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Ministério da Saúde investe R$ 1,5 milhão em estrutura para transporte fluvial no DSEI Vale do Javari

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O Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Vale do Javari vai receber uma plataforma flutuante para o embarque e desembarque seguros de pacientes, a atracação de barcos e lanchas da saúde indígena e o armazenamento de equipamentos e insumos destinados aos Polos Base, às Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e às aldeias da região.

Ancorada às margens do rio Javari, no município de Atalaia do Norte (AM), a estrutura substituirá uma plataforma improvisada, atualmente em situação precária, que oferece riscos aos trabalhadores e aos próprios indígenas. O Ministério da Saúde empenhou cerca de R$ 1,5 milhão para a construção da obra, com previsão de conclusão até dezembro de 2026.

Segundo o coordenador do DSEI Vale do Javari, Kora Kanamari, a nova estrutura representa um importante avanço para a infraestrutura do distrito. “O fortalecimento da infraestrutura física e da logística fluvial do DSEI Vale do Javari representa um avanço estratégico para a saúde indígena no território. Estamos falando de mais segurança no transporte de pessoas e bens, melhores condições para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços de saúde, além da preservação do patrimônio público, com maior controle, organização e uso responsável dos recursos”, afirmou.

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O diretor do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena (Deamb), da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Bruno Cantarella, destacou a atuação das políticas públicas de saúde voltadas às populações indígenas, respeitando as especificidades de cada território.

“Quando falamos do trabalho do Ministério da Saúde, por meio da Sesai, falamos de um compromisso permanente com os povos indígenas em todos os territórios do país. A Secretaria atua de forma contínua nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, investindo em infraestruturas que respeitam os modos de vida e as realidades de cada povo, com o objetivo de garantir um cuidado em saúde mais digno e efetivo”, ressaltou.

DSEI Vale do Javari

O DSEI Vale do Javari está localizado no extremo norte do Amazonas, no município de Atalaia do Norte, na fronteira com o Peru. Sua área de atuação ultrapassa 8,5 milhões de hectares e atende cerca de 6.432 indígenas das etnias Marubo, Mayuruna/Matsés, Kanamari, Kulina, Korubo, Matis, Tsohom Djapa e Ticuna, distribuídos em 74 aldeias.

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O distrito conta com oito Polos Base, 24 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e uma Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai). Situado na região com a maior concentração de povos indígenas isolados e de recente contato do mundo, o DSEI VAJ dispõe de uma força de trabalho de 369 profissionais da atenção básica à saúde, que se deslocam exclusivamente por via fluvial ou aérea. Em 2023, o investimento total no distrito superou R$ 47,5 milhões.

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Brasil e México discutem plataformas conjuntas para desenvolvimento e produção de tecnologias em saúde

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Em agenda internacional na Cidade do México nesta terça-feira (22), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a BIRMEX, empresa mexicana que produz, compra e distribui medicamentos e produtos biológicos. O encontro tratou da cooperação entre os dois países para desenvolver plataformas conjuntas de pesquisa, produção e transferência de tecnologia em saúde, com destaque para vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).

A parceria foi firmada em agosto de 2025, quando a Fiocruz, a empresa e o Ministério da Saúde do México estabeleceram um acordo para desenvolver pesquisas e promover a troca de conhecimentos e tecnologias na área. A iniciativa prevê visitas técnicas, intercâmbio entre pesquisadores, realização de seminários, capacitação de profissionais e busca conjunta de recursos para o desenvolvimento dos projetos.

“Temos hoje quatro ou cinco grandes laboratórios públicos no Brasil com capacidade de incorporar novas tecnologias. Esse é um desafio importante para nós, porque a transferência de tecnologia exige investimentos em equipamentos e infraestrutura. Temos todo o interesse em construir plataformas comuns, bilaterais, que possam significar um país exportar para o outro e também acompanhar conjuntamente o desenvolvimento dessas tecnologias”, destacou o ministro.

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A cooperação também prevê a possibilidade de desenvolver projetos conjuntos e estabelecer plataformas comuns entre os dois países, com troca de informações e acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias. A proposta inclui diferentes etapas, da pesquisa e dos estudos clínicos à produção e à transferência de tecnologia, além da possibilidade de intercâmbio de produtos e conhecimentos entre Brasil e México.

O RNA mensageiro é uma tecnologia que orienta as células do organismo a produzir uma proteína capaz de estimular a defesa contra uma doença. A mesma tecnologia pode ser adaptada para diferentes vacinas, o que amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos imunizantes.

Produção nacional

Projetos de desenvolvimento de plataformas de mRNA estão em andamento no país, com participação da Fiocruz, do Instituto Butantan e do Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA). Os projetos contam com R$ 210 milhões em recursos do Ministério da Saúde.

Na Fiocruz, está em desenvolvimento uma vacina candidata contra a Covid-19, autorizada pela Anvisa para iniciar estudos clínicos como dose de reforço. O imunizante utiliza tecnologia de mRNA desenvolvida no país. Também estão em andamento estudos para produção de outras vacinas, para leishmaniose e tuberculose, na plataforma mRNA da Fiocruz. A planta piloto conta com certificação de Boas Práticas de Fabricação.

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A Fiocruz participa do Programa Global de Transferência de Tecnologia de RNAm da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da iniciativa do Fundo de Patentes de Medicamentos, com um produto aprovado para a realização de estudos clínicos.

No Butantan, os recursos apoiam a implantação de uma unidade para produção de vacinas de mRNA, inicialmente voltadas para Covid-19 e raiva. Na UFMG, estão em desenvolvimento projetos contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de aplicações terapêuticas, incluindo imunoterapia contra o câncer.

A tecnologia de mRNA pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes imunizantes e adaptada conforme o alvo da vacina. O desenvolvimento de plataformas desse tipo envolve pesquisa, estudos clínicos, produção e transferência de tecnologia.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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