credenciamento de leiloeiros
MATO GROSSO
Com foco em dar mais agilidade, transparência e segurança aos leilões judiciais, o Poder Judiciário de Mato Grosso abriu novo edital para credenciamento de leiloeiros públicos que desejam atuar na Comarca de Paranatinga.
O Edital nº 1/2026, assinado pela juíza diretora do foro, Raiane Santos Arteman Dall’Acqua, é voltado a leiloeiros oficiais e leiloeiros rurais interessados em atuar em leilões judiciais e em alienações judiciais de bens.
Quem pode se inscrever
O credenciamento é destinado a leiloeiros públicos oficiais e leiloeiros rurais, para eventual atuação em leilões judiciais presenciais, eletrônicos ou simultâneos, além de alienações judiciais de bens determinadas pelo juízo.
A inscrição não gera direito automático à nomeação, não garante exclusividade e funcionará como um cadastro para futuras indicações, conforme a necessidade dos processos e critérios administrativos.
Para participar é necessário comprovar, entre outros requisitos, pelo menos três anos de atuação como leiloeiro, registro regular na Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat) ou na Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), conforme a modalidade, regularidade previdenciária e estrutura técnica compatível para a realização de leilões, inclusive em meio eletrônico.
Não podem se credenciar servidores, estagiários ou terceirizados do Poder Judiciário de Mato Grosso, advogados que atuem em processos da comarca, pessoas com registro suspenso no órgão de classe ou que se enquadrem nas demais hipóteses de impedimento previstas no edital.
Prazo, forma de inscrição e validade do cadastro
As inscrições devem ser feitas no prazo de 30 dias corridos, contados a partir do primeiro dia útil seguinte à publicação do edital no Diário da Justiça Eletrônico (DJE).
O pedido de credenciamento e toda a documentação exigida devem ser protocolados exclusivamente por meio do Protocolo Virtual Administrativo (PAV), endereçados à Diretoria do Foro da Comarca de Paranatinga.
Após a análise dos pedidos, será divulgada lista preliminar dos habilitados e, depois do prazo para recursos, a lista final de leiloeiros credenciados.
O credenciamento terá validade de 24 meses, contados da publicação da lista final, podendo ser atualizado ou revisto por novo ato administrativo, conforme a necessidade do Judiciário.
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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