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Colheita de soja avança no Brasil, mas calor e falta de chuva preocupam regiões do Sul

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Colheita de soja atinge 10% da área cultivada no país

A colheita da safra 2025/26 de soja no Brasil segue em ritmo acelerado e já alcança 10% da área cultivada, conforme dados divulgados pela AgRural na quinta-feira (29). O índice representa um avanço significativo em relação aos 5% registrados na semana anterior e supera levemente os 9% observados no mesmo período do ano passado.

As máquinas já estão em campo na maioria dos estados produtores, e até o momento, o processo ocorre sem grandes dificuldades. O bom andamento da colheita reflete as condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras do Centro-Oeste e Sudeste.

Clima seco no Sul liga alerta para perdas de produtividade

Apesar do bom ritmo no campo, a atenção se volta para as condições climáticas no Sul do país, onde o calor intenso e a falta de chuvas vêm preocupando produtores e analistas.

O Rio Grande do Sul é o estado que mais inspira cautela: cerca de 15% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos, uma das etapas mais sensíveis para o desenvolvimento das plantas. O desempenho da safra gaúcha dependerá do comportamento do clima ao longo de fevereiro, mês decisivo para a definição da produtividade.

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Outras regiões também podem registrar impactos

Além do Rio Grande do Sul, há risco de perdas localizadas em áreas mais tardias do Paraná, Santa Catarina e no sul de Mato Grosso do Sul, onde a irregularidade das chuvas também começa a afetar o potencial produtivo.

Por outro lado, estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais seguem com boas condições de colheita, o que ajuda a equilibrar o desempenho nacional e a sustentar as projeções otimistas para a produção total da safra 2025/26.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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