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Sebrae Minas promove capacitação de apicultores do Sul do estado para fortalecer produção e cooperativismo

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Encontro presencial do ALI Rural fortalece apicultura regional

O Sebrae Minas realizou, na última terça-feira (27/1), em Santana da Vargem, um encontro presencial do programa ALI Rural, voltado para apicultores do Sul de Minas. Participaram 14 produtores de mel e própolis da Cooperativa Sul-mineira de Apicultores (Coapsul), acompanhados pelo Sebrae desde agosto de 2025.

O objetivo do encontro foi fortalecer a gestão e o cooperativismo, além de apresentar soluções do Sebrae Minas para o setor rural, incentivando planejamento, tomada de decisões e trabalho coletivo.

“Em grupo, os produtores ganham força, compartilham conhecimento e têm mais oportunidades. Na apicultura, ninguém cresce sozinho, a união é essencial”, destacou Joaquim Borges, presidente da Coapsul.

Produção de mel da florada do café é diferencial regional

Os produtores trabalham com abelhas europeias africanizadas (Apis mellifera) e atuam também no cultivo do café, o que confere ao mel características únicas na região. As colmeias estão distribuídas em sete municípios do Sul de Minas: Boa Esperança, Campos Gerais, Coqueiral, Nepomuceno, Santana da Vargem, São Bento Abade e Três Pontas.

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A extração do mel ocorre em duas etapas ao longo do ano:

  • Primeiro semestre: mel e própolis da florada de árvores oleaginosas, como copaíba, cipó-uva e alecrim;
  • Segundo semestre: florada do café, que concentra o maior volume anual e é o diferencial da região.

Em 2025, a produção da cooperativa foi de aproximadamente 75 toneladas de mel.

Gestão e organização produtiva como estratégias de crescimento

O Sebrae Minas atua junto aos apicultores no fortalecimento da gestão e na estruturação da produção coletiva, etapas estratégicas para o avanço do negócio. Atualmente, toda a produção é vendida a granel para indústrias, mas o trabalho desenvolvido visa preparar os produtores para agregar valor e acessar novos mercados.

Para Gracielle Cassiano, analista do Sebrae Minas, iniciativas como esta ajudam os produtores a organizar melhor os negócios, aumentar a eficiência e identificar novas oportunidades de mercado.

“Trabalhamos temas práticos, como gestão e cooperativismo, para que o produtor consiga organizar melhor o negócio, ganhar eficiência e enxergar novas oportunidades de mercado”, afirmou a analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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