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Economia brasileira mostra força em meio a incertezas internas e externas, aponta Rabobank
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Cenário global influencia decisões monetárias
O ambiente econômico internacional segue impactando o desempenho da economia brasileira. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano, conforme esperado pelo mercado. A novidade foi o anúncio da nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Fed, movimento que trouxe atenção dos investidores em relação à condução futura da política monetária norte-americana.
Copom mantém Selic e antecipa previsão de corte de juros
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 15% ao ano. O colegiado, no entanto, indicou que o início do ciclo de flexibilização monetária pode ocorrer em março, antecipando em um mês a previsão anterior, que apontava abril.
A sinalização reflete maior confiança nas expectativas de inflação, em um cenário de desaceleração gradual dos preços.
Real ganha força, mas dólar deve encerrar o ano em alta
Apesar das incertezas fiscais e políticas, o real teve valorização de 0,40% frente ao dólar na última semana, encerrando cotado a R$ 5,2631. O desempenho colocou a moeda brasileira como a quarta mais forte entre 24 moedas emergentes no período.
Ainda assim, analistas do Rabobank projetam que o dólar feche o ano em torno de R$ 5,60, sustentado pelo diferencial de juros e pela perspectiva de valorização global da moeda americana.
Inflação mostra sinais mistos entre índices
Os indicadores de inflação apresentaram resultados distintos. O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente abaixo do registrado em dezembro. A alta de itens ligados à saúde e comunicação limitou uma queda mais acentuada do índice.
Já o IGP-M, indicador usado em contratos de aluguel, avançou 0,41% no mês, pressionado pela alta das commodities e pelo aumento dos preços industriais (IPA).
Déficit fiscal persiste, mas meta é cumprida
O resultado primário de 2025 continuou negativo, reflexo dos déficits do governo central e das estatais. Apesar disso, o governo conseguiu cumprir a meta fiscal estabelecida, o que contribuiu para a manutenção da confiança dos agentes econômicos.
Desemprego atinge mínimo histórico
O mercado de trabalho manteve trajetória positiva. A taxa de desemprego caiu para 5,1%, o menor nível já registrado, reforçando a resiliência da economia brasileira diante de um contexto global ainda incerto e de desafios fiscais internos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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